O episódio 3 de Meus Mortos Tristes mostra as consequências da contaminação da água de Piedrabuena e transforma Emma em uma espécie de mediadora entre os vivos e os mortos. Enquanto cada vez mais moradores passam a ouvir pessoas que já morreram, a protagonista tenta convencer as autoridades a interromper o abastecimento e também ajuda espíritos presos a situações mal resolvidas.
Emma tenta impedir a contaminação da água
Depois de encontrar o corpo de Julie na caixa-d’água, Emma percebe que precisa interromper o fornecimento antes que mais moradores sejam afetados. Ela começa a utilizar água engarrafada, mas encontra dificuldades para conseguir ajuda.
As autoridades e a companhia responsável pelo abastecimento demonstram pouco interesse pela situação de Piedrabuena. Além disso, Emma descobre que desligar o sistema não é tão simples quanto imaginava.
Enquanto tenta solucionar o problema, a habilidade sobrenatural da protagonista deixa de ser um segredo. Como diversos moradores começam a ouvir familiares e conhecidos mortos, Emma passa a ser procurada por pessoas que precisam entender o que está acontecendo.
Tomás finalmente acredita em Emma
Tomás retorna para a Argentina e encontra a casa de Susana. A demora em voltar aos Estados Unidos também trouxe problemas profissionais: seu emprego parece estar ameaçado e outra pessoa já foi colocada em seu lugar.
A preocupação da família, porém, continua sendo Julie. Tomás e Lidia discutem sobre o paradeiro da filha, enquanto Emma acompanha a conversa. Em determinado momento, Tomás ouve os lamentos de Susana.
A explicação vem rapidamente: ele também bebeu a água contaminada. Assim como Caro e outros moradores, Tomás passou a conseguir ouvir os mortos. Pela primeira vez, ele percebe que Emma não estava inventando as histórias sobre sua capacidade sobrenatural.
Emma confronta um homem que deixou alguém morrer
Outra situação leva Emma até a casa de Paulo. Um homem havia invadido o imóvel e, durante a fuga, caiu do telhado, ficando preso na grade localizada abaixo.

O problema é que a vítima não morreu imediatamente. Mesmo ferido, o homem ainda estava vivo e pediu ajuda. Paulo ouviu os pedidos, mas decidiu não chamar uma ambulância.
Emma confronta Paulo sobre sua decisão e afirma que permitir conscientemente que alguém morra quando poderia ter recebido socorro também o torna responsável pela morte. Para lidar com o peso do que fez, ela recomenda que ele conte a verdade às próprias filhas.
Lidia revela o passado de Julie
A relação entre Emma e Lidia também ganha novos contornos. Lidia explica que Julie já havia procurado ajuda nos Estados Unidos por afirmar que conseguia ver e conversar com pessoas mortas.
A jovem acabou sendo diagnosticada com psicose. Segundo Lidia, Julie tentou repetidamente explicar que suas experiências eram reais, mas ninguém acreditou nela.
Lidia também culpa Emma por não ter procurado saber como Julie estava. A discussão resgata antigos ressentimentos familiares. Susana teria ajudado a cuidar de Caro enquanto Emma se dedicava à carreira médica e posteriormente assumia a direção do hospital.
Para Lidia, existe uma contradição entre Emma ter dedicado a vida a cuidar de pacientes e não ter demonstrado a mesma atenção à própria família.

Caro revela a verdade sobre Facundo
Caro, por sua vez, enfrenta o próprio passado. Ela pede que Emma a ajude a entrar em contato com Facundo, seu antigo companheiro, morto 15 anos antes.
A relação dos dois aconteceu durante um período em que Facundo enfrentava dependência química. O uso de drogas evoluiu até o consumo de morfina, e Caro acabou contribuindo para o vício ao roubar medicamentos do hospital para entregá-los a ele.
Em uma ocasião, Facundo pediu que Caro aplicasse a substância. Ela teve dificuldade para encontrar uma veia e prometeu que aquela seria a última vez antes de levá-lo para uma clínica de reabilitação.
A promessa nunca foi cumprida. A morfina roubada por Caro havia se deteriorado, e Facundo morreu depois de utilizá-la.
Quinze anos depois, Caro continua carregando a culpa. Agora que consegue ouvir Facundo novamente, todo o trauma volta à tona. Ela espera que Emma consiga ajudá-la a encontrar algum tipo de perdão, mas a mãe não oferece uma solução fácil: Caro terá que assumir sua responsabilidade e aprender a conviver com o próprio sentimento de culpa.
O corpo de Julie é retirado da caixa-d’água
No final do episódio, as autoridades finalmente chegam para resolver o problema do abastecimento. A caixa-d’água é completamente drenada, liberando a água contaminada e revelando o forte odor provocado pela decomposição.
Com o reservatório vazio, uma equipe entra no local e retira o corpo de Julie, já em avançado estado de decomposição.
A descoberta confirma a ligação entre a morte de Julie e o fenômeno que tomou conta de Piedrabuena. A água contaminada parece ter permitido que outras pessoas experimentassem aquilo que Emma enfrentou durante toda a vida.
Ao mesmo tempo, o episódio reforça uma das principais ideias da série: os mortos não aparecem apenas para assustar os vivos. Em muitos casos, eles parecem retornar para obrigar quem ficou para trás a confrontar culpas, segredos e acontecimentos que nunca foram devidamente resolvidos.