O episódio 3 da primeira temporada de A Diplomata (The Diplomat) na Netflix coloca Kate Wyler (Keri Russell) diante de uma das decisões mais importantes de sua carreira. Ainda abalada pela revelação de Hal (Rufus Sewell) sobre a possibilidade de ela se tornar vice-presidente dos Estados Unidos, a diplomata precisa impedir que a crise envolvendo o Irã evolua para uma guerra.
Em “Cordeiros no escuro”, a chegada do presidente Rayburn a Londres aumenta a tensão. Enquanto britânicos e americanos discutem uma possível resposta militar, Kate tenta usar seus conhecimentos diplomáticos para impedir uma escalada que pode colocar milhares de vidas em risco.
Kate tenta impedir uma crise entre Estados Unidos, Reino Unido e Irã
O presidente Rayburn chega a Londres disposto a aparecer ao lado do primeiro-ministro Nicol Trowbridge em uma coletiva de imprensa. Para Kate, porém, a imagem dos dois líderes juntos pode ser interpretada como uma declaração de guerra contra o Irã.
Até aquele momento, Reino Unido e Estados Unidos ainda não possuem provas suficientes de que Teerã esteja por trás da explosão do HMS Courageous. Mesmo assim, a pressão política cresce, principalmente depois das declarações de Trowbridge sobre uma possível resposta militar.
Kate tenta convencer os britânicos a recuar, mas o secretário de Relações Exteriores, Austin Dennison, argumenta que Trowbridge não pode parecer fraco diante da imprensa. A diplomata consegue pelo menos substituir a coletiva por um jantar entre os chefes de Estado, criando espaço para diminuir a tensão.
Kate descobre por que está sendo considerada para vice-presidente
Enquanto a crise internacional continua, Kate começa a entender por que seu nome surgiu como possibilidade para a vice-presidência americana.
A atual vice-presidente, Grace Penn, está envolvida em um problema financeiro que praticamente inviabiliza sua permanência no cargo. Outras possíveis substitutas são vistas como candidatas que poderiam usar a posição para lançar suas próprias campanhas presidenciais.
Kate, por outro lado, é considerada uma alternativa menos associada às disputas políticas internas. Sua experiência diplomática e seu perfil mais técnico fazem com que ela seja vista como uma escolha potencialmente segura.
O problema é que Kate foi a última pessoa a descobrir que estava sendo avaliada.

Eidra confronta Kate sobre sua atuação na CIA
Eidra Park descobre que Kate procurou Carole, sua fonte nos Estados Unidos, para investigar os contatos de Hal com o governo iraniano. A chefe da CIA em Londres não gosta da interferência da embaixadora nos canais de inteligência.
Kate admite que agiu por conta própria, mas explica que precisava verificar informações que poderiam evitar uma guerra. Eidra alerta que ações desse tipo podem prejudicar a relação entre CIA e MI6.
A situação se torna ainda mais delicada quando Kate revela que o Irã deslocou um batalhão para sua costa, aparentemente esperando uma ofensiva americana ou britânica.
Hal também explica seus contatos secretos com Rasoul Shahin. O problema é que, justamente por ter procurado Shahin por conta própria, ele compromete a credibilidade das informações recebidas do diplomata iraniano.
Trowbridge aumenta o risco de uma guerra
A crise chega a um novo nível quando Trowbridge afirma que a situação envolvendo o porta-aviões britânico está sendo controlada. Segundo ele, o navio estaria afundando e os Estados Unidos ajudariam na operação.
Dennison, entretanto, revela a Kate que essa versão não é verdadeira. O primeiro-ministro estaria usando a movimentação naval para demonstrar força no Golfo Pérsico.
Kate percebe imediatamente o perigo. O Irã pode interpretar a presença dos navios americanos e britânicos como um ato de guerra e responder militarmente.
Ela tenta impedir que os navios avancem, enquanto Billie procura uma maneira de conseguir mais informações diretamente de Shahin. Kate se opõe à ideia porque sabe que uma nova comunicação poderia colocar o diplomata iraniano em risco.

Kate confronta Hal sobre o plano para reconquistar o casamento
Em meio ao caos diplomático, Kate ainda precisa resolver sua relação com Hal.
Billie e Stuart tentam convencê-la a considerar seriamente a possibilidade de se tornar vice-presidente. Kate admite que a ideia talvez tenha algum sentido, principalmente porque poderia servir ao país sem exigir que ela se transformasse em uma política tradicional.
Mas existe uma questão que a incomoda: por que seu nome apareceu justamente agora?
Kate confronta Hal e questiona se ele teve alguma participação na indicação. Como os dois estavam prestes a se divorciar, ela suspeita que o marido possa ter usado a oportunidade para tentar mantê-los juntos.
A discussão sai completamente do controle. Kate parte para cima de Hal, derruba o marido e os dois acabam rolando pelo chão em uma briga física que funciona como uma descarga de toda a tensão acumulada.
Kate convence Rayburn a cancelar o envio dos navios
Ainda abalada e com a aparência completamente diferente daquela esperada de uma embaixadora, Kate tenta convencer Rayburn a não enviar os navios para o Golfo.
Ela cita Saman Karimi, ex-comandante da Força Quds conhecido por sua postura agressiva e por sua disposição para retaliar ataques americanos. Para Kate, enviar as embarcações não recuperaria a reputação dos Estados Unidos: apenas aumentaria o risco de soldados americanos morrerem.
Quando percebe que Rayburn continua hesitante, Kate chega a oferecer sua renúncia.
A estratégia finalmente funciona. Rayburn manda Billie garantir que os navios americanos não avancem para o Golfo.
Kate, portanto, não deixa o cargo e consegue uma vitória diplomática importante, embora a ameaça de uma guerra continue presente.
O episódio 3 de A Diplomata também reforça o conflito entre a competência profissional de Kate e o caos de sua vida pessoal. Ao mesmo tempo em que tenta impedir uma guerra entre grandes potências, ela precisa lidar com a possibilidade de ocupar a vice-presidência e com um casamento que parece cada vez mais difícil de salvar.