O episódio 2 da primeira temporada de A Diplomata (The Diplomat) na Netflix começa exatamente onde o capítulo anterior terminou. Depois de ser dopado e levado de carro por uma mulher que se passou por integrante de sua equipe, Hal Wyler (Rufus Sewell) acorda algemado em um local desconhecido. Enquanto isso, Kate Wyler (Keri Russell) continua presa a uma sessão de fotos para uma revista, sem saber imediatamente o que aconteceu com o marido.
Em “Não chamem de sequestro”, a crise provocada pela explosão do porta-aviões britânico HMS Courageous se torna ainda mais perigosa quando surgem informações que podem afastar o Irã da autoria do ataque — e, ao mesmo tempo, colocar Estados Unidos e Reino Unido à beira de um conflito.
Hal é sequestrado e recebe uma mensagem do Irã
Durante a sessão de fotos de Kate, a equipe percebe que Hal desapareceu. Inicialmente, surgem hipóteses menos alarmantes, incluindo a possibilidade de ele ter saído voluntariamente com uma integrante da produção ou de estar participando de algum exercício de segurança.
Kate, porém, revela que o marido já foi sequestrado anteriormente e conseguiu retornar em segurança. A situação ganha outro peso quando Hal é colocado em contato com Rasoul Shahin, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, um homem que os dois conhecem dos tempos em que trabalharam em Genebra.
Shahin afirma que o Irã não foi responsável pela explosão do HMS Courageous. Segundo ele, o governo iraniano tinha outro plano: assassinar o general americano aposentado Bradford Symes, considerado responsável por uma operação que matou o comandante iraniano Qasem Soleimani.
O ataque contra Symes, entretanto, foi adiado para evitar que fosse confundido com uma retaliação pela explosão do porta-aviões britânico.
Kate desconfia das informações de Hal
Depois de ser libertado, Hal retorna à residência americana e conta a Kate, Stuart Hayford e Eidra Park o que ouviu. A informação pode mudar completamente a interpretação sobre o ataque, mas Kate não está disposta a aceitá-la sem uma investigação.
Ela pede que a CIA faça uma verificação completa antes de qualquer informação ser repassada oficialmente. Kate conhece bem o marido e sabe que seus métodos nem sempre seguem os canais diplomáticos tradicionais.
A desconfiança aumenta quando ela descobre que Hal entrou em contato com pessoas ligadas ao governo iraniano. Para Kate, existe a possibilidade de o próprio marido ter provocado parte daquela situação para conseguir informações e influenciar os acontecimentos.
Kate também procura fontes no Oriente Médio. Ela recorre a Danny, um contato da embaixada americana em Beirute, para investigar a relação de Shahin com o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e descobrir o peso político daquela ligação.

Primeiro-ministro britânico coloca o Irã na mira
Enquanto as investigações avançam, Kate participa do funeral dos militares mortos no ataque ao HMS Courageous, realizado em Brize Norton.
O primeiro-ministro Nicol Trowbridge faz um discurso prometendo encontrar os responsáveis e garantir que eles sejam punidos. Porém, durante o encontro com as famílias das vítimas, a viúva de um dos militares o confronta e o acusa de covardia por não mencionar diretamente o Irã.
Pressionado publicamente, Trowbridge muda o tom e afirma que o Irã será severamente punido caso fique comprovado que o país esteve envolvido no ataque.
A declaração rapidamente ganha repercussão nas redes sociais e coloca ainda mais pressão sobre os diplomatas. Pouco depois, uma família muçulmana é atacada na saída de uma mesquita, em um episódio de islamofobia que ocorre após os comentários do primeiro-ministro.
Kate tenta impedir uma escalada contra o Irã
A possibilidade de uma reação militar preocupa Kate. Ela sabe que uma declaração pública de Trowbridge, combinada com uma eventual resposta dos Estados Unidos, pode criar uma situação praticamente impossível de controlar.
A tensão aumenta quando é anunciado que o presidente Rayburn fará uma parada em Londres durante sua viagem a Berlim para demonstrar solidariedade ao Reino Unido.
Kate teme que uma aparição conjunta de Rayburn e Trowbridge seja interpretada como uma confirmação da responsabilidade iraniana. Para descobrir se as informações de Hal são confiáveis, ela consulta outra fonte nos Estados Unidos e descobre que o marido realmente havia feito contato com Roma para chegar até o vice-ministro iraniano.
A descoberta confirma que Hal estava agindo nos bastidores sem informar Kate.

Kate revela a verdade sobre Hal
Kate procura o secretário de Estado Miguel Ganon e apresenta as informações que conseguiu reunir. Ela pede que a visita de Rayburn a Londres seja cancelada, mas Ganon se recusa.
Diante do impasse, Kate revela que Hal foi sequestrado e que manteve contato com um alto funcionário iraniano. A informação muda a dimensão política do problema.
Ganon, então, considera necessário que Trowbridge esclareça suas declarações sobre o Irã. Como o presidente americano possui influência sobre o primeiro-ministro britânico, Kate recebe a missão de tentar administrar a situação durante a visita de Rayburn.
Final do episódio 2 de A Diplomata: Hal revela o futuro de Kate
O presidente dos Estados Unidos chega a Winfield House, e Kate aproveita o momento para confrontar Hal. Irritada com suas ações e com a maneira como ele interfere na crise, ela pede que o marido deixe de acompanhá-la.
Mas Hal guarda uma informação capaz de mudar completamente a trajetória da esposa.
No final de “Não chamem de sequestro”, ele revela que Kate está sendo preparada para concorrer à vice-presidência dos Estados Unidos.
A revelação transforma a missão diplomática em Londres. Kate não está apenas tentando impedir uma guerra entre potências: sem saber, ela também está sendo avaliada para um dos cargos políticos mais importantes do país.