A primeira temporada de A Diplomata (The Diplomat) começa com uma crise internacional que coloca Estados Unidos e Reino Unido diante do risco de uma escalada militar. Enquanto uma explosão no porta-aviões britânico HMS Courageous deixa 41 oficiais mortos, Katherine Wyler (Keri Russell) é enviada a Londres para assumir o posto de embaixadora americana no país.
Criada por Debora Cahn para a Netflix, a série acompanha a diplomata em meio a conflitos políticos, interesses de diferentes governos e uma vida pessoal igualmente complicada. No episódio 1, intitulado “Onda da Cinderela” (“The Cinderella Thing”), Kate precisa lidar com uma missão que não era exatamente o que esperava, enquanto descobre que sua chegada ao Reino Unido pode ter implicações muito maiores.
Episódio 1 de A Diplomata: a explosão do HMS Courageous inicia uma crise internacional
O episódio começa com a explosão do porta-aviões britânico HMS Courageous, que mata 41 integrantes da Marinha Real. O ataque provoca uma forte reação em Washington e Londres, enquanto as autoridades tentam descobrir quem está por trás da ação.
Kate Wyler deveria seguir para Cabul como nova embaixadora dos Estados Unidos, aproveitando sua experiência no Oriente Médio. No entanto, o presidente Rayburn decide enviá-la para Londres, onde o posto está sem um representante americano adequado naquele momento.
A mudança de planos não agrada Kate. Ela esperava uma missão mais diretamente relacionada às regiões onde construiu sua carreira, mas precisa se adaptar rapidamente às exigências da diplomacia britânica.
Kate Wyler chega a Londres e descobre uma missão diferente
Ao lado do marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), Kate chega à residência oficial americana em Londres, Winfield House. A adaptação, porém, está longe de ser simples.
Além das reuniões políticas, a nova embaixadora precisa participar de compromissos protocolares, sessões de fotos e eventos que considera pouco relevantes diante da crise provocada pelo ataque ao porta-aviões.
Kate também se vê envolvida em uma série de formalidades da diplomacia britânica, incluindo roupas específicas e até treinamento para entrar e sair de carruagens. A situação contrasta com a postura direta e prática que marcou sua experiência no Oriente Médio.
No trabalho, ela conhece Stuart Hayford, vice-chefe da missão americana em Londres, e Eidra Park, chefe da estação da CIA. Os dois rapidamente percebem que Kate pode ter um papel importante na resposta à crise.

Estados Unidos consideram uma possível resposta contra o Irã
As investigações apontam para a possibilidade de envolvimento iraniano no ataque. Uma embarcação iraniana aparece ligada às evidências encontradas, aumentando a pressão sobre o governo americano.
O presidente Rayburn já autorizou a possibilidade de um ataque de grandes proporções contra Teerã, mesmo sem que todas as informações estejam confirmadas. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado Miguel Ganon tenta mobilizar Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos antes de avançar nas conversas com os britânicos.
Kate percebe que existe uma disputa sobre quem deve controlar a narrativa diplomática do ataque. O primeiro-ministro britânico Nicol Trowbridge quer que Londres conduza a resposta pública, enquanto Washington possui seus próprios interesses.
A situação coloca a nova embaixadora diretamente no centro de uma crise que pode transformar o relacionamento entre os dois países.
Kate também entra no radar da vice-presidência
Enquanto Kate tenta entender sua nova função, Stuart recebe uma missão paralela. Billie, chefe de gabinete da Casa Branca, pede que ele avalie Kate como possível candidata à vice-presidência dos Estados Unidos.
A ideia surpreende porque Kate sequer sabe que está sendo considerada para o cargo. Para piorar, seu marido Hal também está envolvido nos bastidores dessa possibilidade.
Stuart percebe que Kate precisa demonstrar capacidade política em Londres, mas sem criar atritos desnecessários com Washington. Quando Ganon tenta limitar sua atuação, ela precisa encontrar uma maneira de exercer influência sem ultrapassar os limites institucionais.

Hal e Kate enfrentam problemas no casamento
A missão diplomática também expõe os problemas no relacionamento entre Kate e Hal. O casal está viajando junto pela primeira vez em uma missão oficial, mas a convivência deixa claro que o casamento passa por uma fase complicada.
Stuart percebe a situação e conversa separadamente com os dois. Hal, por sua vez, acredita que ainda conseguirá reconquistar a esposa e pede que Stuart não revele a Kate que ela está sendo considerada para a vice-presidência.
A vida pessoal dos Wyler, portanto, começa a se misturar com os interesses políticos que cercam a nova embaixadora.
O final do episódio 1 de A Diplomata muda tudo
Depois de participar de uma sessão de fotos e de continuar trabalhando para compreender a origem do ataque, Kate termina o episódio ao lado de Hal em uma carruagem. A imagem lembra a representação de Abraham Lincoln e sua esposa em Lincoln, criando uma associação inquietante com a ideia de uma tragédia prestes a acontecer.
Mas a verdadeira surpresa vem logo depois.
Uma mulher loira que se passa por integrante da equipe de Hal consegue colocá-lo dentro de um carro. Em seguida, ela aplica uma injeção nele, aparentemente um sedativo. O veículo parte com Hal desacordado, deixando o destino do personagem em aberto.
O episódio 1 de A Diplomata estabelece, assim, três conflitos centrais: a crise internacional provocada pelo ataque ao HMS Courageous, a possível ascensão de Kate dentro da política americana e a instabilidade de seu casamento com Hal. O sequestro no final acrescenta uma nova camada de mistério e prepara o terreno para os acontecimentos do próximo capítulo.