O episódio 4 da 2ª temporada de A Diplomata (The Diplomat), série da Netflix criada por Debora Cahn e estrelada por Keri Russell e Rufus Sewell, traz a principal reviravolta da temporada até aqui. Intitulado “O outro exército”, o capítulo finalmente revela quem está por trás do ataque ao HMS Courageous e muda completamente as suspeitas de Kate Wyler.
Enquanto Austin Dennison prepara uma denúncia contra Nicol Trowbridge, uma conversa secreta envolvendo Margaret Roylin e Hal revela que o primeiro-ministro britânico pode não ser o responsável pelo atentado. A verdade, porém, é ainda mais complexa.
Stuart é investigado pela CIA
O episódio começa com Stuart Hayford comemorando o sucesso da festa do Dia da Independência. O clima muda rapidamente quando ele descobre que Georgia, a mulher que conheceu na noite anterior, está ligada à CIA.
Eidra Park revela que Georgia foi orientada a gravar a noite com Stuart. A investigação foi determinada por Billie, que suspeitava que o diplomata estivesse agindo de maneira diferente e poderia ter sido recrutado pela Rússia.
Durante a conversa, Stuart fez críticas à própria chefe e ao governo americano, o que aumenta as preocupações da CIA. A investigação, portanto, não era apenas sobre sua vida pessoal, mas sobre a possibilidade de ele ter comprometido sua lealdade aos Estados Unidos.
Hal descobre a verdade sobre o ataque ao HMS Courageous
Kate procura Margaret Roylin e informa que Austin pretende renunciar ao cargo e revelar à imprensa suas acusações relacionadas ao ataque contra o navio britânico.
Roylin, entretanto, continua afirmando que Trowbridge não é responsável pelo atentado. Kate decide então permitir que Hal converse diretamente com ela, apesar da resistência de Eidra.
Os dois são levados para um local seguro e conversam em particular. O conteúdo da conversa não é mostrado imediatamente, mas o resultado é suficiente para deixar Hal profundamente abalado.
Ele conclui que Roylin não deve ser entregue à polícia. O primeiro-ministro não está envolvido diretamente, mas pessoas em posições muito altas do governo britânico participaram da conspiração.
Margaret Roylin foi responsável pelo atentado
Hal finalmente conta a Kate e Eidra o que descobriu.
Margaret Roylin foi quem ordenou o ataque ao HMS Courageous.
O objetivo, segundo sua versão, era fortalecer a união do Reino Unido em um momento em que a independência da Escócia representava uma ameaça à integridade do país.

Roylin contratou Roman Lenkov para atacar o navio britânico e criar uma crise capaz de aproximar politicamente as diferentes partes do Reino Unido.
O plano original previa o uso de minas navais, que poderiam ser instaladas no casco e detonadas posteriormente. Como elas não estavam disponíveis, Lenkov utilizou mísseis antinavio.
O problema foi que a tripulação havia esvaziado uma área de armazenamento de combustível para colocar tanques sobressalentes. O míssil atingiu justamente esse local, provocando a explosão que matou dezenas de pessoas.
Segundo Roylin, as mortes não faziam parte do plano inicial.
Quem mais participou da conspiração?
A revelação também explica o assassinato de Merritt Grove.
Roylin afirma que o deputado sabia da operação e fazia parte do grupo envolvido. Outro político, Lenny Stendig, teria sido responsável pela explosão que matou Grove, porque temia que ele revelasse a conspiração.
Trowbridge, entretanto, não sabia do plano.
A descoberta muda completamente a estratégia de Kate, Eidra e Hal. Em vez de tentar derrubar imediatamente o primeiro-ministro, eles decidem verificar se Trowbridge realmente desconhecia o atentado.
Para isso, o grupo planeja monitorar suas comunicações durante a viagem à Escócia.

Kate se aproxima de Trowbridge na Escócia
Kate acompanha Trowbridge até a Escócia e encontra a primeira-ministra escocesa Jemma Doud. As duas conversam sobre questões econômicas e Kate promete levar ao primeiro-ministro uma proposta relacionada ao controle de preços.
Trowbridge, por sua vez, fica irritado ao descobrir que Austin também está na viagem. Kate consegue acalmá-lo e recuperar sua confiança.
Enquanto isso, Eidra observa Hal, que compra um telefone e um novo chip e faz uma ligação secreta. Ele admite ter realizado a chamada, mas se recusa a revelar para quem ligou.
O comportamento aumenta as dúvidas sobre suas verdadeiras intenções.
Trowbridge confronta Roylin
O plano para descobrir a verdade finalmente é colocado em prática. Austin acompanha a operação de uma sala de vigilância enquanto Kate conduz Trowbridge até o encontro com Roylin.
Quando vê a antiga assessora, o primeiro-ministro fica chocado.
Roylin admite que foi responsável pelo ataque ao HMS Courageous. Trowbridge reage com violência e parte para cima dela, agarrando-a pelo pescoço.
Kate e Austin entram no local justamente quando Roylin cai da cadeira e bate violentamente a cabeça. Sangue começa a escorrer, deixando em aberto se ela sobreviveu ao confronto.
O episódio 4 de A Diplomata termina com uma nova crise: agora que a verdade sobre o atentado foi revelada, Kate precisa lidar com a possível morte de Roylin, com o primeiro-ministro envolvido diretamente na cena e com uma gravação que pode comprometer Trowbridge caso venha a público.