Psicopata: O Assassino do Coelho Branco (2026) - Crítica e Fatos do Filme Mexicano Psicopata: O Assassino do Coelho Branco (2026) - Crítica e Fatos do Filme Mexicano

Psicopata: O Assassino do Coelho Branco (2026) | Crítica do Filme | Prime Video

Suspense mexicano aposta alto, mas não encontra identidade própria

Em um momento em que o cinema mexicano busca ampliar a presença de gêneros pouco explorados em sua indústria, Psicopata: O Assassino do Coelho Branco (2026) surge como uma tentativa ambiciosa de inserir o thriller policial em destaque. Dirigido por J. Xavier Velasco e roteirizado por Fernando Barreda Luna, o longa reúne ingredientes conhecidos do suspense investigativo, mas encontra dificuldades para transformar suas referências em uma proposta própria. Confira a nossa crítica do filme disponível no Prime Video.

A trama acompanha Nora, uma policial encarregada de capturar um assassino em série conhecido como o Coelho Branco. O criminoso apresenta transtorno dissociativo de identidade, característica que se torna o principal obstáculo da investigação e o elemento central da narrativa.

Desde os primeiros minutos, o filme deixa claras suas inspirações. Produções como Se7en – Os Sete Crimes Capitais, O Silêncio dos Inocentes, Longlegs e até a série Hannibal servem como base visual e narrativa para a construção do universo apresentado. O problema é que a obra raramente consegue ultrapassar a condição de homenagem, aproximando-se mais de uma reprodução de fórmulas já conhecidas.

O roteiro aposta em diversos arquétipos tradicionais do gênero: a investigadora marcada pelo passado, o mentor atormentado e o assassino com traumas familiares. Embora esses elementos possam funcionar quando bem desenvolvidos, aqui eles recebem um tratamento superficial. A relação entre a protagonista e o antagonista também não encontra profundidade suficiente, limitando-se à clássica disputa entre bem e mal.

Ainda assim, o elenco entrega performances comprometidas. Adriana Llabrés conduz a investigação com convicção, enquanto Hoze Meléndez se destaca pela intensidade de sua interpretação. Em alguns momentos, porém, a composição do assassino se aproxima da caricatura, consequência de uma direção que oscila entre a sobriedade e o exagero.

Psicopata: O Assassino do Coelho Branco (2026) - Crítica e Fatos do Filme Mexicano

Os aspectos técnicos, por outro lado, representam um dos pontos mais consistentes do projeto. A fotografia aposta em tons esverdeados e em um jogo de luz e sombra que reforça a atmosfera de tensão. O design de produção também merece destaque, especialmente na construção dos cenários ligados ao universo do assassino. A maquiagem ajuda a tornar as cenas de violência mais impactantes e contribui para a sensação de desconforto que o filme procura estabelecer.

Crítica do filme: vale à pena assistir Psicopata: O Assassino do Coelho Branco no Prime Video?

Entretanto, várias ideias promissoras acabam sendo abandonadas ao longo da narrativa. Questões psicológicas, traumas pessoais e até comentários sobre a origem da violência humana são introduzidos, mas não recebem desenvolvimento suficiente para gerar impacto dramático.

Psicopata: O Assassino do Coelho Branco representa uma aposta importante para um gênero ainda pouco explorado pelo cinema mexicano. No entanto, o filme evidencia as dificuldades de construir uma identidade própria enquanto permanece preso às sombras de produções americanas que serviram de inspiração. O resultado é um suspense visualmente competente, sustentado pelo empenho do elenco e da equipe técnica, mas que deixa a sensação de um potencial que nunca chega a ser plenamente alcançado.