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Lei da Selva, série documental sobre o jogo do bicho, estreia dia 29/04

Com narração de Marcelo Adnet, produção da Kromaki e Canal Brasil é dirigida por Pedro Asbeg e tem participações de Marcelo Freixo, Luiz Antonio Simas, Antonio Carlos Biscaia, Milton Cunha, Tainá de Paula, entre outros

Edipo Pereira

25 abr, 2022

Criado em 1892, pelo barão João Batista Viana Drummond, para impedir o fechamento do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, o jogo do bicho era uma rifa de apostas em números que representavam animais. Cento e trinta anos depois, transformou-se em um império do crime, que movimenta bilhões. A série documental Lei da Selva - A História do Jogo do Bicho”, de Pedro Asbeg, mostra que a prática está intimamente ligada ao crime organizado, ajudando a financiar tráfico de drogas, milícia e corrupção. Dividida em quatro episódios, a produção da Kromaki e Canal Brasil estreia dia 29 de abril, às 22h30, no Canal Brasil e nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo.

A série é narrada pelo ator Marcelo Adnet: "Foi maravilhoso participar desse projeto porque contar essa história do Barão de Drummond até os dias conturbados de hoje é contar a trajetória do Rio de Janeiro, do Brasil e a minha história. Eu nasci aqui na década de 80, sou um apaixonado por samba e alguém que vive as contradições da cidade", afirma Adnet, que também é especialista no assunto, tema de sua monografia quando se formou em Jornalismo, na PUC-Rio.

Assista ao trailer logo acima, no topo da postagem.

O deputado federal Marcelo Freixo, o historiador Luiz Antonio Simas, o ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro Antonio Carlos Biscaia, e o carnavalesco Milton Cunha são alguns dos entrevistados. Os jornalistas Cecília Olliveira, Octavio Guedes, Leandro Demori, a advogada Simone Sibilio e a urbanista e vereadora Tainá de Paula também ajudam a oferecer um amplo panorama sobre o tema, assim como o pesquisador Bruno Paes Manso, autor do livro “A República das Milícias: Dos esquadrões da morte à Era Bolsonaro”, uma das bases de pesquisa para a série.

“Entender o jogo do bicho é necessário para qualquer um que queira entender como chegamos até aqui, neste emaranhado de violência com o qual convivemos no Rio. O bicho, que já foi inocente, há tempos está ligado a assassinatos, extorsão, lavagem de dinheiro e diretamente ligado ao crescimento da milícia. Pode-se dizer, inclusive, que bicho e milícia são sócios”, afirma o diretor Pedro Asbeg. “Meu interesse pelo tema começou quando entendi que ele estava não apenas ligado a uma série de processos criminais com os quais convivemos no Rio há décadas, mas pela própria relação que ele tem com a cidade. Nesses 130 anos de jogo, a cidade e o bicho cresceram e se transformaram juntos”.

Nos anos 1890, a rifa do Barão se popularizou, se entranhou na cultura popular do Rio de Janeiro e 130 anos depois sobrevive nas esquinas da cidade. Na série, alguns dos nomes mais conhecidos do universo do bicho e da contravenção aparecem em foco, como Castor de Andrade, Capitão Guimarães, Anísio Abrahão David, Ronnie Lessa, Capitão Adriano da Nóbrega, dentre outros.

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