No episódio 17 da primeira temporada de Dr. House, intitulado “Modelo Exemplar”, um político desmaia durante um comício e passa a apresentar sintomas neurológicos que desafiam o diagnóstico inicial. O caso coloca House diante de uma doença incomum e também o força a lidar com as exigências cada vez maiores de Edward Vogler, novo presidente do conselho do Princeton-Plainsboro.
Vogler quer que House use sua reputação para promover um medicamento desenvolvido por sua empresa. Em troca, promete suspender temporariamente a exigência de demitir um dos integrantes da equipe de Medicina Diagnóstica. A negociação, porém, coloca House em uma situação que testa seus limites.
O político adoece durante um comício
Gary Wright, um político em campanha, começa a se sentir mal enquanto discursa. Mesmo com náuseas e desorientação, tenta terminar o pronunciamento. Logo depois, vomita e cai de uma escada.
Vogler exige que House assuma o caso. Inicialmente, o médico acredita que se trata apenas de uma intoxicação alimentar, mas muda de postura quando percebe que o reflexo patelar de Wright não responde.
Exames de ressonância magnética e uma punção lombar não apresentam alterações significativas, além de uma pequena lesão no cérebro. House suspeita de infecção ou tumor e considera realizar uma biópsia cerebral.
House descobre que Wright pode ter AIDS
A biópsia revela uma lesão provocada por toxoplasmose. O problema é que esse tipo de infecção costuma provocar lesões cerebrais graves em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A equipe conclui que Wright pode estar com HIV/AIDS. O diagnóstico é comunicado ao político, que se recusa a acreditar que tenha a doença e rejeita inicialmente o tratamento antirretroviral.
Wright também pede que o teste de HIV seja realizado sob um pseudônimo. Ele quer preservar sua carreira política e insiste que os médicos procurem outra explicação para a toxoplasmose.
House decide respeitar a desconfiança do paciente e manda a equipe investigar outras possibilidades. Ao mesmo tempo, orienta os médicos a informar à imprensa que Wright está com câncer.
O diagnóstico de HIV é descartado
O primeiro teste de HIV dá positivo e o tratamento é iniciado. Porém, Wright apresenta uma contagem extremamente baixa de células T e continua piorando.
Quando começa a perder movimentos e funções neurológicas, House repete o teste. O segundo resultado é negativo, revelando que o primeiro exame havia sido um falso positivo.

O problema é que, sem HIV, os médicos voltam à estaca zero. Wright continua apresentando deterioração cerebral e dificuldades para respirar.
House pede uma investigação mais ampla e ordena uma série de exames, enquanto Vogler aumenta a pressão para que ele cumpra sua parte do acordo e faça um discurso promovendo o novo medicamento.
House descobre a verdadeira doença
A equipe começa a investigar alterações encontradas em uma varredura corporal, mas inicialmente não encontra nada conclusivo.
A nova pista surge quando os médicos descobrem que Wright teve uma convulsão na infância. Ele havia escondido a informação e também não contou que utilizava fenitoína, medicamento usado para controlar crises epilépticas.
House percebe que a combinação da fenitoína com uma infecção pelo vírus Epstein-Barr pode desencadear uma condição autoimune associada à imunodeficiência comum variável (ICV).
Chase lembra que havia sugerido anteriormente essa possibilidade, mas House havia descartado o diagnóstico por ser mais comum na infância. House conclui que Wright pode ter desenvolvido a doença ainda criança, permanecendo sem sintomas até o estresse provocado pela campanha política desencadear o quadro.
O tratamento começa e, ao longo da semana seguinte, o político apresenta uma melhora significativa. Ele precisará de medicamentos pelo resto da vida, mas poderá continuar sua carreira.

O discurso de House contra Vogler
Apesar de ter concordado em fazer propaganda do novo medicamento de Vogler, House não consegue seguir o roteiro.
Diante da plateia, ele começa o discurso, mas abandona o texto preparado. House afirma que o novo remédio é praticamente igual aos medicamentos existentes, apenas mais caro, e acusa a empresa de modificar tratamentos já conhecidos para conseguir novas patentes.
Vogler fica furioso, enquanto Cuddy e Wilson assistem à cena sem saber como reagir. House simplesmente deixa o palco.
O final de “Modelo Exemplar”
De volta para casa, House recebe a visita de Cameron. Ela anuncia que pretende pedir demissão para impedir que ele seja obrigado a escolher entre ela e Foreman.
Cameron explica que admirava House porque acreditava que suas atitudes, mesmo controversas, eram motivadas pelo desejo de ajudar os pacientes. Agora, porém, percebe que ele não age necessariamente para fazer o que é mais fácil ou mais agradável, mas porque acredita estar fazendo a coisa certa.
A saída de Cameron deixa o futuro da equipe em aberto e aumenta ainda mais a tensão entre House e Vogler, que chega ao episódio seguinte disposto a usar seu poder para controlar o departamento de Medicina Diagnóstica.