O episódio 4 de A Lista Terminal: Lobo Negro, série do Prime Video criada por David DiGilio e Jack Carr, coloca Ben Edwards (Taylor Kitsch) e Raife Hastings (Tom Hopper) diante de uma operação que começa a revelar as verdadeiras intenções por trás da missão conduzida por Jed Haverford. Intitulado “O Som das Armas”, o capítulo explora as tensões entre os integrantes da equipe, as suspeitas sobre seus aliados e uma emboscada que muda o rumo da investigação envolvendo o programa nuclear iraniano.
A Lista Terminal: Lobo Negro – Haverford intensifica sua operação contra o Irã
O episódio começa com Jed Haverford lamentando a morte de Ish Reinhart. Apesar da perda, o agente da CIA demonstra satisfação com a reação de Ben, que vingou o companheiro assassinado. Enquanto isso, Raife começa a investigar Haverford discretamente e descobre que ele fundou a Divisão de Operações Iranianas. A informação deixa claro que o combate ao Irã é uma questão pessoal para o agente, que dedicou a carreira a tentar controlar as atividades do país.
Em Genebra, o ministro iraniano Yousef participa da festa de aniversário do filho de Cyrus Rahimi. Ao ver Vahid presentear o menino com um iPhone, Yousef o acusa de ter perdido de vista sua missão. Cyrus concorda com a crítica, mas, depois que o ministro vai embora, Vahid revela suas dúvidas sobre o acordo nuclear.
Ele teme que Yousef receba poder demais sem qualquer mecanismo de controle. Cyrus, porém, acredita que eles próprios conseguirão conduzir a situação e manter o comando das decisões.
A equipe planeja interceptar uma carga de componentes nucleares
Em Munique, Haverford finalmente recebe informações de Shepherd, seu contato iraniano. Segundo a fonte, os homens enfrentados pela equipe em Budapeste pertenciam à Rede Khalid, responsável por facilitar a transferência de componentes de Molnar para instalações nucleares iranianas.
O novo plano consiste em interceptar uma remessa de rolamentos e substituí-los por peças falsas antes que cheguem ao destino. Dessa forma, a equipe pretende comprometer a operação sem levantar suspeitas imediatas.
Raife desconfia das informações, pois elas dependem de uma única fonte. Haverford rebate a preocupação afirmando que Shepherd é um aliado de longa data.
Enquanto Ben e Eliza fazem o reconhecimento do local, os dois identificam um túnel que oferece uma rota de fuga subterrânea. Quando um trabalhador os surpreende, eles fingem estar envolvidos romanticamente para disfarçar a presença. A situação também proporciona um momento de aproximação, já que ambos reconhecem a rapidez de raciocínio um do outro.

Paralelamente, Raife e Tal encontram Mordechai, um contato do Mossad responsável por fornecer os componentes falsificados. Ele entrega o material e também passa algo em segredo para Tal. O comportamento evasivo do agente aumenta as suspeitas de Raife sobre a confiabilidade dos parceiros israelenses.
Raife questiona Ben e os métodos de Haverford
A preparação da operação continua com Mo e Landry responsáveis pelo armamento, enquanto a equipe organiza os veículos necessários para a interceptação. Entretanto, Raife permanece preocupado com os riscos para os civis e quer mudar o local da emboscada.
Ben concorda com Eliza, que garante ter a situação sob controle. A decisão provoca um desentendimento entre os antigos SEALs. Em particular, Raife acusa Ben de deixar os sentimentos influenciarem suas escolhas e afirma que a guerra pessoal de Haverford não deveria se tornar responsabilidade deles.
Raife também lembra que Ben deveria retornar aos SEALs depois da missão anterior. Ben, porém, prefere continuar trabalhando com a CIA. Ele acredita que as operações podem ajudar os soldados que permanecem na linha de frente e valoriza a liberdade para agir sem as limitações burocráticas do comando militar.
Apesar das divergências, Raife decide permanecer na equipe.
Em outro momento, Landry tenta se aproximar de Tal usando a entrega de uma arma como pretexto. Quando ela o rejeita, ele insiste e tenta agarrá-la à força. Eliza intervém com uma faca e o obriga a recuar.
Ben pede que Eliza retire Landry da operação, mas ela se recusa, argumentando que precisam dele para concluir o trabalho. O episódio também sugere que Eliza e Tal estão envolvidas em interesses próprios, que podem entrar em conflito com os objetivos de Haverford.

A Lista Terminal: Lobo Negro – A emboscada revela uma traição
No dia da operação, a equipe inicia a interceptação da carga. Haverford mata Molnar, enquanto Ben se encarrega de recolher os rolamentos. O plano, contudo, é interrompido pela chegada de um grande grupo de agentes armados.
O confronto se intensifica, Mo é atingido e Landry consegue resgatá-lo. Um veículo civil acaba envolvido no tiroteio, confirmando as preocupações anteriores de Raife sobre o risco de vítimas inocentes. Durante a confusão, Raife foge usando o carro de um integrante morto da Rede Khalid.
Ben e Eliza se escondem no túnel subterrâneo. Ao perceber que a equipe foi traída, Ben começa a suspeitar de uma infiltração. A revelação, porém, é ainda mais grave: Eliza, que trabalha para o Mossad, atira nele e rouba os rolamentos de Molnar.
Enquanto isso, Tal invade o telefone de Haverford e interrompe o carregamento do aparelho, fazendo com que ele fique sem bateria durante a emboscada. As duas ações indicam que integrantes da operação estão seguindo agendas próprias, sem compartilhar todas as informações com o restante do grupo.
Crítica do episódio 4 de A Lista Terminal: Lobo Negro
“O Som das Armas” fortalece a trama ao explorar as divergências entre Ben e Raife e colocar em dúvida a lealdade dos integrantes da equipe. A relação entre os dois antigos SEALs continua sendo um dos principais elementos da narrativa: enquanto Ben se identifica com a liberdade oferecida por Haverford, Raife procura preservar o controle e questiona os riscos assumidos.
A operação também ganha força com a utilização dos cenários europeus e a sequência de perseguição e combate nos túneis. Ao mesmo tempo, a revelação sobre Eliza transforma a missão em algo mais complexo do que uma simples tentativa de interromper o fornecimento de componentes nucleares.
O episódio termina com a equipe fragmentada e a confiança entre seus integrantes comprometida. Para Ben, a traição representa mais um passo em uma trajetória marcada por escolhas violentas, ajudando a estabelecer as circunstâncias que moldarão sua personalidade em A Lista Terminal.