O episódio 2 de A Lista Terminal: Lobo Negro, série do Prime Video criada por David DiGilio e Jack Carr, acompanha as consequências da operação que terminou com a morte de Hamid Al-Jabouri. Ben Edwards (Taylor Kitsch) e Raife Hastings (Tom Hopper) perdem suas posições como integrantes dos SEALs, mas recebem uma proposta que pode abrir um novo caminho profissional. Intitulado “A Audição”, o capítulo coloca os dois diante de uma missão clandestina que testa seus limites e revela diferenças importantes entre suas personalidades.
A Lista Terminal: Lobo Negro – Ben Edwards e Raife Hastings são expulsos dos SEALs
O episódio começa com Ben tentando impedir que seus companheiros assumam a responsabilidade pela morte de Al-Jabouri. Raife reconhece que Ben terá de enfrentar as consequências de suas decisões, mas argumenta que isso não significa que ele precise morrer por elas.
Fuller e Washington, porém, não aceitam a versão apresentada pela equipe. Eles exigem que o comandante Cox retire de Ben o tridente, símbolo de sua condição de integrante dos SEALs, e determinam que um oficial também seja responsabilizado pelo ocorrido.
Raife e James Reece (Chris Pratt) discutem sobre quem deverá assumir a culpa. Cansado dos conflitos, Raife admite que não quer mais lutar contra a situação. Ao final, Cox comunica a Ben e Raife que ambos receberão baixa desonrosa.
O clima é de frustração enquanto os antigos companheiros se despedem dos dois militares. Sem suas funções e sem saber exatamente o que farão a seguir, Ben e Raife ficam presos em Frankfurt após o cancelamento do voo de conexão. Enquanto Raife tenta explicar ao pai que sua saída era desejada, Ben observa os civis ao redor e demonstra desconforto com a perspectiva de uma vida longe das operações militares.
Jed Haverford oferece uma nova missão a Ben e Raife
Com o voo cancelado, Ben sugere que os dois aproveitem a estadia na cidade. No bar do hotel, eles conhecem Jed Haverford, um veterano que agora trabalha para a CIA.
Haverford sabe o que realmente aconteceu com Al-Jabouri. Segundo ele, uma das mulheres mantidas pelo extremista prestou depoimento, mas o agente garantiu que o testemunho não fosse registrado oficialmente.

O encontro ganha outro rumo quando Haverford apresenta uma proposta: ele precisa de dois atiradores para uma missão urgente, destinada a capturar Massoud Dawani. O agente também oferece a possibilidade de conseguir uma baixa honrosa para os dois, argumentando que dificilmente encontrarão satisfação em uma vida civil.
Ben aceita a oportunidade rapidamente. Raife, por outro lado, desconfia da CIA e hesita diante da rapidez com que a operação está sendo organizada. Haverford, no entanto, consegue convencê-lo ao falar sobre a culpa provocada por uma missão inacabada. Ben reforça o argumento ao dizer que o trabalho poderá ajudar a proteger Reece e os antigos companheiros.
Raife concorda em participar, mas exige uma promessa de Ben: ele não poderá perder o controle novamente.
A missão da CIA leva a dupla até um clube na Áustria
Os dois seguem para uma base em Viena, onde conhecem Tal, uma especialista cibernética do Mossad que dará suporte à operação. A equipe recebe instruções para ir a um clube em Krems, na Áustria, onde Dawani deverá se encontrar com Artem, um financiador da Força Quds.
A missão é simples apenas no papel. Ben e Raife precisam capturar Dawani, mas têm autorização para matá-lo caso a abordagem fracasse. Raife estranha a velocidade dos preparativos e a falta de informações, enquanto Ben se mostra mais disposto a improvisar.
No clube, os dois aguardam o contato responsável por fornecer as armas. A pessoa acaba sendo Eliza, uma garçonete que trabalha para Artem. O plano consiste em colocar uma substância sedativa na bebida de Dawani e capturá-lo quando ele for ao banheiro.
Entretanto, Dawani se recusa a beber qualquer coisa antes de concluir uma transferência de dinheiro. Quando Eliza tenta oferecer a água preparada, ele desconfia e a obriga a beber. Ela consegue se afastar, e Ben a ajuda a se recuperar.
A situação compromete o disfarce. Raife elimina um dos guarda-costas de Dawani, enquanto Tal sabota o carro do alvo. O confronto rapidamente se transforma em um tiroteio, com Ben, Raife e Eliza enfrentando os homens do financiador.

A Lista Terminal: Lobo Negro – Raife perde o controle durante a perseguição
Enquanto Tal e Eliza cuidam dos vestígios do confronto, Ben e Raife perseguem Dawani, que foge a pé pelas ruas estreitas de Krems. Um dos guarda-costas sobreviventes ataca Ben, obrigando os dois a se separarem.
Raife continua atrás do alvo e chega a uma praça, onde tenta localizar Dawani pelo som de seus passos nas ruas de paralelepípedos. Ben e Haverford aguardam notícias pelo comunicador, enquanto a perseguição avança pelos becos da cidade.
Quando Ben finalmente alcança Raife, os dois conseguem encurralar Dawani. Raife atira contra o fugitivo, mas não para por aí: tomado pela violência do confronto, ele continua golpeando o homem até matá-lo.
Ben demonstra alívio por considerar a missão encerrada. Haverford, então, revela que tudo fazia parte de uma avaliação. Os dois passaram pela “audição” e estão aprovados. Antes de retornarem, o agente ordena que recolham o telefone de Dawani.
Crítica do episódio 2 de A Lista Terminal: Lobo Negro
“A Audição” dedica boa parte de sua narrativa a Raife Hastings, explorando sua visão de mundo e sua maneira de lidar com situações extremas. Enquanto Ben costuma agir impulsionado pelas emoções, Raife prefere avaliar os riscos e manter o controle. Essa diferença estabelece uma dinâmica importante para a dupla e ajuda a explicar por que os dois podem funcionar juntos, apesar dos conflitos.
A sequência final, porém, revela uma contradição nessa postura. Mesmo sendo o personagem aparentemente mais racional, Raife perde o controle depois de alcançar Dawani. O comportamento sugere que a violência da missão pode desafiar justamente aquilo que ele tenta preservar: a capacidade de agir com disciplina e distanciamento.
O episódio também estabelece a entrada dos dois personagens em um ambiente de operações clandestinas, no qual as regras e os métodos são diferentes daqueles que conheciam nos SEALs. A aprovação de Ben e Raife indica que a missão era mais do que uma simples captura, deixando em aberto como essa nova realidade afetará a relação entre eles e suas decisões nos próximos capítulos.