O episódio 2 da 2ª temporada de A Diplomata (The Diplomat), série da Netflix criada por Debora Cahn e estrelada por Keri Russell e Rufus Sewell, começa com o funeral de Ronnie Buckhurst e transforma a cerimônia em mais uma etapa da disputa política entre Estados Unidos e Reino Unido.
Intitulado “Catedral”, o capítulo revela novas informações sobre o ataque ao HMS Courageous, coloca Margaret Roylin no centro da investigação e aumenta o peso da culpa sobre Kate Wyler. Enquanto isso, o relacionamento entre Kate e Hal continua cada vez mais complicado.
Margaret Roylin reaparece no funeral de Ronnie
O funeral de Ronnie reúne autoridades britânicas e americanas, incluindo Hal, que ainda se recupera dos ferimentos provocados pela explosão. Eidra Park aproveita a ocasião para ajudar Margaret Roylin a reaparecer publicamente sem ser capturada.
Roylin troca de casaco durante a cerimônia enquanto Eidra cria uma distração. Nicol Trowbridge percebe sua presença e chega a interromper sua concentração durante o discurso em homenagem a Ronnie.
Com a atenção do primeiro-ministro voltada para Roylin, ela consegue deixar o local escondida no banco traseiro do carro de Eidra. A operação termina com a ex-conselheira sendo levada para um local seguro.
A presença de Roylin, porém, não passa despercebida por Kate.
Kate quer manter Lenkov vivo
Depois do funeral, Hal conversa com Kate sobre o relacionamento dos dois e afirma que ela ainda poderia seguir em frente com Austin Dennison caso quisesse. Kate não responde diretamente, mas a aproximação com Austin continua evidente.
Os dois também discutem o plano britânico para eliminar Roman Lenkov. Kate insiste que o mercenário precisa permanecer vivo para que os americanos possam descobrir quem realmente ordenou o ataque ao HMS Courageous.
Para ela, matar Lenkov antes de interrogá-lo significaria eliminar uma das principais possibilidades de descobrir a verdade.
Stuart Hayford também volta ao trabalho depois de passar pelo hospital. O retorno, entretanto, não significa que ele tenha superado o trauma da explosão. A ausência de Ronnie e a visão de sua antiga mesa provocam lembranças difíceis e sinais de que Stuart ainda enfrenta as consequências psicológicas do atentado.

Roylin revela quem contratou Lenkov
Margaret Roylin é levada para dentro da embaixada americana e pede para conversar com Austin. Kate organiza o encontro sob o pretexto de assinar o livro de condolências de Ronnie.
Quando Austin chega, descobre que foi enganado, mas permanece na sala com Kate, Eidra e Roylin.
É então que surge a revelação mais importante do episódio: Roman Lenkov foi contratado pelo governo britânico para atacar o HMS Courageous.
Roylin também relaciona Merritt Grove à conspiração. O deputado conservador tinha conhecimento do esquema e pretendia conversar com Hal antes de ser assassinado.
Segundo Roylin, alguém próximo de Trowbridge também estava monitorando ligações telefônicas. Ela costumava utilizar celulares descartáveis para falar com o primeiro-ministro, mas não podia controlar quem ligava para ela.
Isso coloca Kate em uma situação ainda mais delicada.
Kate descobre sua ligação com o atentado
Roylin explica que a ligação feita por Kate durante sua passagem por Paris acabou expondo informações importantes sobre a reunião que ocorreria em Notting Hill.
Kate havia procurado Roylin para saber mais sobre Merritt Grove e suas intenções de conversar com os americanos. Agora, porém, descobre que essa ligação pode ter permitido que os responsáveis pela conspiração localizassem o deputado.
A consequência foi a explosão que matou Grove.
Austin acredita que Roylin está tentando proteger Trowbridge e defende que ela seja entregue às autoridades. Kate rejeita a ideia porque não confia completamente na polícia britânica e teme que outros envolvidos na conspiração estejam dentro do sistema.
Roylin permanece, portanto, escondida em um local seguro por mais algum tempo.

Trowbridge procura Roylin enquanto a tensão aumenta
O primeiro-ministro está determinado a encontrar Margaret Roylin. Em uma conversa com Kate, ele demonstra saber que ela entrou em contato com sua antiga assessora durante a viagem a Paris.
Kate apresenta uma explicação para a ligação, afirmando que queria entender como Trowbridge reagiria caso os franceses rejeitassem a operação contra Lenkov.
Enquanto isso, a morte de Ronnie provoca novas tensões entre os americanos. Stuart passa a desconfiar de Kate e chega a responsabilizá-la pelo que aconteceu depois de descobrir que ela havia telefonado para Roylin.
O conflito também afeta sua relação com Hal.
Kate e Hal entram em nova crise
Em casa, Kate admite a Hal que teme perder sua humanidade diante das responsabilidades que estão surgindo em sua carreira. Ele, por outro lado, acredita que ela vai se adaptar ao papel que está sendo preparada para assumir.
A conversa evidencia novamente as diferenças entre os dois.
Kate e Hal acabam dormindo em quartos separados. Porém, quando Hal precisa se preparar para ir para a cama, percebe que não consegue fazer isso sozinho por causa dos ferimentos.
Kate precisa ajudá-lo.
O gesto final do episódio resume o momento vivido pelo casal: apesar das brigas, da desconfiança e da possibilidade de separação, os dois ainda dependem um do outro. Ao mesmo tempo, a posição de Kate dentro da política americana está mudando rapidamente.
Com Roylin escondida, Lenkov ameaçado de morte e a relação entre EUA e Reino Unido cada vez mais fragilizada, “Catedral” amplia a conspiração de A Diplomata e coloca Kate diante de uma questão central: até onde ela está disposta a ir para descobrir quem realmente ordenou o ataque ao HMS Courageous?