O episódio 5 da primeira temporada de A Diplomata (The Diplomat) reúne os principais personagens em uma discussão sobre como Estados Unidos e Reino Unido devem reagir à descoberta de que a Rússia pode estar por trás do ataque ao porta-aviões HMS Courageous. Depois da morte do embaixador iraniano Hajjar, a situação diplomática ficou ainda mais delicada.
Em “Controlando os cães” (“The Dogcatcher”), Kate Wyler (Keri Russell) participa de uma reunião estratégica em Chevening House, enquanto o primeiro-ministro Nicol Trowbridge pressiona por uma resposta contra Moscou. O episódio também mostra Hal Wyler (Rufus Sewell) adotando uma postura diferente diante da esposa e termina com uma decisão que pode mudar o rumo da crise.
Estados Unidos e Reino Unido discutem uma resposta à Rússia
Eidra Park e Stuart Hayford começam o episódio discutindo o risco de uma guerra com a Rússia. O presidente Rayburn pretende viajar até Chevening House para conversar pessoalmente com Trowbridge sobre a estratégia contra Moscou.
Stuart considera a visita precipitada. Para ele, a questão deveria ser discutida primeiro entre os secretários e somente depois chegar aos chefes de Estado, quando já houvesse uma estratégia definida.
Com a ajuda de Eidra, ele consegue convencer Karen a interromper os preparativos para a viagem do presidente.
Enquanto isso, Kate se prepara para seguir até Chevening House. Antes de sair, ela conversa com Hal sobre a situação política e sobre a noite que passaram juntos. Kate até brinca que o marido deveria deixar suas malas prontas, caso o relacionamento entre os dois realmente chegasse ao fim.
Kate recebe uma missão com três etapas
No caminho para Chevening House, a comitiva de Kate é parada por uma operação de segurança. Depois da morte de Hajjar, as autoridades querem garantir que a embaixadora não corra riscos.
Stuart aproveita o momento para explicar a Kate a estratégia da reunião, dividida em três etapas:
- Abraço: demonstrar publicamente a força da aliança entre Estados Unidos e Reino Unido;
- Virada: afastar o Irã da condição de principal suspeito e redirecionar a atenção para a Rússia;
- Urso: definir uma resposta para Moscou.
O desafio é retirar a culpa do Irã sem que Washington e Londres precisem fazer um pedido formal de desculpas ao governo iraniano.

Reunião em Chevening House muda de rumo
Kate e os demais diplomatas chegam à residência oficial do secretário de Relações Exteriores britânico. Lá, ela encontra Austin Dennison e outros assessores de política externa.
A reunião começa com a intenção de discutir a relação entre os dois países, mas Austin decide inverter a ordem e colocar o Irã no centro das conversas.
Os participantes concordam que é necessário esclarecer publicamente que o Irã não foi responsável pelo ataque ao HMS Courageous, especialmente agora que as suspeitas apontam para Roman Lenkov e a Rússia.
Kate também menciona a morte de Hajjar, mas Austin demonstra desconforto com o assunto.
Em uma conversa privada, ele explica a Kate que Londres quer demonstrar independência de Washington. Os britânicos não querem transmitir a imagem de que suas Forças Armadas só conseguem agir com autorização ou apoio americano.
Kate, por sua vez, alerta que o Reino Unido pode ficar diplomaticamente isolado caso a crise com a Rússia se transforme em um conflito maior.
Trowbridge exige uma resposta contra a Rússia
A reunião é interrompida pela chegada inesperada de Nicol Trowbridge. O primeiro-ministro aparece em um carro esportivo conversível e deixa claro que pretende assumir o controle das discussões.
Trowbridge quer que o foco seja imediatamente direcionado para a Rússia. Mais do que simplesmente descobrir os responsáveis pelo ataque, ele está preocupado com a maneira como sua reação será percebida publicamente.
Kate tenta conduzir a discussão para uma pergunta mais prática: em vez de decidir como acusar a Rússia, os diplomatas deveriam estabelecer quais respostas seriam possíveis.
Trowbridge, porém, exige uma lista de medidas concretas.

Sanções não são suficientes para Trowbridge
Kate e Austin apresentam diferentes alternativas diplomáticas para pressionar Moscou. O primeiro-ministro rejeita as sugestões, argumentando que medidas como sanções econômicas, embargos de petróleo e restrições ao sistema financeiro internacional não foram suficientes para fazer a Rússia recuar de sua guerra na Ucrânia.
Trowbridge quer algo mais contundente.
Enquanto a reunião avança, Kate e Austin também precisam se preparar para possíveis questionamentos da polícia britânica sobre a morte de Hajjar. Eidra participa de uma videoconferência para ajudá-los a organizar a cronologia dos acontecimentos.
O resultado do exame toxicológico finalmente chega: Hajjar morreu de ataque cardíaco, e não por envenenamento.
Kate surpreende ao considerar um ataque à Rússia
O episódio ganha uma nova dimensão quando Eidra revela outra informação: Kate entrou em contato com o Departamento de Defesa americano para descobrir quais alvos dentro da Rússia poderiam ser considerados possíveis opções de ataque.
Austin corre para interromper a conversa antes que Kate avance ainda mais.
Mas, quando retorna à reunião, Kate surpreende ao apresentar ao primeiro-ministro uma possibilidade militar: bombardear um alvo em território russo.
A decisão parece contradizer a postura cautelosa que Kate vinha demonstrando ao longo da temporada. O episódio termina justamente com essa mudança de direção, deixando em aberto se a embaixadora realmente pretende apoiar uma ação militar ou se está tentando controlar a escalada diplomática por meio de uma estratégia mais complexa.
Em “Controlando os cães”, A Diplomata transforma a crise do HMS Courageous em uma disputa ainda maior, agora envolvendo diretamente a Rússia. Kate passa de mediadora entre Washington, Londres e Teerã a uma peça central na definição da resposta ocidental, enquanto sua relação com Hal continua evoluindo nos bastidores.