Crítica de Tubarão de Guerra, filme de terror e ação disponível na HBO Max Crítica de Tubarão de Guerra, filme de terror e ação disponível na HBO Max

Tubarão de Guerra (2025) Crítica do Filme de Ação | HBO Max

Filmes de tubarão costumam enfrentar um problema difícil: depois de décadas de produções que exploraram a fórmula de diferentes maneiras, poucas obras ainda conseguem fazer o público sentir que está diante de uma ameaça realmente assustadora. Tubarão de Guerra (Beast of War), porém, encontra uma maneira eficiente de recuperar essa sensação de perigo.

Dirigido e roteirizado por Kiah Roache-Turner, o longa disponível na HBO Max acompanha um grupo de jovens soldados que fica à deriva em uma jangada depois que seu navio é destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Isolados em alto-mar e sem praticamente nenhum recurso, eles passam a enfrentar não apenas a fome, a exaustão e os conflitos internos, mas também um enorme tubarão-branco que transforma o oceano em uma armadilha.

Tubarão de Guerra recupera o terror dos filmes de tubarão

Um dos maiores méritos de Beast of War está justamente na maneira como o tubarão é utilizado. Em vez de transformar a criatura em uma caricatura ou apostar exclusivamente em ataques exagerados, o filme constrói uma ameaça constante. A sensação de que o predador pode surgir a qualquer momento ajuda a manter a tensão durante boa parte da projeção.

A produção também não economiza na violência. Os ataques são gráficos e algumas mortes apresentam um nível considerável de brutalidade, reforçando a ideia de que aqueles personagens estão realmente lutando pela sobrevivência.

Ambientação de época ajuda a diferenciar o filme

A escolha de ambientar a história durante a Segunda Guerra Mundial acrescenta uma camada interessante à narrativa. A situação dos soldados não se resume ao confronto com o animal: a convivência forçada em um espaço extremamente limitado também expõe preconceitos, conflitos e disputas de poder.

Nesse contexto, a relação entre Will (Joel Nankervis) e Leo (Mark Coles Smith) funciona como um dos principais elementos humanos da trama, enquanto Des (Sam Delich) representa uma fonte adicional de tensão dentro do grupo.

Efeitos e atmosfera são destaques

Mesmo trabalhando com uma produção de escala relativamente modesta, Roache-Turner consegue criar sequências visualmente convincentes. Os efeitos práticos contribuem para tornar os ataques mais físicos, enquanto a fotografia assume momentos quase alucinatórios conforme os soldados passam cada vez mais tempo expostos ao sol, à água e ao desespero.

A trilha sonora também ajuda a construir a atmosfera sem simplesmente tentar reproduzir o modelo de Tubarão.

Com duração inferior a 90 minutos, Tubarão de Guerra mantém um ritmo direto e evita prolongar desnecessariamente sua premissa. O resultado é um filme de sobrevivência eficiente, violento e genuinamente tenso, que demonstra que ainda existe espaço para histórias de tubarão capazes de fazer o público olhar para o oceano com desconfiança.