King Ivory - Vício das Ruas (2025) Crítica do Filme de Ação de John Swab King Ivory - Vício das Ruas (2025) Crítica do Filme de Ação de John Swab

King Ivory – Vício das Ruas (2025) Crítica do Filme de Ação | Prime Video

Thriller policial expõe a guerra contra o fentanil

King Ivory – Vício das Ruas aposta em uma estrutura de múltiplas perspectivas para retratar o impacto do tráfico de fentanil em Tulsa, nos Estados Unidos. Dirigido e roteirizado por John Swab, o filme disponível no Prime Video acompanha policiais, traficantes, usuários e famílias afetadas pelas drogas, construindo um thriller policial que combina drama criminal e sequências de ação.

A proposta inevitavelmente lembra filmes como Traffic, especialmente pela tentativa de mostrar diferentes lados da guerra contra as drogas. A diferença é que Swab parte de uma experiência mais próxima do tema. O cineasta já abordou o universo dos opioides em Body Brokers e também enfrentou problemas relacionados ao uso dessas substâncias, o que dá ao filme momentos de maior autenticidade ao tratar da dependência e de seus efeitos sobre as famílias.

Um elenco forte em uma trama de crime

James Badge Dale interpreta Layne West, um agente de narcóticos que participa de uma operação violenta contra traficantes. Ao mesmo tempo em que enfrenta os perigos do trabalho, ele precisa lidar com o próprio filho, Jack, um adolescente que se aproxima do fentanil por influência da namorada.

Ben Foster interpreta George “Smiley” Greene, um criminoso que deixa a prisão e rapidamente volta ao mundo do crime. Ligado a uma organização comandada pelo líder indígena Holt Lightfeather, vivido por Graham Greene em seu último papel, Smiley se envolve novamente em uma disputa violenta pelo controle do tráfico local.

Melissa Leo interpreta Ginger, mãe de Smiley, enquanto Michael Mando assume o papel de Ramon Gázra, um traficante mexicano responsável por transportar fentanil para os Estados Unidos. Entre os personagens ligados a ele está Lago, um adolescente utilizado como mula e posteriormente recrutado para distribuir drogas.

Essa variedade de personagens permite que King Ivory – Vício das Ruas apresente consequências diferentes do mesmo problema. Entretanto, nem todos recebem o mesmo desenvolvimento. Alguns acabam funcionando mais como peças para movimentar a trama do que como personagens verdadeiramente complexos.

Ação brutal e tensão constante

Embora seja vendido como um filme de ação, King Ivory está mais próximo de um drama criminal com explosões pontuais de violência. Quando a ação aparece, porém, John Swab aposta em confrontos rápidos, brutais e pouco estilizados.

O clímax em um motel abandonado é o melhor exemplo. Policiais e criminosos se enfrentam em diferentes pontos do prédio, transformando o local em um campo de batalha. A sequência concentra boa parte da tensão construída ao longo da produção e entrega um encerramento particularmente movimentado.

Crítica de King Ivory: vale a pena assistir no Prime Video?

O maior mérito de King Ivory – Vício das Ruas está na maneira como tenta ampliar o debate sobre o tráfico de fentanil para além da figura tradicional do policial contra o criminoso. O filme mostra como a droga atravessa diferentes grupos sociais e afeta relações familiares.

Por outro lado, a produção não escapa de diálogos previsíveis, personagens estereotipados e algumas situações pouco convincentes. A investigação policial, em especial, nem sempre acompanha o nível de realismo pretendido pelo roteiro.

Ainda assim, King Ivory – Vício das Ruas funciona como um thriller criminal envolvente, sustentado por um elenco competente e por cenas de ação eficazes. Não reinventa o gênero, mas encontra força justamente ao combinar o drama da dependência com uma narrativa de guerra às drogas marcada por violência e tensão.

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