Danos Colaterais (The Virtuoso) Crítica do Filme Danos Colaterais (The Virtuoso) Crítica do Filme

Danos Colaterais (The Virtuoso) Crítica do Filme | Prime Video

Danos Colaterais (The Virtuoso), filme de 2021 dirigido por Nick Stagliano e estrelado por Anson Mount, Anthony Hopkins, Abbie Cornish e Eddie Marsan, estreia no Prime Video e parte de uma premissa promissora: um assassino profissional recebe uma missão aparentemente simples, mas precisa descobrir qual das pessoas reunidas em uma pequena cidade é seu verdadeiro alvo. O problema é que o longa demora a decidir se pretende ser um thriller policial sério, um neo-noir ou uma espécie de comédia de humor negro.

Anson Mount interpreta o Virtuoso, um matador metódico que narra a própria história enquanto explica seus métodos, seus cuidados e a lógica por trás de cada decisão. A narração tenta estabelecer um personagem calculista e extremamente competente, mas o comportamento apresentado na tela frequentemente contradiz essa imagem. O protagonista parece menos um profissional infalível e mais alguém inseguro, socialmente desajeitado e incapaz de perceber situações que o público identifica com facilidade.

A missão central começa quando seu mentor, interpretado por Anthony Hopkins, fornece uma pista vaga: “White Rivers”. A partir dela, o Virtuoso chega a um restaurante isolado, onde encontra vários possíveis alvos. Entre eles estão a garçonete (Abbie Cornish), um homem solitário (Eddie Marsan), um casal e outras figuras que podem esconder informações importantes.

É nesse ponto que Danos Colaterais tenta construir seu suspense. A ideia de acompanhar o protagonista avaliando cada pessoa e tentando descobrir quem deve matar funciona no papel. Entretanto, o roteiro entrega pistas e comportamentos que tornam algumas revelações previsíveis antes que o próprio Virtuoso compreenda o que está acontecendo.

O elenco também acaba subaproveitado. Anthony Hopkins possui pouco espaço para desenvolver o Mentor, enquanto Eddie Marsan e Abbie Cornish poderiam oferecer personagens mais complexos. A presença de David Morse, como o delegado local, reforça a impressão de que há potencial para um thriller mais elaborado escondido dentro do filme.

Crítica do filme: vale a pena assistir Danos Colaterais no Prime Video?

Visualmente, Stagliano aposta em uma atmosfera neo-noir, com uma cidade pequena, personagens misteriosos e um protagonista solitário. Há bons elementos de gênero, mas falta ao roteiro o suspense necessário para transformar essas ideias em uma narrativa realmente envolvente.

No fim, Danos Colaterais é prejudicado principalmente pela indefinição de tom. Se a intenção era criar uma sátira de filmes de assassinos profissionais, algumas escolhas fazem sentido. Como thriller sério, porém, o resultado é menos convincente. Anson Mount sustenta o protagonismo, mas não consegue compensar um roteiro que apresenta uma premissa interessante e entrega pouco da tensão que ela poderia proporcionar.

Guia Definitivo da Série Reacher: Resumo dos Episódios, Crítica e Final Explicado