Belo Desastre (2023) Crítica do Filme do Prime Video Belo Desastre (2023) Crítica do Filme do Prime Video

Belo Desastre (2023) Crítica do Filme | Prime Video

Baseado no livro homônimo de Jamie McGuire, Belo Desastre (Beautiful Disaster, 2023) aposta em uma combinação conhecida das comédias românticas adolescentes: a garota determinada que tenta fugir de um passado complicado e o bad boy que parece representar exatamente o tipo de problema que ela gostaria de evitar. Com direção e roteiro de Roger Kumble, o filme disponível no Prime Video transforma essa premissa em uma produção leve, exagerada e assumidamente divertida.

A protagonista é Abby Abernathy (Virginia Gardner), uma jovem que chega à faculdade decidida a começar uma nova vida. No passado, ela precisou lidar com as consequências do comportamento de seu pai, Mick (Brian Austin Green), um jogador compulsivo que recorria à filha, prodígio do pôquer, para ajudá-lo a sair de situações financeiras complicadas. Longe dele, Abby acredita que finalmente poderá deixar os problemas para trás.

Abby e Travis formam uma dupla improvável

A tranquilidade dura pouco. Logo no início da faculdade, Abby conhece Travis Maddox (Dylan Sprouse), lutador de combates clandestinos conhecido pelo apelido de Mad Dog Maddox. Popular e acostumado a conquistar as garotas ao seu redor, Travis se surpreende quando Abby não demonstra interesse imediato por ele.

A resistência dela acaba dando origem a uma aposta. Caso Travis perca, terá de ficar três meses sem sexo. Se Abby perder, precisará morar com ele durante um mês. Como manda a lógica da comédia romântica, o segundo cenário acaba acontecendo, colocando os dois sob o mesmo teto.

A convivência aproxima os protagonistas e transforma a relação inicialmente marcada por provocações em um romance. O problema é que Belo Desastre passa pouco tempo desenvolvendo as razões que fazem essa conexão evoluir para algo mais profundo. A atração entre Gardner e Sprouse funciona, mas o roteiro frequentemente pula etapas importantes desse relacionamento.

Humor e química compensam uma história irregular

O principal mérito do filme está justamente na dupla central. Virginia Gardner e Dylan Sprouse demonstram boa química e abraçam o lado exagerado da produção. As provocações entre Abby e Travis funcionam melhor quando o longa não tenta levar seu drama a sério demais.

Roger Kumble, conhecido por trabalhos como Segundas Intenções e Amigos, Amigos, Mulheres à Parte, conduz a história com ritmo ágil e uma estética que combina com a proposta de romance adolescente. O resultado não pretende reinventar o gênero, mas entregar uma experiência descontraída para quem procura uma história de amor recheada de conflitos, humor e situações absurdas.

Belo Desastre (2023) Crítica do Filme do Prime Video

Crítica do filme: vale à pena assistir Belo Desastre no Prime Video?

Por outro lado, quem conhece profundamente o livro de Jamie McGuire pode encontrar diferenças significativas na adaptação. O filme simplifica personagens e conflitos, deixando alguns elementos da trajetória de Abby e Travis menos desenvolvidos.

No fim, Belo Desastre funciona melhor quando encarado como uma comédia romântica descompromissada. A trama é previsível e alguns acontecimentos parecem convenientes demais, mas a química dos protagonistas e o tom bem-humorado ajudam a sustentar a produção. Para quem busca uma adaptação fiel ao livro, pode haver ressalvas; para quem procura apenas um romance adolescente leve no Prime Video, o filme entrega exatamente esse tipo de entretenimento.