A Hipótese do Amor (2026) Crítica do Filme do Prime Video A Hipótese do Amor (2026) Crítica do Filme do Prime Video

A Hipótese do Amor (2026) Crítica do Filme | Prime Video

A Hipótese do Amor (The Love Hypothesis, 2026) chega ao Prime Video como adaptação do best-seller homônimo de Ali Hazelwood, publicado originalmente em 2021. Dirigido por Claire Scanlon e escrito por Sarah Rothschild, o filme transforma a história de Olive Smith e Adam Carlsen em uma comédia romântica que conhece bem os clichês do gênero e, em boa parte do tempo, sabe utilizá-los a seu favor.

A produção também carrega uma curiosa história de origem. O livro de Hazelwood surgiu a partir de uma fanfic inspirada na relação entre Rey e Kylo Ren, de Star Wars, antes de ganhar personagens e universo próprios. O filme não ignora completamente esse passado e espalha referências para os fãs mais atentos, mas funciona mesmo para quem chega à história sem conhecer essa conexão.

A Hipótese do Amor acompanha um namoro de mentira

Interpretada por Lili Reinhart, Olive Smith é uma estudante de doutorado em biologia que divide seu tempo entre a pesquisa, as dificuldades financeiras e a amizade com Anh (Rachel Marsh). Quando descobre que Anh está interessada em Jeremy (Nicholas DuVernay), antigo interesse amoroso de Olive, ela decide fingir que está namorando alguém para convencer a amiga a seguir seus sentimentos.

O plano improvisado leva Olive a beijar Adam Carlsen (Tom Bateman), um professor conhecido pelo temperamento difícil. O encontro poderia terminar em constrangimento, mas os dois percebem que um relacionamento de mentira pode ser conveniente para ambos.

A partir daí, a farsa ganha novas proporções e cria a oportunidade para que Olive e Adam descubram que a relação entre eles talvez seja menos artificial do que imaginavam.

Lili Reinhart e Tom Bateman sustentam o romance

O principal mérito de A Hipótese do Amor está na dupla protagonista. Reinhart e Bateman desenvolvem uma química convincente, especialmente nas cenas em que Olive e Adam deixam de lado a postura defensiva e começam a revelar suas inseguranças.

A dinâmica funciona porque o roteiro entende que uma boa comédia romântica depende menos da originalidade absoluta da premissa e mais da conexão entre seus personagens. As situações de namoro falso, encontros constrangedores e aproximação gradual são conhecidas, mas o elenco consegue extrair humor e emoção delas.

Rachel Marsh e Jaboukie Young-White também ajudam a construir um núcleo de amizade importante para a narrativa. Nesse aspecto, o filme acerta ao não tratar o relacionamento amoroso como a única conexão relevante da protagonista.

Roteiro simplifica o universo científico

O ponto mais frágil está justamente na construção da história. A carreira acadêmica de Olive, importante para a personagem e para o romance original, recebe um tratamento mais superficial na adaptação. O conflito envolvendo a pesquisa e seu antagonista também perde espaço e profundidade, fazendo com que algumas questões pareçam resolvidas rapidamente.

Com isso, o longa depende bastante do carisma de seus protagonistas para preencher lacunas que o roteiro não desenvolve completamente. A história funciona melhor quando está concentrada na relação entre Olive, Adam e Anh do que quando tenta ampliar o conflito principal.

Referências a Star Wars adicionam uma camada extra

Para quem conhece a origem de A Hipótese do Amor, existem referências particularmente divertidas. Elementos visuais, escolhas musicais e determinadas características de Adam remetem discretamente à inspiração original de Hazelwood.

Esses detalhes funcionam como uma espécie de brincadeira particular com o público que acompanha a trajetória do livro, sem impedir que os demais espectadores entendam a história como uma comédia romântica independente.

Vale a pena assistir a A Hipótese do Amor no Prime Video?

A Hipótese do Amor não reinventa a comédia romântica, mas também não precisa fazer isso para funcionar. O filme encontra seus melhores momentos na química entre Lili Reinhart e Tom Bateman, no humor das situações de namoro falso e na relação de amizade entre Olive e Anh.

Por outro lado, a adaptação poderia desenvolver melhor seus personagens secundários e os conflitos ligados ao universo acadêmico. No fim, é uma produção leve e acessível, que entrega exatamente o tipo de romance confortável que seu público provavelmente procura, ainda que deixe a sensação de que havia espaço para uma adaptação mais ambiciosa.

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