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ORX

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Existiu uma época em que o gênero tower defense era bastante famoso, principalmente no mobile. Esse gênero deu uma cansada e hoje em dia não é mais tão fácil achar jogos nesse estilo. ORX traz de volta essa jogabilidade, mas com um twist: na verdade ele é um jogo de construção, deck building, roguelike e algumas coisas mais.

Quando bati o olho em ORX, logo percebi a sua principal inspiração: Carcassonne. Para quem não conhece, é um dos mais famosos jogos de tabuleiro modernos, em que o seu objetivo é construir o reino mais próspero através da mecânica de alocação de peças montando um tabuleiro. A sacada diferente aqui é que eles misturam esse gameplay simples de construir castelos e montar estradas com um tower defense em tempo real. Além disso, as peças que você coloca na verdade são cartas que tem em sua mão. Claro que, depois de cada partida, você vai ganhando novas cartas para desenvolver o seu deck. Parece um pouco confuso? E é mesmo.

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A jogabilidade de ORX na verdade é bem simples e intuitiva caso você já conheça os jogos nos quais ele se inspirou. Apesar disso, é um pouco demorado para pegar todas as suas mecânicas e interações entre elas. Até porque o tutorial não faz um bom trabalho em te ensinar. A confusão se agrava um pouco por causa do estilo artístico escolhido para a obra. É um desenho meio cartoon com umas rachuras tentando emular uma arte medieval e sprites que lembram jogos retrô como Tibia. Eu não esperava uma arte superelaborada, mas acredito que esse estilo artístico não me empolgou muito e facilitou a confusão no campo de batalha.

Apesar de alguns desses problemas, o jogo me divertiu e me deixou engajado no seu loop de gameplay. As partidas são rápidas e dinâmicas, mas mesmo assim você sente que construiu algo de forma significativa e estratégica. A quantidade de sistemas que se conectam deixam as suas escolhas mais complexas e confusas, mas acredito que dá para ir aprendendo enquanto joga olhando só para a forma mais superficial da jogabilidade no início. Mesmo com seu estilo de roguelike, o jogador tem a opção de reiniciar as fases, evitando assim uma frustração maior.

ORX consegue misturar bem suas inspirações de jogos digitais e analógicos para criar uma experiência nova. Ele mescla bem estilos de jogos em tempo real e em turnos de uma forma que, surpreendentemente, faz sentido. Talvez demore um pouco para você entender todos os sistemas, mas se curte algumas das mecânicas usadas aqui é bem provável que vai se divertir com seu gameplay dinâmico. Algumas escolhas como a arte e a simplicidade do deck building me incomodaram, mas é aposta ousada e inovadora dentro dos seus gêneros.