Legion termina com ótimo gancho para segunda temporada no FX e abrindo as portas para mais mutantes na TV

Após o incrível sétimo episódio de Legion (já leu nosso review?), a série de Noah Hawley chega ao seu desfecho já sabendo do sinal verde para a segunda temporada. Provavelmente, foi isso que permitiu o encerramento totalmente aberto da trama para futuras abordagens que trataremos à seguir:

O capítulo final de Legion

Começamos com uma recapitulação a respeito de Clark (Hamish Linklater), personagem que apareceu como interrogador da Divisão 3 na estreia da série e aparentemente tinha morrido. Acontece que ele ficou gravemente ferido, com queimaduras de terceiro grau pela metade do corpo, e a introdução mostra os momentos que se passaram através do seu ponto de vista (junto com seu marido e filho) após a explosão do capítulo um. Uma vez de volta à ativa, o que ele mais quer é terminar o que começou. Interessante aprofundamento a um personagem que aparentemente não possuía grande importância.

Voltando ao presente, temos Clark cercando Summerland com uma grande e armada equipe, a qual ele autoriza que mate todos menos David Haller (Dan Stevens). O que prometia ser uma sequência tensa acaba se tornando algo monótono por conta do incrível poder de David (que faz uma verdadeira pilha de soldados), agora com mais controle sobre sua mutação e (por enquanto) com o parasita isolado na sua mente.

Clark é detido, então Melaine Bird (Jean Smart) e sua turma discutem sobre o que fazer: mata-lo, interroga-lo, usa-lo lendo sua mente e descobrindo seu plano ou se espera e faz uma pausa para tratar o parasita na cabeça de David, já que Amahl Farouk, o Rei das Sombras, pode a qualquer momento quebrar o isolamento imposto com a ajuda de Cary (Bill Irwin). Acontece que Clark está lá como batedor, e a Divisão 3 está monitorando tudo o que ele fala, escuta e vê. Agora na condição de interrogado, Melaine admite que ele estava certo desde o início a respeito de David e seu potencial destrutivo. Há uma retomada sobre a questão mutante e até que ponto eles podem chegar, e como isso pode ser danoso para os humanos “normais”. Porém, assim como no primeiro episódio, a conversa avança muito pouco.

Lenny (Aubrey Plaza) está muito bem nesse episódio. Uma das facetas do parasita, ela consegue se comunicar com Syd (Rachel Keller) para deixar claro que só pode sair de David por vontade própria, e que matá-la poderia levar ele junto no processo. Mas a equipe decide pela cirurgia mesmo sem saber disso, depois que David desmaia. Nessa cena temos a loucura psicodélica habitual de Legion ao som de Pink Floyd.

As coisas acabam saindo do controle, onde o Rei das Sombras acaba trocando de corpos (após Syd salvar David) até terminar em Oliver Bird (Jemaine Clement), que foge dali. Há alguns toques de HQs nesse episódio, como no embate entre David e o parasita, e também anteriormente com ele levitando. A cena pós créditos dá a dica de como começaremos a segunda temporada, e termina essa primeira de forma pouco definida. David é escaneado por um drone bizarro, aparentemente da Divisão 3, para logo em seguida ser capturado e levado embora, para desespero de Syd.

Melhor série de 2017?

Legion foi uma grata surpresa esse ano. Anteriormente, associar mutantes a filmes e séries seria motivo para torcermos o nariz, mas esse cenário vem mudando positivamente após a chegada de Deadpool e Logan nos cinemas. Na TV, Legion não só cumpriu seu papel como abriu as portas para muito mais conteúdo mutante, desde que feito com a dedicação e criatividade usada por Noah Hawley ao abraçar o projeto. Vai ser difícil desbancar Legion como melhor série desse ano.

Agora que o post acabou, confere esse vídeo do nosso canal!

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