Personagem criada em 1986 pelos holandeses Martin Lodewijk e Eric Heuvel é finalmente apresentada para o publico Brasileiro pelos nossos amigos da AVEC Editora

Umas das coisas que mais gosto de enaltecer em Editoras como a AVEC é a coragem de apostar em um material diferenciado, que não está tão próximo do que o publico brasileiro costuma consumir. Apesar de toda uma geração ter acompanhado de perto na TV Cultura, as aventuras do jovem e aventureiro repórter Tintim, criado pelo Belga Georges Prosper Remi, ou simplesmente Hergé, não consumimos tanto assim o material europeu, ainda mais os clássicos da linha clara, como é o caso de Tintim e de nossa destemida aviadora, January Jones.

Em January Jones – Corrida Contra a Morte, não tem contextualização, e já somos inseridos no universo de Jones em alta velocidade e rasantes absurdos que tiram os chapéus de um grupo de jornalistas que querem clicar a intrépida piloto e logico, saber algumas fofocas da vida pessoal de Jones. Eis que tudo da uma reviravolta e seu velho companheiro, o avião Havilland Comet é sabotado e assim, nossa heroína é inserida em uma trama cheia de percalços, dignas do xará da aviadora, o professor e arqueólogo, Indiana Jones.

Uma explosão, que faz parte da belíssima capa da edição, mudo todo o trajeto de Jones, tirando-a do ar e colocando ela no tradicional rali de Monte Carlo, uma prova que realmente existe desde de 1911 e que acontece até hoje.

Com a perda de seu avião, Jones é coagida a servir como espiã para os americanos, na figura do enigmático XI, que já nos é apresentado como alguém que já trabalhou com January e pelo visto, sempre a contra-gosto de aviadora.

January Jones – Corrida Contra a Morte é uma baita aventura, nos moldes das boas Sessões da Tarde que tanto assisti em minha infância, uma narrativa visual agradável demais, pela classe que ela representa. Muito humor nos momentos de ação, dignos dos filmes do já citado Indiana.

A leitura é muito fluida e as informação de rodapé, são de extrema importância para situar o leitor, afinal, Jones vive em nosso mundo e o momento histórico são os efervescentes anos 30, anos que irão culminar em um dos momentos mais terríveis da humanidade, os players estão todos ali, fazendo suas participações e colocando Jones em grandes enrascadas.

A AVEC já publicou mais um titulo da aviadora, January Jones: O Crânio de Mkwawa, que logo terá resenha aqui no CosmoNerd, nos deixando com esperança que materiais que nunca chegaram em terras brasileiras, vejam o calor de nossos leitores, afinal, estamos falando de um misto de Marta Hari e Amelia Earhart, em uma edição belíssima que segue s moldes europeus, nos trazendo muita ação, aventura e uma protagonista que encara tudo com muita coragem e destreza. Precisamos de mais materiais assim, sempre!

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