Soo-ho se esconde no dormitório feminino de Hosu
O segundo episódio de Snowdrop, k-drama criado por Yoo Hyun-mi e disponível no Disney+, retoma os acontecimentos do capítulo de estreia e explica como Im Soo-ho acabou ferido no quarto 207 da Universidade Feminina de Hosu. O pneu furado do professor Han I-seop fazia parte de um plano organizado pelo próprio Soo-ho, mas ele não contava com a operação de Lee Gang-mu, agente da Agência de Planejamento de Segurança Nacional (ANSP), que termina com um disparo em suas costas.
Ao encontrar Soo-ho sangrando, Eun Yeong-ro tenta limpar as marcas de sangue enquanto suas colegas chegam ao quarto. A responsável pelo dormitório ordena, pelo sistema de alto-falantes, que todas as estudantes permaneçam trancadas no cômodo mais próximo até novas instruções.
Yeong-ro acredita que Soo-ho está sendo perseguido por participar dos protestos estudantis e pede ajuda para escondê-lo. Yeo Jeong-min concorda imediatamente, enquanto Ko Hye-ryeong demonstra resistência após ouvir Gang-mu identificá-lo como um espião norte-coreano. Jeong-min argumenta que ativistas eram frequentemente acusados de espionagem para justificar prisões, e Yeong-ro lembra que Soo-ho participou do encontro às cegas com elas.
As estudantes enganam os agentes da ANSP
Quando Jung Ha-na exige que a responsável pelo dormitório suspenda o bloqueio, a mulher se recusa. Ha-na quase a agride, mas Gang-mu intervém e manda a agente buscar um mandado de busca.
Enquanto os agentes aguardam, Soo-ho desperta e tenta escapar pela janela. No entanto, Gang-mu encontra rastros de sangue que levam ao quarto 207. Com o mandado em mãos, Ha-na retorna ao dormitório, e os agentes iniciam as buscas.
As estudantes conseguem esconder Soo-ho em um banco da sauna do banheiro feminino. Para disfarçar sua presença, Yeong-ro e as colegas se despem e cobrem o esconderijo com suas roupas. Ha-na entra no local e questiona as jovens, que tentam agir naturalmente. Quando uma linha de sangue escorre por baixo do banco, Yeong-ro se levanta e encobre a mancha com os pés, fingindo indignação com a invasão.
Sem encontrar o fugitivo, Gang-mu retira sua equipe. As estudantes transferem Soo-ho para um armário no banheiro durante a noite, e Yeong-ro explica que está apenas retribuindo o favor da fita cassete que ele lhe deu.
A Operação Fênix envolve um acordo secreto com a Coreia do Norte
Enquanto Soo-ho permanece escondido, um integrante da equipe de Gang-mu telefona secretamente para Eun Chang-su. A conversa revela que o diretor da ANSP está insatisfeito com o fracasso da operação, mas o agente lembra que recebeu ordens para agir discretamente.
Chang-su também enfrenta a pressão de Nam Tae-il, que está irritado com os rumos dos acontecimentos. Os dois revelam que a Operação Fênix é uma ação conjunta com a Coreia do Norte: eles financiaram os espiões norte-coreanos para sequestrar o professor Han e comprometer a imagem da oposição.

Com a população mobilizada por eleições justas, os integrantes do partido governista pretendem influenciar os eleitores e fortalecer sua posição política. O caráter ultrassecreto do plano explica por que até mesmo Ahn Gyeong-hui, superior de Gang-mu, foi mantido fora das decisões.
No dia seguinte, Gyeong-hui informa a Gang-mu que ele deve abandonar a investigação sobre Taedong River 1 por ordem de Chang-su. O agente desconfia de um encobrimento, especialmente porque nenhum jornal noticia os disparos durante a perseguição.
Gang-mu, porém, não pretende desistir. Durante o interrogatório de Geum-cheol, motorista de Soo-ho, ele tenta descobrir por que os norte-coreanos sequestrariam Han depois de todo o cuidado empregado para se aproximar do professor. Geum-cheol não revela informações e acaba ingerindo uma pílula de cianeto.
Yeong-ro ajuda Soo-ho a se esconder em uma cabana
Com Soo-ho ainda ferido, Yeong-ro, Seol-hui, Jeong-min e Bun-ok elaboram um plano para transferi-lo para uma cabana abandonada no quarto andar do dormitório. O local é conhecido pela história de que a antiga responsável pelo prédio cometeu suicídio ali. Para conseguir a chave, as estudantes contam com a ajuda do zelador Kim Man-dong.
Como agentes da ANSP estão posicionados do lado de fora do campus, Soo-ho precisa permanecer no escuro e evitar movimentos que chamem a atenção. Yeong-ro cuida do ferimento em seu ombro e percebe um pingente de pombo pendurado no pescoço dele.
A estudante começa a levar alimentos e suprimentos para o esconderijo e cria um código de batidas para anunciar suas visitas. Soo-ho pede pilhas para um rádio encontrado na cabana, alegando que deseja acompanhar as notícias sobre os manifestantes. Sem que Yeong-ro saiba, ele também está manipulando o aparelho.
A rotina clandestina fica ameaçada quando Shin Gyeong-ja, presidente das estudantes, ouve ruídos vindos do teto da biblioteca, localizada abaixo da cabana. Depois que uma cadeira quebra com o peso de Soo-ho, as jovens que estão no local fogem assustadas.
O passado de Soo-ho ameaça seu relacionamento com Yeong-ro
A tensão aumenta quando Yeong-u, irmão de Yeong-ro, consegue autorização para visitar a irmã. Da cabana, Soo-ho observa o momento em que ela corre para abraçá-lo.
Mais tarde, enquanto Yeong-ro troca os curativos de Soo-ho, ele se lembra da irmã, Su-hui, que lhe deu o pingente de pombo e pediu que encontrasse o caminho de volta para a Coreia do Norte. Ao ouvir a explicação, Yeong-ro fica aliviada por descobrir que o objeto não foi presente de outra mulher.

Entretanto, a estudante não percebe que a água usada para lavar os curativos está vazando pelo piso da cabana e atingindo o teto da biblioteca. Quando Gyeong-ja avisa a responsável pelo dormitório, ela parte para investigar acompanhada de Man-dong. Bun-ok segue o grupo, interessada na possibilidade de encontrar um espião e receber a recompensa por denunciá-lo.
No momento em que as mulheres se aproximam, Yeong-ro está desenhando um mapa do dormitório para Soo-ho. Man-dong tenta alertá-los com tosses e murmúrios, mas os dois não encontram uma saída. O episódio termina com o esconderijo prestes a ser descoberto.
Análise do episódio 2 de Snowdrop
O segundo capítulo aprofunda a conspiração política e aproxima Yeong-ro de Soo-ho, mas dedica menos tempo à dinâmica entre as estudantes do quarto 207. A revelação da Operação Fênix concentra boa parte das informações em uma única conversa, enquanto a permanência de Soo-ho na cabana prolonga uma trama que poderia avançar com mais agilidade.
A questão histórica também ganha novos contornos. Ao mostrar o partido governista utilizando espiões norte-coreanos para desacreditar a oposição, Snowdrop apresenta um cenário no qual as acusações de espionagem podem servir a interesses políticos. Ao mesmo tempo, Jeong-min defende Soo-ho por acreditar que ele é vítima de uma acusação injusta, embora o público saiba que ele esconde sua verdadeira identidade.
Essa construção levanta questionamentos sobre a representação do movimento pró-democracia sul-coreano de 1987 e da agência de inteligência envolvida na repressão a ativistas. A série também apresenta agentes que parecem agir contra a própria vontade de seus superiores, uma abordagem que pode simplificar a responsabilidade histórica da instituição.
O episódio, portanto, combina o desenvolvimento do romance com uma conspiração que ameaça alterar a percepção dos personagens. A descoberta do esconderijo de Soo-ho promete colocar Yeong-ro e suas colegas diante das consequências de proteger alguém que pode estar diretamente envolvido no plano político.