Brooklyn Nine-Nine (B99), caso você tenha hibernado por algum tempo, é uma série humorística que conta o dia a dia de uma delegacia de polícia no distrito do Brooklyn, em New York. Até então, a série tem 6 temporadas, indo para a , e é a série perfeita para se maratonar para o resto da sua vida. Aqui vão 5 bons motivos:

1Humor inteligente

Muitas séries têm, como muleta narrativa, a ideia fantástica de que é engraçado diminuir ou ridicularizar minorias, sendo que, não, não é engraçado. Mas não Brooklyn Nine-Nine. Suas piadas e seu humor são engraçados por serem inteligentes. Fazem piadas de situação, piadas sobre privilégios, tiram sarro com momentos absurdos… Além de darem diversas alfinetadas na sociedade e te fazerem rir com isso. Claro, em alguns momentos temos aquelas piadas bem bobas, trocadilhos ingênuos e esse tipo de humor mais leve. Ou seja, tem graça para todo mundo e SEM OFENDER NINGUÉM!

2Diversidade

Existem muitas séries que adoramos, mas sempre assistimos com o sentimento de “meu Deus, que elenco branco e hétero”. Aqui, temos gente de todo tipo: negro, latina, branco, asiático, gay, bissexual… E pode dizer adeus aos estereótipos. Eles não são reproduzidos aqui, inclusive, muitos deles são quebrados.

Um exemplo muito forte disso é o Capitão Holt, que foi o primeiro policial abertamente gay e negro na polícia. A sua história é explorada e construída, conversando com o público sobre as suas dificuldades, expondo o racismo e a homofobia. E, tudo isso, nos fazendo rir e questionar. Sim, isso é possível.

3Quebra da masculinidade tóxica

Por ser uma série que se passa em uma delegacia, você já espera um monte de machismo. Porém, não é o que acontece aqui. Logo de cara essa ideia é excluída quando temos a introdução dos personagens, como Terry, que é o amigo musculoso e gigante, mas que na verdade é um homem muito carinhoso, extremamente paternalista, que adora iogurte e não tem vergonha de ser sensível ou Boyle, que possui gostos considerados majoritariamente como sendo femininos, mas ele não tem vergonha e não se importa. Ele é quem é e pronto.

Além disso, os personagens passam longe do machismo, sempre tratando suas colegas do jeito certo: com igualdade e respeito. Nenhum deles pensa que, por serem mulheres, não podem fazer o trabalho direito ou tentam explicar a elas o que fazer. Aliás, se alguém tentar explicar para Rosa o que fazer, é provável que acabe sem os dentes da frente…

4Amizades

Eis um tópico interessante. Em uma delegacia tão diversificada, o clichê seria haver diversos tipos de competição não saudável, mas a série passa longe disso. As mulheres se respeitam e se apoiam; os homens também e, na verdade, todo mundo se apoia, sabendo lidar com as diferenças como adultos: conversando. Não tem a típica inimizade feminina, tão explorada em séries e que é completamente desnecessária. Ou a amizade de mulher com homem que normalmente se baseia somente em interesse amoroso. E nem a competição ridícula masculina que inventaram, sobre um ter que ser mais “macho” do que o outro. Todos são artifícios desnecessários, batidos e cansativos. E, “benzadeus”, com B99 podemos respirar aliviados.

5Evolução narrativa

Ao contrário de certas séries, B99 traz narrativas lineares e bem construídas para os seus personagens e, a cada episódio ou temporada, podemos acompanhar de perto a evolução da história e de todos eles. E, não sei vocês, mas eu amo ver que aquele personagem que eu adoro está crescendo como pessoa, amadurecendo e sendo alguém melhor. A série te presenteia com isso diversas vezes. Embora às vezes as tramas tenham resoluções um pouco apressadas, ainda são divertidas de assistir, com muitas reviravoltas emocionantes, boas risadas e sempre trazendo novos desafios para os personagens.

Então, ruma de nerds, estão esperando o que para começar ou assistir de novo?! Lembrando que a estreia para nova temporada está prevista para janeiro de 2020.

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Mestra em rinha de animal formada em Pokémon Yellow, assassina profissional de zumbis em Plants vs. Zombies 2, Nintendista que trai o movimento jogando em Playstation, revisora literária, escritora nas horas vagas, feminista, mãe de família, leitora e comedora de doces compulsiva. Se identifica fortemente com Peralta, de Brooklyn 99.