O episódio 6 da terceira temporada de Euphoria deixou os fãs discutindo uma das cenas mais enigmáticas da temporada. Em “Fique Parado e Veja”, Bishop conta para Rue uma história aparentemente aleatória sobre uma stripper chamada Sweet e sua cobra de estimação. Porém, como costuma acontecer na série criada por Sam Levinson, o diálogo parece carregar significados ocultos e pode revelar uma reviravolta importante para os episódios finais.
A grande teoria que tomou conta das discussões é simples: Bishop pode ser um agente infiltrado trabalhando contra Alamo. Mas afinal, o que realmente significa a história da cobra?
A história da cobra em Euphoria explicada
Durante o episódio, Bishop relembra a trajetória de Sweet, uma dançarina que trabalhava no clube de Alamo. Ela possuía uma cobra amarela que costumava dormir enrolada ao seu lado. Certo dia, o animal para de comer completamente, o que leva Sweet a procurar ajuda veterinária.
É então que surge a revelação perturbadora: a cobra não estava doente. Ela apenas estava se preparando para atacar algo muito maior — a própria dona.
O veterinário explica que o animal vinha “medindo” Sweet enquanto dormia ao seu lado, esperando o momento ideal para engoli-la. Assustada, a personagem decide se livrar da cobra imediatamente.
A narrativa funciona como uma metáfora central do episódio. Em Euphoria, praticamente todos os personagens escondem interesses próprios enquanto aparentam lealdade. Rue trabalha secretamente para a DEA, Faye coopera em troca de proteção, Maddy transforma Cassie em um negócio lucrativo e Jules escolhe estabilidade financeira ao lado de Ellis em vez de retomar o relacionamento com Rue.
Mas a fala de Bishop parece ir além desse comentário geral sobre traição.
Bishop suspeita que Rue é informante?
A interpretação mais imediata da cena sugere que Bishop estaria comparando Rue à cobra. Nesse cenário, Alamo seria Sweet: alguém cercado por pessoas aparentemente confiáveis, mas prestes a ser traído.
Existem motivos para essa leitura. No episódio anterior, Bishop pega o celular de Rue, aparelho que estava sendo monitorado pela DEA. Além disso, ele menciona diretamente a mãe da protagonista, algo que chama atenção porque Rue salvou o contato dos agentes usando justamente esse nome.
O detalhe levanta suspeitas de que Bishop descobriu o grampo telefônico e percebeu que Rue está colaborando com as autoridades.
Ainda assim, existe um elemento estranho nessa interpretação: se Bishop realmente descobriu tudo, por que ele não entregou Rue imediatamente para Alamo?

A teoria de que Bishop é um agente infiltrado
É justamente aí que surge a teoria mais popular entre os fãs da série. Muitos acreditam que Bishop não trabalha apenas para Alamo, mas também para alguma agência federal — possivelmente o FBI.
A ideia faz sentido dentro da lógica construída pelo episódio. Bishop conhece todos os detalhes da operação criminosa, circula livremente entre os chefes do esquema e parece mais inteligente e observador do que os demais membros da organização.
Nesse contexto, a história da cobra ganha um novo significado.
Alamo seria Sweet: alguém convencido de que controla tudo ao redor. Bishop seria a cobra, que passou anos “medindo” sua vítima para destruí-la no momento certo. Já Rue seria apenas o rato usado como distração dentro desse processo.
Essa leitura também explicaria por que Bishop aparentemente escondeu de Alamo o fato de Rue ser informante. Revelar isso poderia comprometer uma investigação muito maior.
Bishop quer derrubar Alamo… ou substituí-lo?
Existe ainda uma segunda possibilidade levantada pelos espectadores. Bishop talvez não seja um agente infiltrado, mas sim alguém tentando assumir o lugar de Alamo.
Ao longo da temporada, o personagem demonstra conhecer profundamente as fragilidades do chefe e frequentemente surge observando situações sem interferir diretamente. Isso faz com que muitos enxerguem Bishop como alguém manipulando os acontecimentos para assumir o controle da operação criminosa.
Nesse caso, deixar Rue continuar colaborando com a DEA seria útil. Se as autoridades derrubarem Alamo e Laurie ao mesmo tempo, Bishop poderia ocupar o vazio deixado pelos dois.
A própria história de Alamo apresentada no episódio reforça essa interpretação. O personagem cresceu observando a mãe enganar Preston para roubar seu dinheiro. Desde então, passou a acreditar que traição é uma ferramenta de sobrevivência. O problema é que ele talvez não perceba que está cercado por alguém ainda mais calculista.
O que pode acontecer com Rue nos próximos episódios?
Independentemente da teoria correta, a cena da cobra parece funcionar como um aviso sobre o futuro de Rue Bennett, interpretada por Zendaya.
A protagonista está presa entre a DEA, Laurie e Alamo, sem conseguir confiar em ninguém. Bishop, por sua vez, parece saber muito mais do que demonstra.
Outro detalhe que chamou atenção dos fãs foi a imagem da cobra devorando um rato congelado durante o episódio. Para muitos, a sequência antecipa que Rue pode acabar sendo sacrificada para proteger os interesses de Bishop.
A grande dúvida é se ele pretende salvá-la, manipulá-la ou eliminá-la antes que toda a operação desmorone.
A teoria da cobra pode revelar o final da temporada?
Sam Levinson costuma usar metáforas visuais e diálogos simbólicos para antecipar acontecimentos em Euphoria. Por isso, muitos acreditam que a história contada por Bishop não foi inserida apenas como reflexão filosófica.
A sequência parece indicar que alguém muito próximo de Alamo está prestes a destruí-lo. E todas as pistas apontam para Bishop.
Resta descobrir se ele realmente trabalha para o governo, se deseja assumir o império criminoso ou se está apenas tentando sobreviver em um cenário onde todos inevitavelmente acabam traindo uns aos outros.