O segundo episódio da primeira temporada de Dr. House (House) acompanha Dan, um jovem jogador de lacrosse que começa a apresentar visão dupla, confusão mental e episódios de terror noturno. O caso leva Gregory House (Hugh Laurie) e sua equipe a investigar uma doença neurológica rara, enquanto uma aposta sobre a paternidade do paciente acaba ajudando a revelar a verdadeira origem de seus sintomas.
Jogador de lacrosse começa a sofrer sintomas inexplicáveis
Durante uma partida de lacrosse, Dan começa a enxergar em dobro. Pouco depois, é atingido por outro jogador e cai no chão, inconsciente e com o rosto coberto de sangue. No hospital, os médicos descobrem que os sintomas neurológicos já haviam começado antes do choque.
Enquanto isso, House tenta escapar de seu turno na clínica, mas é surpreendido pelos pais de Dan. Eles carregam uma carta aparentemente assinada pelo médico, prometendo assumir o caso. House rapidamente descobre que Cameron falsificou sua assinatura para convencê-lo a atender o jovem.
Dan está há três semanas praticamente sem dormir por causa de intensos terrores noturnos. Durante a avaliação, ele também demonstra dificuldades cognitivas. House inicialmente considera transtorno de estresse pós-traumático ou abuso sexual, mas Dan nega as duas possibilidades.
O médico percebe ainda um movimento involuntário na perna do paciente, semelhante a um espasmo mioclônico que ocorre quando alguém está prestes a adormecer. A descoberta faz House pedir a internação de Dan para uma investigação mais detalhada.
Exames revelam um problema no cérebro
A equipe começa a trabalhar com diferentes hipóteses neurológicas. Uma polissonografia confirma que Dan realmente sofre de episódios anormais durante o sono, mas os exames convencionais não conseguem explicar a origem do problema.
Ao analisar uma ressonância magnética, House identifica uma alteração no corpo caloso, estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais. Um exame específico revela um bloqueio no fluxo do líquido cefalorraquidiano, e os médicos realizam uma cirurgia para colocar um shunt e drenar o excesso de líquido.
O procedimento, entretanto, resolve apenas uma consequência da doença. A análise do líquido levanta a possibilidade de esclerose múltipla, mas a ausência de lesões características torna o diagnóstico pouco provável.
Dan desaparece e a equipe encontra uma nova pista
O quadro do jovem piora e ele desaparece do quarto do hospital. A equipe teme que algo tenha acontecido, especialmente porque ele havia passado recentemente por uma punção lombar.
Foreman e Chase encontram Dan no telhado do hospital. O paciente está desorientado e acredita estar no campo de lacrosse. Enquanto Foreman tenta mantê-lo consciente, Chase precisa impedi-lo fisicamente de caminhar para fora do prédio.

Para House, a confusão espacial muda completamente a investigação. O comportamento indica que o problema pode estar relacionado a uma infecção cerebral, e não à esclerose múltipla.
A equipe considera sífilis e inicia um tratamento experimental com penicilina administrada diretamente no cérebro por meio do shunt. O resultado, porém, não é o esperado: Dan continua apresentando tremores, alucinações auditivas e visão dupla.
A aposta de House sobre a paternidade muda o caso
Desde o início, House suspeita que o homem apresentado como pai de Dan talvez não seja seu pai biológico. A hipótese vira uma aposta com Foreman e posteriormente envolve Cuddy e Wilson.
House decide então fazer um teste de DNA usando material coletado das xícaras de café dos pais. O resultado é surpreendente: nenhum dos dois possui relação biológica com Dan.
Confrontados, os pais admitem que o jovem foi adotado. Eles também revelam que o histórico médico fornecido à equipe pertencia à mãe biológica de Dan, e não à mulher que o criou.
A revelação fornece a House a informação que faltava. O médico precisa saber o que aconteceu durante os primeiros seis meses de vida de Dan, período em que um bebê ainda depende dos anticorpos recebidos da mãe.

House descobre a verdadeira doença de Dan
House conclui que Dan pode ter sido infectado pelo vírus do sarampo quando ainda era bebê. Em casos extremamente raros, o vírus pode permanecer oculto no cérebro durante anos e posteriormente provocar uma doença degenerativa chamada panencefalite esclerosante subaguda (PESS).
O diagnóstico explica a progressão dos sintomas neurológicos, incluindo os terrores noturnos, as alterações cognitivas e os problemas de visão.
Para confirmar a suspeita, os médicos precisam realizar uma biópsia da retina. O procedimento confirma a presença da doença e permite que a equipe finalmente estabeleça o diagnóstico.
O tratamento exige a administração de interferon diretamente no cérebro. House explica que o procedimento é extremamente arriscado e pode até matar Dan caso o diagnóstico esteja errado. Diante da gravidade do quadro, os pais autorizam a intervenção.
O final do episódio 2 de Dr. House
Após o tratamento, Dan apresenta sinais de melhora cognitiva. Em um dos testes, ele consegue listar vários animais que começam com a letra “O”, algo que não conseguia fazer no início do episódio.
O jovem também revela que já sabia há seis anos que era adotado. Ele havia percebido a diferença física entre ele e os pais, observando, entre outras características, que nenhum dos dois tinha a mesma covinha no queixo que ele.
Enquanto isso, House resolve sua aposta com Cuddy e Wilson e consegue evitar temporariamente suas obrigações na clínica.
No encerramento de “Paternidade”, House visita um campo de lacrosse e observa uma partida. A cena funciona como um contraponto ao caso de Dan e mostra o médico refletindo sobre o paciente e sobre as próprias experiências, enquanto a equipe segue sua rotina no hospital.