Crítica | Vikings – 5ª Temporada

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Vikings finaliza a segunda parte da 5° temporada e abre caminho para o 6º e último ano, mostrando que Ragnar Lothbrock nunca deixou de ser importante para contar essa historia mesmo estando morto.

 

Quem acompanha Vikings apenas pela Netflix, ainda não viu a segunda metade da 5ª temporada. Afinal, o serviço de streaming só disponibilizou os 10 primeiros episódios. Logo, se você fizer parte desse grupo, pode encontrar algumas informações importantes pelo texto.

A segunda parte desta 5° temporada começa logo após a grande batalha por Kattegat, onde os irmãos Ubbe (Jordam Patrick Smith), Bjor (Alexandre Ludwig) e a Rainha Lagertha (Kateryn Winnick) são derrotados pela união das forças do Rei Harald (Peter Franzen) e o filho aleijado de Ragnar, Ivar (Alex Høgh Anderse). Ivar agora é Rei de Kattegat e defensor de uma área importante: os portos agora estão sob seu domínio. No entanto, em sua loucura, ele acaba deixando desgostosos aqueles que lutaram ao seu lado, como o próprio Rei Harald e o único da linhagem de Lothbrock que decidiu ficar do seu lado, seu irmão Hviteserk (Marco Ilsø).

Os derrotados na batalha pela conquista de Kattegat conseguem escapar, porém, antes de conseguirem refúgio, eles encontram um rosto conhecido: Rollo (Clive Standen), hoje duque da Normandia. Oferecendo abrigo e informações que não ajudam muito, Rollo se vai na mesma pressa em que apareceu.

O grupo sobrevivente busca refugio em Wessex junto ao agora Rei Alfredo (Ferdia Walsh-Peelo). Alfredo oferece ao grupo uma proposta inesperada: que lutem por ele e defendam o sonho de uma nação unificada, que enfrentem a horda de Vikings que busca invadir o território Saxão. Em troca, as terras que foram prometidas a Ragnar (Travis Fimmel) serão finalmente entregues.

De volta a Kattegat, Ivar encontra o amor nos braços da jovem Freydis (Alicia Agneson) enquanto sua loucura atinge um novo nível: o jovem rei acredita agora que é um Deus. Todas as suas ações são baseadas nessa crença, fazendo com que ele ultrapasse limites  e tire a vida de um personagem bastante conhecido dos fãs: o Vidente (John Kavanagh).

O Rei Harald, agora em território saxão, resolve que é hora de mais uma conquista, trazendo assim uma grande batalha onde Alfredo vai cobrar os favores do grupo de refugiados nórdicos. A disputa é vencida, mas com um certo custo. O Bispo Heahmund (Jonathan Rhys Meyers) acaba morrendo no combate. No entanto, a morte de Heamund serve apenas de gancho para o desaparecimento de Lagertha no fim da batalha.

Ainda no calor da batalha, Bjor se revolta e decide que após a guerra não irá continuar na terra dos Saxões, mas sim retornar a Kattegat e reconquistar aquilo que é seu por direito. Ubbe e Torvi (Georgia Hirst, sim, ela é filha do criador da serie, Michael Hirst), agora juntos e “convertidos” ao Cristianismo, resolvem manter a fidelidade a Alfredo e tentar ao máximo apaziguar a guerra entre Nórdicos e Saxões. É um caminho para que consigam realizar o sonho de coexistência pacifica idealizado por Ragnar, mesmo que isso quase leve a morte de Ubbe.

Bjor resolve fazer uma nova aliança, agora com seu antigo inimigo, o Rei Harald para conseguir destronar o irmão Ivar. No processo, ele acaba conhecendo a bela e voraz escudeira Gunnhild (Ragga Ragnars) e casa-se mais uma vez.

No último episodio da temporada, intitulado Ragnarok, temos o fim de tudo que conhecíamos e o início de uma nova era para Vikings.

Uma nova união é feita entre o exército do Rei Harald com o filho mais velho de Lothbrock, Bjor, e Hviteserk que abandonou Ivar e foi buscar o auxilio do exército do Rei Olaf (Steven Berkoff). A derrota do Rei Louco só vem após uma traição inesperada. Sua mulher, Freydis, percebe que a loucura de seu marido impede que todas as suas artimanhas tenham sucesso. O que resta a ela é mostrar para o grupo de Bjor uma entrada para a até então protegida e inexpugnável Kattegat. A invasão é bem sucedida e um novo rei é coroado: Bjor IronSide, herdeiro de Ragnar Lothbrock.

Muitas coisas nesta segunda parte foram desnecessárias e que ao meu ver como espectador, não fizeram o menor sentido. Como a reaparição de um falso filho de Ragnar com a Rainha Kwenthrith (Amy Bailey), Magnus (Dean Ridge). Além de toda a jornada de Floki (Gustaf Skarsgård), uma estrada que nos levou até a Islândia, onde nada do que ele queria com os Deuses foi cumprido. Tudo que ele obteve foi dor, sangue, vingança e pasmem…Cristianismo! Apesar de seu caminho ser incerto, é impossível não ficar com um gosto amargo na boca com o rumo de um dos personagens mais querido da série.

É visível o quanto Vikings está completamente perdida sem a presença de Lothbrock. Personagens poderosos e cativantes tornaram-se espelhos distorcidos do que eles eram ou poderiam ser. E o tempo todo somos lembrados visualmente e verbalmente da importância de Ragnar. Com essa muleta, nada evolui, ou quando evolui é de maneira porca e sem sentido.

O criador da serie e roteirista de todos os episódios desde a primeira temporada, Michael Hirst, já declarou que a próxima temporada, a sexta, será o fim de Vikings. Afinal, essa é uma serie sobre Ragnar, seus filhos e legado, e como visto, o legado está bem enfraquecido. Vamos torcer para que Bjor consiga honrar toda a jornada de seu pai.