The Boys 2×05 | Recapitulação e algumas ponderações do episódio

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“Hora de Cair Fora” usa os heróis de The Boys para satirizar o universo cinematográfico da Marvel Studios

Eis que a Marvel Studios chegou em The Boys. O quinto episódio da série exclusiva do Amazon Prime Video, intitulado “Hora de Cair Fora”, faz uma grande sátira com a trajetória dos filmes da Casa das Ideias, mantendo o nível de absurdo característico do programa.

Essa sátira acontece através da gravação do filme (existente apenas dentro da série) chamado A Origem dos Sete, onde acompanhamos seus bastidores logo de cara com Maeve (Dominique McElligott) atuando como uma heroína lésbica. Isso porque Homelander a expôs sem sua autorização no capítulo anterior, e, possessivo e vingativo como só ele é capaz de ser, irá humilhar a personagem para além dos limites do aceitável. Nessa passagem, temos uma referência em tom de deboche, onde um tal de Joss (Whedon?) alterou o roteiro de última hora para o descontentamento de muitos.

Também na gravação do filme, temos Trem-Bala tentando manter a todo custo um pé no super grupo após a sua demissão. Tentativa essa que é frustrada rapidamente.

Já o Capitão Pátria precisa lidar com a repercussão de um crime de guerra que ele cometeu, quando um supervilão com manipulação do ar está causando destruição e o personagem aparece e o mata com uma rajada lazer. O problema é que esse disparo acerta um inocente e o “herói” simplesmente vai embora – toda a cena foi gravada por um celular. A repercussão é muito grande e o personagem vivido por Antony Starr acaba cedendo e recorre a Tempesta (Aya Cash), que o envolve ainda mais em seu jogo. A consumação disso foi com uma cena de sexo entre os supers, com aspectos de BDSM ao som de “Dream On” da banda Aerosmith.

Quem também está curtindo um som com contato físico é Billy Butcher (Karl Urban), que é espancado logo na cena introdutória do episódio num show de metal. Ele está magoado após as coisas com becca não darem certo, e , depois desse ato de auto punição, avisa Highie (Jack Quaid) que vai desaparecer. O garoto não entende bem e vai falar com Leitinho (Laz Alonso, que está assistindo Outlander). Eles vão até a casa da tia de Bruto, onde ele deixa seu cachorro, Terror, aos cuidados dela. Os amigos desconfiam de que algo está errado, possivelmente envolvendo Becca, até que eles descobrem que Black Noir  estava seguindo Butcher. É bolado um plano para pegar o membro dos Sete.

Esse plot é importante pois traz o personagem de Karl Urban de volta para o destaque no que diz respeito à atuação. Descobrimos a existência de Lenny, irmão mais velho de Billy. Destaque para a participação de tia Judy (Barbara Gordon) e a piada super engraçada com o boneco do Capitão Pátria que Billy entrega para o cachorro transar. Já Kimiko (Karen Fukuhara) continua de luto mas decide extravasar sua raiva assassinando brutalmente alguns malfeitores numa cena muito chocante. Francês tenta ajudar ela novamente, mas as coisas continuam praticamento iguais.

Mas, voltando aos Sete, Tempesta continua roubando a cena mostrando toda sua esperteza e dualidade, entendendo como funciona os dias atuais. Depois de tirar Homelander do sério, é a vez de Starlight sofrer com a sua intromissão em assuntos íntimos ao conversar com a mãe da garota e rapidamente extrair diversas informações de ordem intima. Annie sabe que Tempesta é a antiga Liberdade e do que ela é capaz de fazer. A personagem de Aya Cash está sensacional e o roteiro transpõe através dela toda sua habilidade em fazer o diferencial da série, que é mostrar um mundo moderno e neoliberal onde super seres existem. Ela fica como uma intermediária entre Annie e sua mãe, que começam a lavar roupa suja sobre o abuso da mãe ao usar o Composto V nela quando criança.

Por fim, Profundo (Chace Crawford) continua na sua saga para voltar aos Sete, revelando ao mundo sua esposa e participando da Igreja da Coletividade com ações contra assédio ou qualquer comportamento ruim. Por mais que seja um plot um tanto arrastado, o ator está muito bem no papel.

The Boys consegue causar um delicioso incômodo a cada episódio, cada vez em doses maiores. Escrito por Ellie Monahan e dirigido por Batan Silva, o capítulo 2×05 consegue deixar uma expectativa até positiva de certo modo, após o acordo entre Billy e a Vought. Parece que o grupo está mais determinado agora.