Dilema: uma farofa divertida da Netflix (1ª Temporada) | Crítica

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Está no catálogo da Netflix a série Dilema (What/If), que em sua primeira temporada traz uma história sobre confiança, ambições e ganancia. Encabeçando a produção está Renée Zellweger, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua contribuição no filme Cold Mountain.

Quando começamos a assistir, fica a impressão de que se trama de uma versão em série de Proposta Indecente (filme de 1993 com Demi Moore, Robert Redford e Woody Harrelson), como os próprios personagens citam. Isso porque a magnata Anne Montgomery (personagem de Zellweger) se oferece para custear o ambicioso e altruísta projeto de Lisa (Jane Levy) no ramo da saúde em troca de uma noite com o marido da jovem, Sean (Blake Jenner).

Desse modo, Dilema se coloca como uma autêntica farofa. Tramas aleatórias ganham um tempo absurdo de tela como se fosse um spin-off dentro da própria série. É o caso do casal Todd (Keith Powers) e Angela (Samantha Marie Ware), amigos do protagonista que passam por alguns problemas conjugais e além envolvendo o principal cirurgião do hospital onde Angela é residente. A coisa descamba de tal modo que você se pergunta a razão de tudo que está acontecendo.

Um pouco menos, mas ainda assim aleatório, é o drama do irmão de Lisa, Marcos (Juan Castano). Ele sofre de um grande trauma não revelado até os episódios finais, e por isso não se sente à altura do namorado Lionel (John Clarence Stewart). Essas duas tramas que ocorrem paralelamente à principal proporcionam alguns momentos agradáveis, mas também irritam bastante devido ao seu caráter aleatório.

Renée Zellweger abraça o projeto com dedicação e carrega a maior parte da série Netflix. No entanto, os trejeitos da personagem ficam demasiadamente caricatos, incomodando bastante quando tentamos levar a rasa trama à sério. O resto do elenco é formado por atores de qualidade inferior, onde alguns são esforçados mas não conseguem se sobressair no texto que beira a infantilidade em muitos momentos.

O casal testado pelo dilema da série mostra certa química no começo, mas ao longo dos episódios essa magia é eclipsada pela bagunça narrativa apresentada.

Mas vale lembrar que, na condição de farofa, Dilema se sai bem e entrega a cartilha do que é esperado para esse tipo de trama, com lições de moral, tensões sexuais e especulações financeiras do sujo mundo empresarial. Se você chegar na metade, vai querer maratonar até o fim.