Crítica | Constantine – City of Demons

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John Constantine, apesar de ser um personagem famoso dos quadrinhos, acabou não recebendo muitas adaptações dignas para o cinema ou séries. O filme com Keanu Reeves é divertido e a série tinha boas ideias e um bom ator protagonista, mas ficam muito aquém das aventuras do mago inglês.

Buscando uma nova abordagem e ainda utilizando o atual Constantine das séries – Matt Ryan –  como dublador, a série da CW Seed Constantine – City of Demons traz o personagem para o mundo das animações e é inspirada diretamente nos quadrinhos. Até o momento foram liberados 5 episódios de 6 minutos e ainda este ano outros 5 serão disponibilizados no serviço de streaming.

City of Demons é inspirada em uma história de Mike Carey e traz o mago inglês em uma história envolvendo a possessão da filha do seu melhor amigo, Chas. A história também faz um paralelo com o famoso acontecimento de Newcastle, conhecido pelos fãs do personagem.

Em termos gerais, City of Demons é uma animação decente e procura trazer uma história mais adulta e mais parecida com os quadrinhos. Eu tenho problemas pessoais com o estilo da animação e acredito que a DC já teve produções melhores antigamente, mas não é algo que atrapalhe muito a experiência. Eu gostaria que o estilo da arte fosse algo mais sombrio e menos colorido, porque em alguns momentos existem cenas mais violentas ou cenas de terror que não combinam com o estilo mais colorido da arte.

Falando em uma história mais adulta, a série busca trazer temas mais sérios e finalmente mostra o personagem bebendo e fumando, mas às vezes, ao tentar passar um ar mais adulto, acaba colocando violência gratuita e acho que isso é coisa de adolescente querendo ser mais velho. Outro problema da série é colocar a magia de John como algo muito pirotécnico, algo que não acontece nas melhores histórias do personagem. O grande “poder” de Constantine é sua lábia, e isso até que é colocado de forma interessante na série, muito pela ótima dublagem de Matt Ryan, que incorporou bem o personagem na cultura pop.

Apesar de serem 5 episódios, eles são curtos e no final parecem um episódio piloto da série. Não entendo por que escolheram episódios tão curtos para contar uma história mais séria, eu acredito que episódios de 20 minutos seriam mais efetivos. O tamanho dos episódios chega a ser frustrante por causa dos cortes em momentos-chave.

Apesar dos problemas, Constantine – City of Demons consegue trazer conceitos interessantes dos quadrinhos e um sentimento mais adulto para o personagem. Eu gostaria que a série evitasse mais as pirotecnias com as magias e focasse mais no terror e diálogos, pontos fortes do quadrinho original. Vamos esperar que os próximos episódios consigam desenvolver melhor a história e mostrar o personagem da forma digna que merece.