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CosmoNerd conversa com KayBear sobre Cosplay e preconceito

Edipo Pereira

2 out, 2015

Garota Cosplayer esbanja simpatia e humildade - e mostra que preconceito é babaquice

Não deve ser incomum para quem é ou acompanha o universo Cosplay uma situação parecida com a da imagem a seguir:

kay

Seria redundante afirmar que o sujeito que comenta na imagem sofre de falta de massa cinzenta no cérebro. Mas por menor ou medíocre que seja, é sempre importante lembrarmos o quão mal podem fazer os mais variados tipos de preconceito. Ao falar de Cosplay, sempre seremos repetitivos a e didáticos com a premissa de que qualquer pessoa tem o direito de interpretar o personagem que bem entender.

Voltando à imagem acima, trata-se da norte americana KayBear, caracterizada como a personagem Jinx do jogo online League of Legends (LOL), game que é uma verdadeira febre mundial da mesma forma que a cultura Cosplay cresce com o passar do tempo. Conseguimos uma entrevista exclusiva com a bela e simpática garota, que você pode conferir logo a seguir:

Nidalee

CosmoNerd: Nós somos do Brasil, do site CosmoNerd.com.br e gostaríamos de fazer uma entrevista com você, tudo bem?

KayBear: Claro! Embora eu não fale português =/

CosmoNerd: Queremos passar a mensagem de que a cultura Cosplay está além de questões étnicas onde todos podem participar, e você é um exemplo de beleza e inspiração. Você pode nos dizer quando decidiu se tornar Cosplayer?

KayBear: Comecei fazendo cosplay em maio numa convenção em Atlanta chamada Momocon. Meu irmão mais novo me convenceu a ir e tentar participar de Cosplay com ele porque ele estava fazendo isso e não queria ficar sozinho. Foi a primeira convenção que participei, e eu imediatamente me apaixonei com os figurinos incríveis, atmosfera amigável e atividades divertidas que você pode fazer. Meu primeiro traje era de Nidalee (outra personagem de League of Legends) e eu fui atrás dos preparativos no último minuto, apenas na semana antes do evento. Descobriu-se muito melhor do que o inicialmente era esperado. Depois fiquei obcecada.

KayBear: Você tem mais alguma dúvida? Estou animada!

CosmoNerd: Qual país e cidade você vive?

KayBear: Eu vivo em Atlanta, Georgia - EUA.

CosmoNerd: Você já passou por alguma situação desagradável de discriminação e preconceito?

KayBear: Eu nunca precisei lidar com a discriminação através da internet ou no ambiente Cosplay fora dela, as pessoas não dizem essas coisas na minha cara. Houveram pessoas que me chamaram de nomes com a letra "N" e que só poderia me vestir de personagens negros e que meu Cosplay é ruim por não ser igual. Eu vejo esses comentários todos os dias, mas isso não me para. Faço isso para mim e não para impressionar ninguém. Eu coloquei tanto trabalho nisso como qualquer pessoa branca ou asiática ou qualquer outra raça. Eu acho que a qualidade dos meus trajes deveria importar mais do que a minha cor de pele, mas sempre haverá pessoas lá fora que só se preocupam com isso!

Não há nada que alguém possa dizer que possa ferir os meus sentimentos ou me fazer parar de fazer o que eu amo. No final do dia, Cosplay é apenas para diversão e não é uma competição para ver quem faz isso melhor. Minha cor da pele me faz quem eu sou, não há nada de errado com isso e não será mudado. Aceite-me como eu sou ou não, eu ainda estou feliz de qualquer maneira. Eu quero dizer obrigado a todos que me apoiaram e me defenderam contra aqueles que me discriminaram. Isso significa mais para mim do que qualquer outra coisa.

CosmoNerd: Gostaríamos de parabeniza-la e dizer que seguimos seus projetos, você é muito bonita e seus trajes maravilhosos, você é incrível! Obrigado pela sua atenção, seus seguidores do Brasil irão adorar
Eu vou postar o link, quando nós publicamos no site, eu tenho certeza que seus seguidores brasileiros vão adorar!

KayBear: Não, obrigado você. Eu aprecio seu interesse.

Entrevista: Brenna Petrova

Jinx

Além de uma boa conversa, uma lição de como encarar os problemas foi dada no texto acima. Nós do CosmoNerd esperamos que sirva de inspiração para qualquer pessoa que enfrente dificuldades na vida, seja no meio que for. Faça as coisas por você mesmo, com dedicação e qualidade, que o reconhecimento virá. E o preconceito? Coisa de babaca.

Gostou da entrevista? Deixe suas impressões sobre Cosplay, KayBear, preconceito e tudo mais nos comentários!

Para conferir os próximos trabalhos de KayBear, assim como os anteriores, você pode acessar sua página no Facebook.

Agradecimento especial a Brenna Petrova pela iniciativa e amizade.

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