Os Incríveis 2 em: o resgate de um Oscar

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Chegou a hora de falar sobre “Os Incríveis 2“! Eu assisti à pré-estreia deste filme que, particularmente, esperei muito para ver e até falei um pouco sobre ele. Isso porque o curta da Pixar, “Bao”, me empolgou bem mais. Aliás, “Bao” também é indicado ao Oscar 2019 na categoria curta de animação. Para quem não leu sobre minha paixão por “Bao” de Domee Shi, clica aqui.

A continuação desta família de heróis foi muito esperada. Foram 14 longos anos entre o primeiro e o segundo filme. Foram tantos anos! Houve uma época na minha vida em que eu jurava que o segundo filme já havia sido produzido.

Muitos dizem que o filme não é essas coisas todas. Outros dizem que esperavam mais. Os fãs mais alucinados dizem que o filme é sim incrível. Eu acho que sob o ponto de vista do roteiro, “Os Incríveis 2” poderia ter avançado mais. Talvez esse tempo todo de intervalo tenha criado um roteiro que, apesar do importante e necessário protagonismo da personagem feminina (a mulher-elástico é demais), o restante da história parece parado no tempo em que foi escrito. Entretém, mas não inova.

Por outro lado, a qualidade técnica do filme é praticamente perfeita. Texturas, cores, sons, em um padrão tão alto que dificultará as próximas animações em 3D. Fazer melhor que “Os Incríveis” será uma dura missão (que eu acho que “Homem-Aranha no Aranhaverso” consegui, mas a gente fala sobre isso depois do Oscar).

É inevitável concluir que não foi o roteiro que levou “Os Incríveis 2” para essa indicação. Foi, com certeza, a parte técnica que quase assusta de tão perfeita. Além disso, é uma daquelas indicações políticas. É a Pixar, é a Disney, é o Brad Bird que é um cara competente… ah, é a Academia. Se eles ganharem o Oscar não será surpresa, mas está longe de ser a minha aposta.

Obs.: Ano passado errei. Torcia pelo “Com Amor, Van Gogh”. Só lamentos!