A segunda temporada de X-Men ’97 estreia no Disney+ retomando imediatamente os acontecimentos do explosivo desfecho do primeiro ano. Em vez de oferecer um recomeço, a animação mergulha diretamente nas consequências da batalha contra Bastion e amplia sua escala ao transformar a viagem no tempo no eixo central da narrativa. Nos três primeiros episódios, os heróis são divididos entre passado, presente e futuro, enquanto uma antiga ameaça começa a tomar forma novamente: Apocalipse.
A nova leva de episódios também expande o universo mutante com a introdução de equipes clássicas dos quadrinhos, como X-Force e X-Factor, além de conectar diferentes gerações da família Summers. O resultado é uma sequência de capítulos que acelera o ritmo da temporada logo em seu início e prepara um conflito de grandes proporções para os seis episódios restantes.
Mãe Askani revela o verdadeiro plano para salvar o futuro em X-Men ’97
O episódio de estreia, “Dias de um Futuro Esquecido”, mostra os X-Men espalhados por diferentes períodos da história após a explosão do asteroide no final da temporada anterior. Enquanto Forge e Bishop iniciam uma missão para localizar os companheiros desaparecidos, os demais descobrem que sua separação não aconteceu por acaso.
No futuro, Forge reencontra Tempestade em um mundo devastado pelo domínio de Apocalipse. É ali que ambos chegam ao refúgio comandado pela misteriosa Mãe Askani, responsável por criar Nathan Summers após ele ser enviado para o futuro ainda criança para sobreviver ao vírus tecno-orgânico.
Nathan está em treinamento para assumir a identidade de Cable, enquanto Jean Grey e Ciclope tentam aproveitar os momentos que ainda podem passar ao lado do filho. No entanto, Apocalipse também descobre a importância do garoto e passa a vê-lo como o hospedeiro ideal para sua sobrevivência.
A principal revelação do episódio acontece quando Mãe Askani finalmente retira seu capuz. Ela confirma ser Rachel Summers, filha de Ciclope e Jean Grey em uma linha temporal alternativa. Foi ela quem deliberadamente espalhou os X-Men através do tempo para alterar acontecimentos considerados fundamentais na ascensão de Apocalipse.
Enquanto os heróis enfrentam os Cavaleiros do vilão para resgatar Nathan, o jovem finalmente assume características que remetem ao Cable conhecido pelos fãs, incluindo a criação de seu tradicional braço metálico utilizando a própria tecnologia de Apocalipse.

X-Force e X-Factor entram em cena
O segundo episódio desloca a ação para o presente e apresenta duas formações bastante conhecidas dos quadrinhos.
Cable reúne Jubileu, Mancha Solar, Psylocke e Arcanjo para formar a X-Force, grupo especializado em missões de caráter militar e disposto a tomar decisões muito mais duras do que aquelas normalmente adotadas pelos X-Men.
A primeira operação coloca a equipe na caça a Guerra, um dos Cavaleiros de Apocalipse. Durante a missão, Cable demonstra estar disposto até mesmo a executar seus inimigos, provocando desconforto em Jubileu, que questiona os métodos utilizados pelo líder da equipe.
Ao mesmo tempo, surge o X-Factor, organização criada pelo governo após os X-Men serem considerados mortos. Sob coordenação da Dra. Valerie Cooper, o grupo reúne personagens conhecidos como Havok, Polaris, Lupina, Homem-Forte e Homem-Múltiplo.
Entretanto, a missão oficial do X-Factor rapidamente levanta dúvidas. Em vez de proteger os mutantes, a equipe passa a capturá-los e mantê-los presos sob o argumento de preservar a segurança pública.
Essa política leva ao confronto inevitável com a X-Force. Após uma armadilha organizada com informações fornecidas por Emma Frost, Jubileu acaba capturada em uma gigantesca base aérea onde diversos mutantes permanecem encarcerados.
Sua aliança inesperada com Polaris muda completamente o rumo da situação. As duas conseguem libertar todos os prisioneiros, transformando a X-Force em inimiga declarada das autoridades e elevando o nível de tensão política da temporada.
Enquanto isso, os integrantes presos no futuro conseguem finalmente retornar à linha temporal principal.

Magneto tenta impedir o nascimento de Apocalipse
O terceiro episódio muda novamente o cenário e leva outra parte dos X-Men para aproximadamente cinco mil anos no passado.
Ali, Magneto aposta em uma estratégia ousada: impedir que En Sabah Nur se transforme no futuro Apocalipse. Em vez de eliminá-lo, o líder mutante acredita que pode conduzi-lo pelos ideais de coexistência defendidos por Charles Xavier.
Nur trava uma guerra contra Rama-Tut, governante que domina a região utilizando tecnologia extremamente avançada para a época. Os X-Men enxergam nesse arsenal a oportunidade perfeita para retornar ao presente.
Durante o conflito, En Sabah Nur desperta plenamente seus poderes e derrota o exército robótico comandado por Logos. Inicialmente, ele aceita a sugestão de Magneto e decide poupar o inimigo derrotado, alimentando a esperança de que seu destino realmente possa ser alterado.
No entanto, a situação muda rapidamente quando Baal descobre a interferência dos X-Men. Sentindo-se manipulado, Nur executa Logos e demonstra que sua transformação em Apocalipse talvez seja inevitável.
Enquanto Xavier investiga mentalmente as verdadeiras intenções de Rama-Tut, Bishop reaparece trazendo equipamentos capazes de retirar a equipe daquela época. Antes que consigam escapar, porém, Rama-Tut lança um ataque devastador contra os heróis, encerrando o episódio em um grande suspense.

Kang pode ser uma das grandes surpresas da temporada
O terceiro episódio ainda deixa uma referência importante para os leitores dos quadrinhos. Rama-Tut é uma das identidades utilizadas por Kang, o Conquistador, um dos maiores viajantes temporais da Marvel.
Embora a série ainda não confirme qual será o tamanho dessa participação, a presença do personagem amplia significativamente o alcance da trama e reforça que a guerra temporal envolvendo Apocalipse pode ser muito maior do que parecia inicialmente.
Primeiros episódios mostram que a série X-Men ’97 mantém o alto nível
Depois das mudanças ocorridas nos bastidores entre as duas temporadas, existia certa expectativa sobre o impacto que isso teria na produção. Os três primeiros episódios, porém, indicam que X-Men ’97 continua apostando na mesma combinação que fez sucesso no primeiro ano: desenvolvimento dos personagens, respeito à mitologia dos quadrinhos e uma narrativa que equilibra ação, ficção científica e drama familiar.
Ao dividir seus protagonistas entre diferentes períodos históricos, a série amplia seu escopo sem perder de vista os conflitos centrais dos mutantes. Ao mesmo tempo, prepara o terreno para um confronto definitivo contra Apocalipse, que promete unificar todas as linhas temporais construídas até aqui.
Com apenas um terço da temporada exibido, X-Men ’97 já demonstra que pretende transformar sua segunda temporada em uma das produções mais ambiciosas do universo animado da Marvel.