Uma Segunda Chance (2026) Crítica do Filme Uma Segunda Chance (2026) Crítica do Filme

Uma Segunda Chance (2026) Crítica do Filme | Prime Video

Baseado no livro de Colleen Hoover, Uma Segunda Chance (Reminders of Him) chega ao Prime Video após campanha no cinema como uma adaptação que aposta no drama romântico para contar uma história sobre culpa, luto, maternidade e perdão. Dirigido por Vanessa Caswill e escrito por Lauren Levine em parceria com a própria Hoover, o filme encontra em Maika Monroe seu principal ponto de sustentação.

Monroe interpreta Kenna, uma jovem que acaba de deixar a prisão depois de cumprir pena pelo acidente que matou seu namorado, Scotty (Rudy Pankow). Durante os anos em que esteve presa, sua filha Diem nasceu e foi criada pelos pais de Scotty, interpretados por Lauren Graham e Bradley Whitford. Sem direitos legais sobre a menina, Kenna retorna à cidade determinada a finalmente conhecer a filha que nunca teve nos braços.

É nesse contexto que ela conhece Ledger (Tyriq Withers), melhor amigo de Scotty e uma espécie de figura paterna para Diem. O encontro inicialmente casual ganha outro significado quando os dois descobrem suas respectivas ligações com a família. A partir daí, Uma Segunda Chance constrói seu romance em meio ao conflito entre os sentimentos de Kenna e Ledger e a resistência dos avós de Diem.

Maika Monroe é o destaque de Uma Segunda Chance

A relação entre Kenna e Ledger funciona principalmente pela química entre Monroe e Withers. O roteiro cria momentos românticos capazes de equilibrar a carga dramática, enquanto os flashbacks ajudam a reconstruir gradualmente o relacionamento entre Kenna e Scotty e as circunstâncias que levaram à tragédia.

Maika Monroe, conhecida por trabalhos como Longlegs – Vínculo Mortal, entrega a atuação mais consistente do elenco. A atriz consegue transmitir a vulnerabilidade de Kenna sem transformar a personagem em uma figura excessivamente melodramática. Lauren Graham e Bradley Whitford também acrescentam peso ao núcleo familiar.

O problema é a previsibilidade

Apesar dos acertos, Uma Segunda Chance não se arrisca muito além da fórmula esperada de uma adaptação de romance de Colleen Hoover. Os principais conflitos são apresentados de maneira relativamente simples, e o desenvolvimento da história torna seu desfecho previsível.

O próprio passado de Kenna também gera uma questão interessante. Como o acidente é mostrado essencialmente como uma tragédia sem uma culpa deliberada da personagem, o conceito de redenção perde parte de sua força. Kenna busca uma segunda chance, mas o roteiro nem sempre consegue estabelecer com clareza aquilo pelo qual ela precisaria ser perdoada.

Vanessa Caswill conduz o longa com segurança, mantendo bom ritmo e integrando os flashbacks à narrativa principal. A trilha sonora, porém, por vezes reforça demais o sentimentalismo.

No fim, Uma Segunda Chance é uma adaptação convencional, mas funcional. O filme não reinventa o romance dramático de Colleen Hoover, mas encontra em Maika Monroe uma protagonista capaz de transformar uma história previsível em uma experiência emocionalmente envolvente.