O oitavo episódio da segunda temporada de Uma Mente Excepcional (High Potential), intitulado “The One That Got Away: Part Two”, marca o retorno da série após a pausa de meio de temporada e confirma a aposta da ABC em um arco mais sombrio e contínuo. Disponível desde janeiro no Disney+, o capítulo retoma diretamente os eventos do episódio anterior, combinando a resolução do caso do Rembrandt roubado com o avanço da trama central envolvendo Roman e a crescente ameaça que cerca Morgan. Confira a nossa crítica e resumo do que rolou no episódio 8.
Recapitulação do episódio 2×08 de Uma Mente Excepcional (High Potential)
A continuação do caso do Rembrandt roubado
O episódio começa com um flashback que mostra o momento em que um jovem casal encontra o corpo do curador do museu, Cyrus Carrow. A morte dele muda completamente o peso da investigação do Rembrandt desaparecido, que até então parecia apenas mais um caso de roubo de arte. A equipe de Crimes Graves passa a tratar o ocorrido como homicídio, enquanto Morgan (Kaitlin Olson) tenta encaixar as peças que ficaram soltas no episódio anterior.
Karadec (Daniel Sunjata) levanta a possibilidade de Cyrus não ser apenas uma vítima, mas parte ativa do esquema, enquanto demonstra ceticismo em relação à culpa de Jean Baptiste, nome que surgiu como principal suspeito. Paralelamente, Morgan decide investigar por conta própria o quarto de hotel de Rhys (Aidan Turner), homem com quem ela se envolveu e que agora ocupa o centro de suas desconfianças. Ao ser seguida por Karadec, Morgan revela sua teoria: Rhys pode ser Jean Baptiste.
A descoberta de uma pintura no quarto de Rhys aumenta as suspeitas, mas não há provas suficientes para ligá-la diretamente ao Rembrandt roubado. O roteiro usa esse impasse para aprofundar o conflito entre Morgan e Karadec, que se vê dividido entre a lealdade à parceira e a obrigação de seguir as ordens do Capitão Wagner.
Morgan, Karadec e o peso das escolhas
Um dos pontos centrais de “The One That Got Away: Part Two” é o embate ético entre Morgan e Karadec. Wagner (Steve Howey) tenta afastar Morgan da investigação sob justificativas burocráticas, deixando claro que a presença dela no caso é vista como um risco. Karadec, por sua vez, decide desobedecer e continuar trabalhando ao lado dela, mesmo sabendo que isso pode custar sua carreira.
A tensão entre os dois não se limita ao campo profissional. Morgan reconhece que colocou Karadec em uma posição difícil e tenta, ainda que tardiamente, compreender o lado dele. Esse conflito reforça a evolução da dinâmica da dupla, que passa a ser testada não apenas pela genialidade de Morgan, mas pelas consequências práticas de suas decisões.

A reviravolta envolvendo o verdadeiro roubo
As investigações levam a equipe até Emilio, namorado de Cyrus, que se torna suspeito ao surgirem indícios de sua ligação com o roubo. No entanto, as pistas reunidas por Morgan apontam para algo maior. No escritório de Emilio, a equipe acredita ter encontrado o Rembrandt desaparecido, mas a ilusão dura pouco.
Morgan leva Miriam Weisman, a legítima proprietária da obra, até a delegacia para vê-la. É ela quem percebe que o quadro é falso e que o museu jamais teve o original. A revelação muda completamente o rumo do caso e expõe um esquema de fraude envolvendo os verdadeiros donos da pintura, Linda e Greg Foster, que simularam o roubo para receber o dinheiro do seguro.
Cyrus, pago para executar o plano, tentou extorquir os Fosters, o que resultou em sua morte. O casal tenta fugir com o quadro, mas acaba capturado por Karadec e Wagner. A última reviravolta vem quando Morgan flagra Rhys com a pintura original, confirmando que ele é, de fato, Jean Baptiste.
Rhys, Jean Baptiste e a linha tênue da legalidade
Apesar da confirmação, o episódio evita transformar Rhys em um vilão convencional. Ele não é responsável pelo assassinato e se apresenta como alguém que, além de seu trabalho legítimo, age ocasionalmente como uma espécie de “Robin Hood” da arte, devolvendo obras a seus donos originais. Em um gesto silencioso, ele entrega o Rembrandt de volta a Miriam, encerrando sua relação com Morgan antes mesmo de ela realmente começar.
A resolução do caso traz um momento de alívio para a equipe, que celebra com bebidas após um caso particularmente tenso. Ainda assim, a presença de Wagner observando Morgan de longe mantém o clima de desconfiança e sugere que as consequências desse episódio ainda não se esgotaram.

Crítica do episódio 8 da 2ª temporada de Uma Mente Excepcional
A ameaça crescente ligada à mochila de Roman
Enquanto o caso do Rembrandt chega ao fim, a trama mais perigosa do episódio avança nos bastidores. Arthur entra em contato com Morgan para contar que foi emboscado por um homem possivelmente ligado ao desaparecimento de Roman. Ele sobrevive, mas deixa claro que há pessoas dispostas a matar por qualquer coisa que estivesse dentro da mochila.
Arthur reluta em envolver a polícia, já que acredita que foi justamente um agente da lei que forçou Roman a se esconder. Mesmo assim, aceita falar com Selena, que reconhece o perseguidor como alguém cuja foto estava entre os pertences de Roman. A situação se agrava quando Arthur liga dizendo que está sendo seguido novamente e desaparece antes de chegar à delegacia.
O episódio termina de forma inquietante: o celular de Arthur é encontrado no chão, e o mesmo homem passa a observar Morgan à distância em um bar. A mensagem é clara — o perigo agora está muito mais próximo.
“The One That Got Away: Part Two” consolida Uma Mente Excepcional como mais do que uma simples comédia policial. O episódio equilibra bem a resolução de um caso complexo com o avanço de uma trama serializada que coloca Morgan em risco real. Ao fechar o arco do Rembrandt e intensificar o mistério de Roman, a série entra na segunda metade da temporada com um tom mais tenso e uma protagonista cada vez mais cercada por ameaças.