Sobreviva ao Jogo (Survive the Game, 2021) Crítica do Filme de Ação com Bruce Willis Sobreviva ao Jogo (Survive the Game, 2021) Crítica do Filme de Ação com Bruce Willis

Sobreviva ao Jogo (2021) Crítica do Filme de Ação com Bruce Willis

Lançado em 2021, Sobreviva ao Jogo (Survive the Game) é mais um dos diversos thrillers de baixo orçamento estrelados por Bruce Willis durante os últimos anos de sua carreira. Dirigido por James Cullen Bressack e escrito por Ross Peacock, o longa parece reunir elementos de produções como O Jogo Mais Perigoso, Alvo Difícil e tantos outros filmes sobre perseguições em áreas isoladas, mas sem conseguir construir qualquer identidade própria. Confira a nossa crítica do filme disponível no Prime Video.

A trama acompanha os policiais Cal (Swen Temmel) e David (Bruce Willis), que fracassam em uma operação contra traficantes de drogas. A perseguição termina em uma fazenda onde vive Eric (Chad Michael Murray), um homem marcado por uma tragédia familiar. A partir daí, criminosos, policiais e o fazendeiro passam a disputar a sobrevivência em um cenário que deveria funcionar como um suspense de ação, mas rapidamente se transforma em uma sequência de decisões sem lógica.

O principal problema do filme está justamente no roteiro. As ações dos personagens raramente seguem qualquer raciocínio coerente. Criminosos armados deixam adversários escaparem em situações nas quais bastaria apertar o gatilho. Confrontos são interrompidos por escolhas artificiais, claramente criadas apenas para prolongar a narrativa. Em vez de gerar tensão, essas situações acabam produzindo involuntariamente momentos cômicos.

James Cullen Bressack também não consegue extrair impacto das cenas de ação. Os combates corpo a corpo são registrados com câmera excessivamente trêmula e uma edição acelerada que dificulta acompanhar qualquer movimento. A sensação é de que a montagem tenta esconder limitações de coreografia e produção, comprometendo ainda mais a experiência.

O elenco também pouco ajuda. Chad Michael Murray assume o protagonismo sem encontrar profundidade para seu personagem, enquanto Swen Temmel entrega um policial pouco convincente. Bruce Willis, por sua vez, permanece grande parte do tempo sentado após seu personagem ser ferido logo no início da história, participando apenas de momentos pontuais da narrativa. Sua presença funciona muito mais como chamariz comercial do que como peça importante para o desenvolvimento da trama.

Crítica do filme: vale à pena assistir Sobreviva ao Jogo no Prime Video?

A produção ainda tenta construir vilões intimidadores, mas eles acumulam erros estratégicos e atitudes incompatíveis com a ameaça que o roteiro pretende estabelecer. Em diversos momentos, a impressão é que ninguém naquele universo consegue agir de forma minimamente eficiente, tornando difícil criar qualquer envolvimento com os acontecimentos.

No fim, Sobreviva ao Jogo representa um exemplo claro da fase mais desgastada da filmografia recente de Bruce Willis. Com direção desorganizada, roteiro repleto de incoerências, atuações limitadas e cenas de ação incapazes de gerar impacto, o longa fracassa tanto como suspense quanto como filme de ação. O resultado é uma produção que desperta mais incredulidade do que tensão e que dificilmente encontrará qualidades capazes de justificar seus 97 minutos de duração.