Sentença de Morte (Shadow Force, 2026) - Crítica, fatos e curiosidades do filme Sentença de Morte (Shadow Force, 2026) - Crítica, fatos e curiosidades do filme

Sentença de Morte (Shadow Force, 2025) | Crítica do Filme

Dirigido por Joe Carnahan, Sentença de Morte (Shadow Force, 2025) chegou ao catálogo do Prime Video figurando rapidamente entre os títulos mais assistidos da plataforma. O longa aposta em uma fórmula conhecida do cinema de ação, ao combinar romance, espionagem e perseguições globais, sustentado principalmente pela presença de Kerry Washington e Omar Sy como protagonistas.

A trama de Shadow Force

Na trama, Washington interpreta Kyrah, enquanto Sy vive Isaac, dois agentes de elite de uma organização secreta ligada à CIA. O grupo, comandado por Jack Cinder (Mark Strong), atua no combate a ameaças internacionais sob uma regra rígida: ninguém pode abandonar a organização. O problema surge quando Kyrah e Isaac se apaixonam, formam uma família e decidem desertar após o nascimento do filho, Ky (Jahleel Kamara). Anos depois, Cinder — agora uma figura influente no cenário político internacional — coloca todos os recursos à disposição para caçar o casal, já que ambos sabem demais sobre operações sigilosas.

Embora o ponto de partida remeta a produções como Sr. e Sra. Smith, Sentença de Morte busca um caminho próprio ao mostrar Kyrah atuando sozinha durante boa parte do início do filme. Enquanto Isaac tenta levar uma vida discreta ao lado do filho, a personagem de Washington enfrenta antigos aliados em uma tentativa de manter a família fora do radar. Essa separação inicial dá ao filme um ritmo mais fragmentado, até que um incidente força a reunião do casal e recoloca a engrenagem da ação em movimento.

O roteiro não esconde sua dependência de clichês do gênero, mas isso não chega a ser um problema central. A previsibilidade funciona como um elemento de conforto, especialmente porque Washington e Sy não são atores associados diretamente ao cinema de ação. Essa escolha reforça o contraste entre a rotina familiar dos personagens e seu passado violento, ajudando a humanizar figuras que, em outros filmes do gênero, seriam apenas arquétipos.

O maior entrave de Sentença de Morte está na direção de Joe Carnahan. Conhecido por thrillers mais tensos e estilizados, o cineasta entrega aqui um trabalho surpreendentemente contido. A ação carece de identidade visual, com sequências pouco inventivas e uma paleta de cores apagada. Mesmo com a história se passando em diferentes países, o filme raramente transmite a sensação de escala internacional típica das grandes produções de espionagem.

Entre os antagonistas, Mark Strong se destaca por saber exatamente que tipo de vilão está interpretando. O ator adiciona presença a um personagem que poderia facilmente cair na caricatura. Já os mercenários que surgem ao longo do caminho cumprem apenas funções narrativas, sem maior desenvolvimento.

O elenco de apoio inclui Da’Vine Joy Randolph e Method Man, que interpretam antigos aliados do casal. Randolph constrói uma figura intimidadora de forma convincente, enquanto Method Man adiciona leveza pontual com comentários bem-humorados. As cenas familiares, por sua vez, funcionam melhor do que a ação, reforçando o eixo emocional da história.

Sentença de Morte (Shadow Force, 2026) - Crítica, fatos e curiosidades do filme
Créditos da imagem: Lionsgate

Crítica: vale à pena assistir Sentença de Morte no Prime Video?

No fim, Sentença de Morte se estabelece como um entretenimento eficiente, mas limitado. Com um elenco carismático e uma premissa que poderia render discussões mais amplas sobre lealdade, família e poder institucional, o filme acaba optando pelo caminho mais seguro. Não é uma experiência memorável, mas cumpre sua função dentro do catálogo do Prime Video, especialmente para quem busca um thriller de ação direto e sem grandes ambições.