Quando a Morte Sussurra 3 (2026) - Crítica, Fatos e Curiosidades do filme de terror tailandês da Netflix Quando a Morte Sussurra 3 (2026) - Crítica, Fatos e Curiosidades do filme de terror tailandês da Netflix

Quando a Morte Sussurra 3 (2025) | Crítica do Filme de Terror | Netflix

Pouco tempo depois dos acontecimentos do longa anterior, Quando a Morte Sussurra 3 retoma a história da família marcada por perdas, possessões e confrontos espirituais. Yad está grávida e retorna à antiga casa enquanto o marido viaja a trabalho. Em paralelo, a pequena Yee celebra a queda de seu último dente de leite, que acaba parando no telhado. O detalhe aparentemente banal se transforma no gatilho para mais uma tragédia quando um espírito retorna, rouba o dente da criança e volta a possuir a integrante mais jovem da família, atraindo-a para uma floresta considerada proibida. Leia a nossa crítica do filme de terror que chega na Netflix.

Diante da ameaça, Yak, Sarge, Yos e Yod se unem novamente para enfrentar a entidade maligna e o xamã responsável por sua ressurreição, além de tentar resgatar Yee e Yad. A ideia de família como força motriz segue sendo o eixo central da franquia, reforçando o lema implícito da série: unidos contra o sobrenatural, mesmo quando o perigo insiste em retornar.

O primeiro Quando a Morte Sussurra conquistou espaço entre os destaques do terror tailandês recente justamente por construir, com calma, uma dinâmica familiar crível. O ritmo mais lento permitia acompanhar relações, conflitos e lutos, tornando os eventos sobrenaturais mais impactantes. O segundo capítulo acelerou o passo, apostando mais em ação e horror direto. Já o terceiro filme tenta recuperar a atmosfera do início da saga, mas acaba tropeçando na própria estrutura.

Com duração de 1h44min, o novo longa é mais enxuto do que seus antecessores, mas ainda transmite sensação de excesso. A introdução é deliberadamente tranquila, com cenas domésticas que reforçam o vínculo entre os personagens. Esse início funciona, especialmente no reencontro da família à mesa, agora sem Yam, mas unida pela expectativa da chegada de um novo membro.

O problema surge quando o filme atinge rapidamente seu momento mais forte, cerca de 15 minutos após o início, na sequência ambientada na escola, quando Yee reage de forma agressiva a uma colega. A cena estabelece a personalidade destemida da personagem e cria tensão imediata. No entanto, a narrativa avança de forma abrupta logo depois, com cortes que enfraquecem a progressão dramática e deixam lacunas difíceis de ignorar.

A introdução da floresta proibida, de um tabuleiro Ouija e de personagens misteriosos adiciona novos elementos ao universo da franquia, mas também levanta questionamentos sobre coerência interna. Falta tempo para que essas ideias sejam desenvolvidas com clareza, o que compromete o impacto de decisões importantes da trama.

Yak, figura central inspirada em heróis clássicos do terror, apresenta aqui uma personalidade mais contida. Essa mudança pode indicar uma tentativa de afastamento das referências diretas, mas acaba frustrando parte do que tornava o personagem carismático. Em contrapartida, o filme acerta ao reduzir excessos verbais apontados como problema nos capítulos anteriores.

Quando a Morte Sussurra 3 (2026) - Crítica, Fatos e Curiosidades do filme de terror tailandês da Netflix

Crítica de Quando a Morte Sussurra 3: vale à pena ver o terror na Netflix?

Nos aspectos técnicos, a maquiagem prática se destaca, especialmente no visual do xamã. Já os efeitos digitais deixam a desejar. O CGI é irregular e algumas escolhas, como a cena da cobra gigante, parecem desnecessárias. O uso frequente de sangue digital e empalamentos explícitos também chama atenção mais pelo exagero do que pela eficácia.

Quando a Morte Sussurra 3, disponível na Netflix, não é um filme fraco, mas tampouco alcança o impacto dos melhores momentos da franquia. Há ideias interessantes, personagens já conhecidos e um espírito que literalmente sussurra para manipular suas vítimas. Ainda assim, o resultado final soa irregular. Funciona como continuação, mas deixa a sensação de que o potencial da saga poderia ter sido explorado com mais cuidado.