O episódio 10 da 5ª temporada de Pesadelo na Cozinha, intitulado “Arena Nacional – Barra Funda/SP”, leva Erick Jacquin a um cenário que mistura esporte e gastronomia, mas que falha em ambos. Instalado em um complexo de beach tennis na zona oeste de São Paulo, o restaurante analisado enfrenta problemas que vão além da cozinha, atingindo diretamente a gestão e o relacionamento entre equipe e liderança. Confira a crítica do novo episódio disponível no HBO Max.
Um conceito promissor que não se sustenta
Restaurante dentro de complexo esportivo desafia operação
A proposta do Arena Nacional parte de uma ideia clara: oferecer alimentação para um público que frequenta atividades físicas. No entanto, a execução revela desconexão. O cardápio apresentado não dialoga com esse perfil, deixando de lado opções mais alinhadas ao consumo de proteínas e refeições leves.
Outro ponto crítico é a estrutura física. A distância entre cozinha e salão compromete a experiência do cliente, com pratos chegando frios à mesa. Essa falha operacional evidencia a ausência de planejamento básico, algo recorrente em estabelecimentos que passam pelo programa.
Problemas sanitários e falhas no serviço
Higiene precária agrava situação
Como em outros episódios do reality, as condições sanitárias chamam atenção. Presença de insetos, armazenamento inadequado de alimentos e utensílios em condições insatisfatórias são alguns dos problemas identificados. Esses elementos não apenas afetam a qualidade do serviço, mas colocam em risco a segurança alimentar.
A falta de insumos e a desorganização na cozinha reforçam a sensação de um negócio sem controle. A equipe, por sua vez, demonstra dificuldade em manter um padrão mínimo de funcionamento.
Conflitos e gestão fragilizada
Discussão com proprietário domina episódio
O ponto central do episódio é o embate entre Jacquin e o proprietário, Jorge Bavab. Diferente de outras edições, em que há resistência inicial seguida de abertura ao diálogo, aqui o conflito escala rapidamente. O dono do estabelecimento reage de forma defensiva às críticas, criando um ambiente de tensão constante.
A situação se agrava quando ele decide se afastar temporariamente, deixando o comando nas mãos do filho, que não possui competência suficiente. O resultado é um colapso no serviço, com clientes deixando o local e funcionários cogitando abandonar o trabalho.
Um episódio irregular dentro da temporada 5 de Pesadelo na Cozinha
Cansaço do formato impacta narrativa
Comparado a outros momentos da 5ª temporada, este episódio apresenta menor impacto. Parte disso pode ser atribuída a um desgaste perceptível do formato. A repetição de conflitos intensos, somada a uma temporada mais longa, reduz o efeito dramático que antes marcava o programa.
Além disso, os personagens centrais não possuem o mesmo carisma visto em episódios anteriores, o que compromete o envolvimento do público. Mesmo com um cenário diferente — um restaurante acoplado a uma quadra esportiva —, o desenvolvimento não sustenta a proposta inicial.

Proposta interessante, mas execução limitada
Apesar das fragilidades, o episódio parte de uma ideia relevante: adaptar a gastronomia a um ambiente esportivo. Essa abordagem poderia render soluções criativas, tanto no cardápio quanto na operação. No entanto, a resistência dos proprietários e a falta de preparo da equipe dificultam a implementação das mudanças sugeridas.
Vale a pena assistir o Episódio 10 da Temporada 5 de Pesadelo na Cozinha na HBO Max?
“Arena Nacional – Barra Funda/SP” entrega os elementos clássicos de Pesadelo na Cozinha — conflito, problemas estruturais e tentativa de transformação —, mas com menor intensidade narrativa. Ainda assim, funciona como estudo de caso sobre gestão ineficiente e desalinhamento de proposta de negócio.
Para quem acompanha a temporada, o episódio ajuda a entender os limites do formato e os desafios enfrentados por estabelecimentos que não conseguem alinhar conceito, operação e liderança.