Perdendo o Juízo (2026) - Crítica e Fatos da série espanhola da Netflix Perdendo o Juízo (2026) - Crítica e Fatos da série espanhola da Netflix

Perdendo o Juízo | Crítica e Resumo do Episódio 1 da Série Netflix

Série espanhola da Netflix apresenta na estreia uma protagonista em busca de reconstrução

O primeiro episódio de Perdendo o Juízo deixa claro qual será sua principal proposta: combinar drama jurídico, investigação criminal e uma jornada de reconstrução pessoal sem abrir mão de momentos de humor. A produção espanhola da Netflix apresenta Amanda, uma advogada reconhecida em Madri que vê sua vida desmoronar após sofrer uma crise provocada pelo transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) durante um julgamento decisivo. Confira a crítica e resumo do que rolou na estreia.

A sequência inicial já estabelece o tom da narrativa. O colapso profissional não representa apenas a perda de um caso importante, mas também o início de uma profunda transformação em sua vida pessoal. Nove meses depois, Amanda reaparece em uma situação completamente diferente: afastada do prestígio que possuía, dependente do apoio financeiro do ex-marido e obrigada a aceitar qualquer oportunidade de trabalho disponível.

É nesse contexto que surge Gabriel Ochoa, personagem interpretado por Manu Baqueiro, responsável por conduzi-la a um escritório de advocacia completamente oposto ao ambiente sofisticado que ela conhecia. Enquanto Amanda simboliza a ordem e o controle, Gabriel representa o caos absoluto. A dinâmica entre os dois rapidamente se torna um dos pontos mais interessantes da série.

O escritório funciona como um núcleo de personagens excêntricos que prometem ganhar mais espaço nos próximos episódios. Ainda que o primeiro capítulo esteja concentrado em apresentar a protagonista, já é possível perceber que a convivência entre essas personalidades tão distintas será uma das principais fontes de entretenimento da temporada.

Outro acerto do episódio é a forma como aborda o TOC. Em vez de utilizar a condição apenas como um elemento superficial, a série a transforma em parte fundamental da construção da personagem. Pequenos hábitos, como a necessidade de organizar objetos simetricamente, contar passos ou estabelecer limites físicos nas relações pessoais, ajudam a ilustrar as dificuldades enfrentadas por Amanda sem transformar a situação em caricatura.

O primeiro caso jurídico reforça essa proposta. Amanda passa a defender Paola, uma mulher que também convive com o transtorno obsessivo-compulsivo e que se torna suspeita em uma investigação delicada. A escolha não parece acidental. O caso permite que a protagonista utilize sua própria experiência para compreender a realidade da cliente e, ao mesmo tempo, reflita sobre suas próprias limitações.

Perdendo o Juízo (2026) - Crítica e Fatos da série espanhola da Netflix

Crítica do episódio 1 da série Perdendo o Juízo

Paralelamente, a série introduz um mistério que deverá atravessar toda a temporada. A morte de Jaime levanta suspeitas sobre diversos personagens próximos à protagonista, especialmente César e Sara. As motivações ainda permanecem nebulosas, mas a produção deixa pistas suficientes para alimentar teorias sem entregar respostas precipitadas.

Sem recorrer a grandes excessos narrativos, Perdendo o Juízo estreia demonstrando equilíbrio entre drama, suspense e humor. O episódio inaugural cumpre seu papel ao apresentar personagens carismáticos e estabelecer conflitos que despertam curiosidade para os próximos capítulos. Acima de tudo, a série mostra que pretende construir uma história de longo prazo, onde a investigação criminal e a recuperação emocional de Amanda caminham lado a lado.