O Cavaleiro dos Sete Reinos – Episódio 4 | Crítica e Resumo de “Os Sete”

O episódio 4 de O Cavaleiro dos Sete Reinos, intitulado “Os Sete”, eleva a série a um novo patamar dramático ao transformar um conflito pessoal em um julgamento que envolve honra, política e o peso da Casa Targaryen. Depois do confronto explosivo com o príncipe Aerion no episódio anterior, a produção da HBO Max deixa claro que Sor Duncan, o Alto, não pode mais ser tratado como um simples cavaleiro errante. Suas ações passam a ter consequências diretas no centro do poder de Westeros. Confira a nossa crítica e o resumo do que rolou no episódio.

Recapitulação do episódio 4 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

O capítulo começa exatamente onde o episódio 3 terminou. Dunk está preso em uma cela sob o Castelo de Ashford, aguardando uma decisão que pode custar sua vida ou, no mínimo, seu braço. A atmosfera é de incerteza, e a série aproveita esse confinamento para aprofundar relações e expor motivações que vinham sendo apenas sugeridas.

Dunk preso e Egg dividido entre dever e lealdade

O primeiro a visitar Dunk é Egg, agora vestido como príncipe. A mudança visual reforça a distância que se criou entre os dois desde a revelação de sua verdadeira identidade como Aegon Targaryen. O encontro é carregado de tensão emocional. Egg pede desculpas por ter revelado quem é, enquanto Dunk reage com dureza, tentando manter uma postura distante. Ainda assim, fica evidente que a ligação entre eles não foi quebrada, apenas colocada à prova.

Pouco depois, Dunk é convocado para falar com o príncipe Baelor Targaryen. A conversa esclarece o tamanho do problema: além de ter atacado Aerion, Dunk agora é acusado de sequestrar Egg. A denúncia partiu de Daeron, irmão de Egg, agravando a situação do cavaleiro errante. Baelor reconhece que Dunk agiu movido por seus votos, mas deixa claro que não pode simplesmente absolvê-lo. A honra da Casa Targaryen exige um julgamento.

O Julgamento dos Sete e o jogo político de Aerion

Baelor sugere que Dunk peça um julgamento por combate, algo previsto pelas leis de Westeros. A solução parece justa à primeira vista, mas logo se revela uma armadilha. Aerion exige um Julgamento dos Sete, uma forma antiga e rara de combate ritual. Para vencer, Dunk precisaria reunir seis homens dispostos a lutar ao seu lado. Caso não consiga, será considerado culpado automaticamente.

Maekar Targaryen percebe imediatamente a manobra do filho. Aerion sabe que um cavaleiro errante, sem terras ou prestígio, dificilmente reunirá sete espadas. Dunk também entende o risco: não se trata apenas de vencer uma luta, mas de provar que não está sozinho em um mundo que constantemente o ignora.

O novo escudo e o peso do simbolismo

Antes da batalha, Dunk finalmente recebe seu novo escudo. Com os artistas de marionetes fugidos após o ataque de Aerion, Tanselle deixou o escudo sob os cuidados do armeiro Steely Pate. O brasão — um olmo verde sob um céu alaranjado, com uma estrela cadente — chama a atenção de Dunk, que enxerga no desenho um possível presságio de queda e morte.

Análise e explicação do episódio 4 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

A leitura pessimista reflete o estado emocional do personagem. No entanto, Steely Pate oferece outra interpretação: o olmo permanece vivo, forte e enraizado. Ao aceitar apenas uma moeda simbólica pelo reforço do escudo, o armeiro reforça um dos temas centrais do episódio — Dunk tem mais aliados do que imagina, mesmo entre pessoas simples.

O sonho profético de Daeron explicado

Egg retorna acompanhado de Daeron, cuja presença causa desconforto imediato. O príncipe bêbado foi responsável por agravar as acusações contra Dunk, mas agora demonstra arrependimento. Ele explica que, embora seja obrigado a lutar ao lado de Aerion no julgamento, não pretende ferir Dunk de verdade.

O momento mais relevante da visita, porém, é a explicação do sonho que Daeron teve com Dunk. Em sua visão, um dragão cai sobre o cavaleiro errante. Em vez de ser esmagado, Dunk emerge vivo, enquanto o dragão permanece morto. Daeron não sabe dizer se Dunk matou o dragão, mas sente que o cavaleiro estará diretamente ligado à morte de um Targaryen.

A revelação posiciona Daeron como um sonhador de dragão, figura rara na linhagem Targaryen, conhecida por ter visões proféticas. O episódio sugere que o conflito atual pode ter consequências muito maiores do que um simples julgamento por honra.

Crítica do episódio 4 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

A traição de Steffon Fossoway

Inicialmente, a maior esperança de Dunk está em Sor Steffon Fossoway, que promete reunir aliados durante a noite. Na manhã seguinte, Dunk encontra vários cavaleiros dispostos a lutar ao seu lado, mas nenhum deles veio por intermédio de Steffon. Quem realmente articulou os apoios foi Egg, com a ajuda de Lyonel Baratheon, Robyn Rhysling e dos Humfreys.

No momento decisivo, Steffon revela sua traição ao declarar que lutará ao lado de Aerion. A decisão quase condena Dunk. Em resposta imediata, Raymun Fossoway pede para ser armado cavaleiro e ocupar o lugar do primo. A honra lhe é concedida, mas Dunk ainda precisa de mais um combatente para completar os sete.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 4, Os Sete

O gesto decisivo de Baelor Targaryen

Sem alternativas, Dunk se dirige à multidão de Ashford Meadow em um discurso sincero. Ele lembra que agiu para proteger uma mulher indefesa porque assim exigem os votos de um cavaleiro. Pede que alguém demonstre a mesma coragem agora. A resposta inicial vem em forma de zombaria, reforçando o isolamento do personagem.

Quando tudo parece perdido, o episódio entrega seu momento mais poderoso. O príncipe Baelor Targaryen entra na arena e declara que lutará ao lado de Dunk. Como herdeiro do Trono de Ferro e Mão do Rei, sua decisão é um choque político e simbólico. Um Targaryen se coloca contra seus próprios parentes em nome da honra de um cavaleiro errante.

“Os Sete” encerra o episódio com um impacto raro até mesmo dentro do universo de Game of Thrones. A série prova que, mesmo em uma escala menor, Westeros continua sendo um lugar onde escolhas morais podem desafiar estruturas inteiras de poder. Com o julgamento prestes a começar, O Cavaleiro dos Sete Reinos atinge seu ponto mais alto até agora e prepara o terreno para um desfecho de grandes consequências.