O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 3 - O Escudeiro O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 3 - O Escudeiro

O Cavaleiro dos Sete Reinos – Episódio 3 | Crítica e Resumo de “O Escudeiro”

O episódio 3 de O Cavaleiro dos Sete Reinos, intitulado “O Escudeiro”, marca um ponto de virada claro na primeira temporada da nova série da HBO Max ambientada no universo de Game of Thrones. Após dois capítulos dedicados à apresentação do mundo, das regras sociais e da relação entre Dunk e Egg, a narrativa finalmente coloca seus protagonistas diante de consequências reais. Ao mesmo tempo, o episódio entrega sua revelação mais importante até aqui, redefinindo o peso político e simbólico da jornada que parecia, até então, apenas uma história modesta sobre um cavaleiro errante. Confira a nossa crítica e resumo do que rolou no episódio 3.

Recapitulação do episódio 3 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

Desde os primeiros minutos, fica evidente que o foco do capítulo está na construção da parceria entre Dunk e Egg, agora plenamente estabelecida. Mais do que um aprendiz curioso, Egg assume de vez o papel de escudeiro, enquanto Dunk começa a entender o tipo de cavaleiro que deseja — e precisa — ser em Westeros.

Egg assume o papel de escudeiro

A manhã seguinte à primeira justa mostra Egg levando seus deveres a sério. Ele acorda antes de Dunk, conduz o cavalo de guerra Thunder para o treino e insiste em preparar o animal para obedecer comandos em combate. Mesmo enfrentando resistência inicial, o garoto demonstra paciência e dedicação, deixando claro que sua lealdade não é oportunista. Egg sabe que Dunk não tem aliados, nem dinheiro, nem família influente. Ele e Thunder são, literalmente, tudo o que Dunk possui.

Durante o treino, Egg encontra Sor Robyn Rhysling, conhecido como um dos cavaleiros mais excêntricos do torneio. O encontro reforça o contraste entre a postura confiante de Egg e sua condição física: o garoto se incomoda ao ser chamado de pequeno, mas rebate afirmando que Sor Duncan, o Alto, é grande o suficiente para ambos. A frase resume bem a admiração quase incondicional que Egg nutre por Dunk.

A dinâmica entre os dois se aprofunda quando Dunk, irritado ao perceber que Egg se afastou sozinho, acaba transformando o momento em uma lição prática. Ele ensina o garoto a costurar e explica tarefas básicas de escudeiro, criando um vínculo que mistura autoridade, afeto e aprendizado mútuo. Mesmo pronto para competir, Dunk é lembrado por Egg de que não lutará no primeiro dia, reservado apenas aos cavaleiros mais renomados.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Recapitulação e Análise Episódio 1

O torneio e a corrupção à margem da honra

Enquanto aguardam a vez de Dunk, o torneio continua revelando o lado menos idealizado da cavalaria. Plummer, figura recorrente desde o episódio anterior, oferece a Dunk um acordo desonesto: uma luta combinada contra Androw Ashford para beneficiar apostas feitas pelo próprio anfitrião do evento. A proposta poderia resolver parte dos problemas financeiros de Dunk, mas ele recusa sem hesitar.

A decisão é crucial para a construção do personagem. Dunk pode ser ingênuo, mas não está disposto a negociar aquilo que entende como honra. Mesmo pressionado pela necessidade, ele prefere perder honestamente a vencer por fraude, reforçando o contraste entre sua visão de cavalaria e o cinismo dominante ao redor.

Aerion Targaryen mostra quem realmente é em O Cavaleiro dos Sete Reinos

O episódio ganha peso dramático quando Aerion Targaryen entra novamente em cena. Provocador e cruel, o príncipe escolhe enfrentar Sor Humfrey Hardyng na justa. O combate termina de forma brutal: Aerion ataca deliberadamente o cavalo do adversário, derrubando Humfrey e garantindo a vitória por meio de um truque violento.

A reação da multidão é imediata, e Egg, visivelmente perturbado, insiste que aquilo não foi um acidente. A percepção do garoto sobre Aerion sugere que ele sabe mais sobre o príncipe do que aparenta. Dunk tenta relativizar, dizendo que acidentes acontecem, mas o episódio deixa claro que Egg reconhece o padrão de crueldade de Aerion.

Esse momento funciona como uma virada temática: O Cavaleiro dos Sete Reinos deixa de tratar o torneio apenas como espetáculo e passa a expor a brutalidade estrutural por trás da nobreza guerreira.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 2 da Série Game of Thrones, intitulado Carne Salgada Dura

Presságios e intimidade

Em um intervalo mais leve, Dunk e Egg assistem a uma apresentação musical de Lyonel Baratheon, enquanto o garoto demonstra curiosidade intelectual e senso crítico. A pausa, no entanto, é interrompida por uma vidente, que faz duas previsões simbólicas: Dunk será mais rico que um Lannister, enquanto Egg será rei, mas todos celebrarão sua morte.

Dunk ri da situação, tratando-a como superstição. Egg, por outro lado, reage com silêncio e seriedade. A cena reforça a diferença entre os dois: Dunk vive no presente; Egg carrega o peso do futuro.

O ataque de Aerion e a revelação final

A tensão atinge seu ápice quando Dunk se separa de Egg para conversar com Raymun Fossoway. Enquanto isso, Egg entra na tenda dos artistas para buscar o novo escudo de Dunk e encontra Aerion. Enfurecido com uma encenação em que um dragão perde, o príncipe ataca os artistas, ferindo gravemente Tanselle.

Dunk intervém imediatamente, agindo por puro instinto moral. Ele enfrenta Aerion e o agride, algo impensável para um cavaleiro errante sem título diante de um príncipe Targaryen. A situação foge do controle, e três cavaleiros são necessários para contê-lo. Aerion promete vingança, pronto para usar seu status para destruir Dunk.

É então que Egg entra em cena e muda tudo. Ignorando as ordens de Dunk para fugir, o garoto se apresenta pelo verdadeiro nome: Aegon Targaryen, um dos filhos desaparecidos de Maekar. A revelação paralisa todos ao redor e redefine completamente o equilíbrio de poder da série.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 3 - O Escudeiro

Crítica do episódio 3 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

Um episódio de afirmação

“O Escudeiro” consolida Dunk como um herói raro em Westeros: alguém que age antes de calcular consequências políticas. Ao mesmo tempo, revela que Egg nunca foi apenas um garoto comum, mas uma peça central na história do reino. O episódio encerra a primeira metade da temporada elevando as apostas narrativas e emocionais, transformando uma jornada modesta em um conflito que agora envolve diretamente a Casa Targaryen.

A partir daqui, O Cavaleiro dos Sete Reinos deixa claro que, mesmo em histórias menores, Westeros nunca está livre do peso do poder.