O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica do episódio 5 da série da HBO, Em Nome da Mãe O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica do episódio 5 da série da HBO, Em Nome da Mãe

O Cavaleiro dos Sete Reinos | Crítica e Resumo do Episódio 5, “Em Nome da Mãe”

O episódio 5 de O Cavaleiro dos Sete Reinos, intitulado “Em Nome da Mãe”, marca o ponto mais tenso da temporada até agora. Disponível no streaming da HBO Max, o capítulo aposta em uma estrutura narrativa baseada na espera: posterga o confronto decisivo para mergulhar no passado de Dunk e, quando finalmente retorna ao presente, entrega uma sequência violenta com consequências irreversíveis. É um episódio que exige paciência, mas recompensa o espectador com revelações fundamentais para compreender quem Dunk realmente é. Confira a nossa crítica e o resumo do que rolou na série de Game of Thrones.

Recapitulação do episódio 5 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

A abertura retoma o Julgamento dos Sete solicitado por Aerion, um ritual extremo que coloca a honra e a vida de Dunk em jogo. O clima é solene, reforçado pelo discurso inicial de Baelor, que tenta enquadrar o confronto como um ato de justiça divina. No entanto, antes que a luta avance de fato, a narrativa desacelera abruptamente. Um golpe forte na cabeça lança Dunk em uma sequência de flashbacks que ocupa boa parte do episódio.

Flea Bottom e a formação de Dunk

Os flashbacks revelam um jovem Dunk vivendo em Flea Bottom, sobrevivendo à margem da sociedade ao lado de seu amigo Rafe, no rescaldo da guerra. A série utiliza esse período para expandir a construção de mundo, mostrando um Westeros distante de castelos e torneios. Dunk e Rafe saqueiam campos de batalha, arrancam dentes de cadáveres e juntam moedas na esperança de fugir para as Cidades Livres. O sonho de escapar contrasta com a realidade dura: qualquer pessoa com mais dinheiro ou status os trata como descartáveis.

A morte de Rafe é seca e sem heroísmo. Ao tentar roubar uma faca de um homem que havia tomado todo o dinheiro dos dois, ele tem a garganta cortada em plena rua. A punição é desproporcional, mas coerente com a lógica daquele mundo. Rafe sangra até morrer sobre as pedras, enquanto Dunk fica ferido e abandonado. A cena reforça uma ideia recorrente na série: vidas sem nome não têm valor em Westeros.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica e Resumo do Episódio 4, Os Sete

Sor Arlan e o nascimento de um cavaleiro

É nesse momento que surge Sor Arlan, bêbado, saindo de uma estalagem e matando os agressores de Dunk. O gesto não é grandioso nem solene, mas suficiente para mudar o rumo da vida do garoto. Dunk passa a seguir Arlan à distância, enfrentando fome, doença e noites ao relento. Ele quase morre ao beber água contaminada de um rio e chega exausto ao destino do cavaleiro errante.

O episódio estabelece um paralelo direto entre passado e presente. Assim como Egg tenta manter Dunk consciente no julgamento, é a voz de Sor Arlan, ecoando na memória, que o faz “se levantar” novamente. A repetição dessa ordem se torna o elo emocional do episódio, conectando a formação de Dunk à prova extrema que ele enfrenta agora.

O Julgamento dos Sete e a brutalidade do presente

Quando a narrativa retorna ao julgamento, a violência é imediata. A luta é caótica, sem glamour, reforçando que não há vencedores ilesos nesse tipo de ritual. Dunk apanha de forma sistemática e, em alguns momentos, parece prestes a morrer. Ainda assim, ele se recusa a se render. Segue ouvindo Egg e, em sua mente, Sor Arlan, insistindo para que continue em pé.

O confronto com Aerion é o ápice emocional do episódio. Dunk não vence por técnica refinada ou superioridade física, mas por resistência. Sua coragem se destaca diante da crueldade do adversário. Ao dominar Aerion e forçá-lo a se render em voz alta, diante da multidão, Dunk alcança uma vitória que vai além do julgamento: ele afirma publicamente sua honra.

O Cavaleiro dos Sete Reinos - Crítica do episódio 5 da série da HBO, Em Nome da Mãe

Crítica do episódio 5 de O Cavaleiro dos Sete Reinos

A vitória que cobra um preço

O triunfo, porém, vem acompanhado de um peso imediato. Dunk está gravemente ferido, e a sensação de alívio dura pouco. A cena final desloca o foco para Baelor, que ri ao perceber que foi atingido na cabeça pela maça do próprio irmão durante o confronto. O tom muda abruptamente quando fica claro que o golpe foi fatal. A parte de trás de seu crânio está afundada, e Baelor está morto.

O episódio encerra com uma pergunta silenciosa, mas inevitável: quem será responsabilizado? Dunk, já marcado pela violência do julgamento, surge como o alvo mais óbvio para carregar a culpa. Assim, “Em Nome da Mãe” termina não com resolução, mas com uma nova crise, elevando as apostas da temporada.

Ao apostar em um ritmo mais lento e em flashbacks extensos, o episódio 5 aprofunda o significado da coragem de Dunk. Não se trata apenas de um cavaleiro resistindo em combate, mas de alguém que aprendeu, desde cedo, que sobreviver em Westeros exige continuar se levantando, mesmo quando tudo indica que o chão é o lugar final.