A série Memória de um Assassino chega ao seu sexto episódio, intitulado “Tio Jacob”, disponível a partir de 19 de março no catálogo da HBO Max. O novo capítulo amplia os conflitos já estabelecidos, aprofunda o estado mental de Angelo Doyle e intensifica as investigações que começam a se aproximar de sua vida dupla. Com múltiplas frentes narrativas em andamento, o episódio reforça a sensação de que o cerco ao protagonista está se fechando. Confira a crítica e recapitulação do que rolou na série.
Resumo do episódio 6 de Memória de um Assassino: “Tio Jacob”
O episódio se inicia com uma sequência direta e violenta: Angelo executa um alvo dentro de um confessionário, eliminando um padre. A cena estabelece o tom do capítulo e reforça a frieza do protagonista em suas missões. Logo após, ele retorna ao seu apartamento, visivelmente abalado ao lembrar da ligação atendida por Nicky no episódio anterior. A dúvida sobre a lealdade dela, somada ao avanço de seus problemas de memória, o leva a procurar ajuda médica.
Enquanto isso, a investigação conduzida por Dave ganha novos elementos. O perito forense revela que fibras encontradas em uma cena ligada ao caso Henry Bloch pertencem a um tecido de alto padrão, possivelmente importado. Além disso, o celular da vítima contém dados criptografados, o que sugere conexões mais complexas por trás do crime.
No hospital, Angelo recebe um diagnóstico mais claro: suas falhas de memória estão ligadas a um histórico familiar de Alzheimer. O médico prescreve medicamentos e alerta que a doença não tem cura, recomendando que ele compartilhe a situação com a família. Angelo, no entanto, evita expor a verdade.
Paralelamente, Maria segue lidando com o trauma recente. Em um campo de tiro, ela busca aprender a se defender e chega a considerar formas ilegais de adquirir uma arma antes da liberação oficial. Esse movimento indica uma mudança em seu comportamento, cada vez mais influenciado pelo medo.

Angelo tenta manter uma aparência de normalidade ao convidar Nicky para um almoço. Durante o encontro, ela levanta suspeitas sobre os lapsos de memória dele, sugerindo que ele pode estar enfrentando algo semelhante ao que sua própria mãe viveu. Angelo nega e evita aprofundar o assunto.
No núcleo criminal, uma nova missão é apresentada: eliminar Shane Hanson, um homem ligado à máfia russa que está sob proteção judicial. O plano envolve um ataque durante uma transmissão ao vivo, o que exige precisão e planejamento.
Joe descobre um detalhe crucial: Hanson possui um dispositivo cardíaco implantado. A partir disso, a dupla elabora uma estratégia para interferir no equipamento e provocar sua morte à distância. No set de gravação, Angelo e Joe se infiltram disfarçados e executam o plano durante a transmissão, matando Hanson ao vivo.
Enquanto isso, a investigação policial se intensifica. Linda revela que o FBI já estava analisando conexões entre Henry Bloch e o passado de Maria, incluindo o assassinato de sua mãe. A possibilidade de que Angelo tenha envolvimento direto começa a ser considerada.

No campo pessoal, Jeff demonstra crescente preocupação com Maria e cogita contratar um investigador particular. Ao mesmo tempo, Angelo passa a desconfiar cada vez mais de Nicky e decide segui-la. No entanto, em meio à confusão causada por sua memória falha, ele perde o controle da situação e não consegue confirmar suas suspeitas.
A tensão aumenta quando Nicky aparece na clínica onde Angelo foi atendido e solicita informações médicas sobre ele, indicando que pode estar investigando sua condição de forma independente.
O episódio se encerra com Jeff recebendo evidências de um investigador particular, incluindo uma fibra semelhante à encontrada pela perícia, sugerindo que diferentes linhas da trama estão prestes a convergir.
Crítica do episódio 6 de Memória de um Assassino, “Tio Jacob”
O Alzheimer avança
O sexto episódio consolida o avanço simultâneo de três eixos principais: a deterioração mental de Angelo, o fortalecimento das investigações policiais e o aumento da desconfiança em torno de personagens próximos ao protagonista.
A revelação mais significativa está ligada à confirmação do Alzheimer, que deixa de ser apenas um indício e passa a ser um elemento concreto da narrativa. Esse fator impacta diretamente a forma como Angelo conduz suas ações, tornando-o mais vulnerável e imprevisível.

Outro ponto relevante é a execução da missão envolvendo Shane Hanson. A escolha de um método indireto, utilizando tecnologia médica, demonstra uma mudança na abordagem do personagem e amplia o alcance das operações criminosas apresentadas na série.
No campo investigativo, a atuação do FBI ganha mais espaço, especialmente com Linda assumindo uma postura mais incisiva. A ligação entre o caso de Henry Bloch e o passado de Maria sugere que o núcleo familiar está cada vez mais próximo do centro da investigação.
A presença de Nicky também se torna mais ambígua. Suas atitudes indicam que ela pode ter interesses ocultos, especialmente ao buscar informações médicas sobre Angelo. Essa movimentação reforça o clima de desconfiança que domina o episódio.
Por fim, o comportamento de Maria evidencia uma transformação importante. Sua decisão de buscar meios próprios de defesa indica que o impacto dos acontecimentos recentes está alterando sua forma de lidar com o perigo.
Com “Tio Jacob”, Memória de um Assassino amplia suas tensões e prepara o terreno para conflitos mais diretos nos episódios seguintes, consolidando a interligação entre passado, presente e as consequências das escolhas de seus personagens.