Filme com Stanley Tucci no Prime Video diverte, mas não reinventa o gênero
Lançado no Prime Video, Masterplan (2026) aposta em um roubo impossível, reviravoltas e conflitos familiares para construir uma comédia policial ambientada no universo dos grandes golpes. Dirigido por Thomas Vincent, o filme é estrelado por Stanley Tucci, Simona Tabasco e Victor Belmondo, mas, apesar de reunir os ingredientes necessários para uma aventura descontraída, encontra dificuldades para transformar sua premissa em algo realmente memorável.
Masterplan: uma missão impossível para roubar a Mona Lisa
A trama acompanha Roger Cavendish (Stanley Tucci), um experiente ladrão de obras de arte que decide colocar as mãos na Mona Lisa, uma das pinturas mais famosas do mundo. Para executar o plano, ele recruta Chiara (Simona Tabasco), especialista italiana em crimes cibernéticos, e Jay (Victor Belmondo), um francês habilidoso com explosivos.
A missão, porém, ganha contornos pessoais quando Roger revela que os dois jovens são irmãos e que ele próprio é o pai deles. A descoberta transforma o planejamento do roubo em uma convivência turbulenta, na qual os protagonistas precisam aprender a trabalhar juntos, apesar das diferenças e da desconfiança.
A premissa combina o planejamento meticuloso dos filmes de assalto com uma dinâmica familiar que tenta acrescentar profundidade à história. O problema é que Masterplan nem sempre consegue equilibrar essas duas propostas. As discussões, os disfarces exagerados e as tentativas de antecipar os obstáculos do roubo garantem momentos divertidos, mas seguem caminhos conhecidos do gênero.
Stanley Tucci é o principal destaque do filme
O maior trunfo de Masterplan está no elenco. Stanley Tucci utiliza seu carisma e sua experiência para dar personalidade a Roger Cavendish, um personagem que poderia facilmente se perder em meio aos clichês da narrativa. Sua presença ajuda a sustentar cenas que dependem mais do talento dos atores do que da originalidade do roteiro.

Simona Tabasco e Victor Belmondo também contribuem para a dinâmica do trio. A química entre os protagonistas torna a relação entre os personagens mais interessante, especialmente quando as diferenças de temperamento interferem no planejamento. Ainda assim, o desenvolvimento emocional dessa família recém-descoberta não alcança a intensidade que a história parece desejar.
Na direção, Thomas Vincent investe em uma estética colorida e em referências a produções clássicas de assalto, com ecos de Onze Homens e um Segredo. Há boas ideias durante a preparação do golpe, mas a execução da missão perde parte do impacto por não apresentar a mesma criatividade visual e narrativa.
Vale a pena assistir a Masterplan no Prime Video?
Com 109 minutos de duração, Masterplan demora a chegar aos momentos mais interessantes. A sucessão de preparativos e conflitos acaba tornando a narrativa mais extensa do que o necessário, enquanto algumas reviravoltas ajudam a recuperar o ritmo apenas na reta final.

O filme também não explora plenamente o potencial de seu principal atrativo: o roubo da Mona Lisa. Embora a proposta desperte curiosidade, a realização do golpe não entrega toda a tensão que a missão exige. A história funciona melhor quando aposta no humor e nas interações entre os personagens do que quando tenta construir uma operação criminosa grandiosa.
No fim, Masterplan é uma opção razoável para quem procura um filme leve sobre roubos elaborados e relações familiares complicadas. Stanley Tucci oferece um desempenho carismático, e o elenco mantém a aventura agradável, mas a direção e o roteiro não conseguem superar as fórmulas já conhecidas do gênero.
Veredito: Masterplan diverte sem exigir muito do espectador, mas dificilmente deixará uma impressão duradoura. É uma escolha para passar o tempo no Prime Video, não para quem espera uma reinvenção dos filmes de assalto.