Euphoria Temporada 3 - Crítica e Resumo do Episódio 1, Àndale [ESTREIA] da Série HBO Max Euphoria Temporada 3 - Crítica e Resumo do Episódio 1, Àndale [ESTREIA] da Série HBO Max

Euphoria: Crítica e Resumo do Episódio 1 da 3ª Temporada (“Ándale”) na HBO Max

A aguardada terceira temporada de Euphoria estreou neste domingo, 12 de abril de 2026, na HBO e na HBO Max, dando início ao capítulo final da produção criada por Sam Levinson. O primeiro episódio, intitulado “Ándale”, estabelece o novo tom da série ao apostar em riscos narrativos e estilísticos, ampliando o escopo da história com personagens agora inseridos na vida adulta. Confira o resumo do que rolou na estreia.

Resumo do episódio 1 da 3ª temporada de Euphoria

Um começo ousado e fora do padrão

Logo em sua sequência inicial, o episódio deixa claro que a proposta desta temporada é diferente. Rue Bennett, vivida por Zendaya, surge dirigindo de forma ilegal pelo deserto, em uma cena que remete a registros documentais. A personagem tenta atravessar uma cerca metálica com seu carro, mas acaba abandonando o veículo no topo da estrutura.

A sequência funciona como metáfora visual para o estado atual de Rue: presa entre decisões impulsivas e consequências inevitáveis. A partir desse ponto, a narrativa passa a revelar o caminho que a levou até ali.

Rue e o aprofundamento no crime

O episódio mostra que, após os eventos da segunda temporada, Rue se encontra ainda mais envolvida com o tráfico de drogas. A dívida com Laurie cresce de forma descontrolada, forçando a protagonista a assumir um papel ativo no esquema criminoso.

Para pagar o valor exigido, Rue passa a trabalhar como “mula”, transportando substâncias ilícitas ao lado de Faye. A série não suaviza os riscos dessa atividade, evidenciando as consequências físicas e psicológicas envolvidas. Em uma das sequências mais impactantes, uma jovem morre após o rompimento de uma cápsula ingerida, reforçando o perigo constante desse tipo de operação.

Esse arco posiciona Rue em um ponto mais extremo do que nas temporadas anteriores, indicando que a narrativa buscará explorar até onde a personagem pode ir antes de um possível colapso.

Reencontros e novos caminhos

Ao longo do episódio, Rue retoma contato com personagens importantes. Lexi, interpretada por Maude Apatow, aparece vivendo em Los Angeles, trabalhando nos bastidores de uma produção televisiva. A mudança de cenário reforça o salto temporal e amplia o universo da série para além da cidade original.

A relação entre Rue e Lexi mantém traços de proximidade, mas também evidencia um desequilíbrio, com Rue recorrendo à amiga em momentos de necessidade. Além disso, há menções ao destino de Fezco, personagem de Angus Cloud, agora preso, o que reforça o impacto dos acontecimentos anteriores.

Outro destaque é o retorno de Ali, vivido por Colman Domingo, que continua atuando como figura de apoio para Rue. Em um jantar, a protagonista demonstra interesse por uma possível transformação espiritual, considerando a religião como uma forma de encontrar sentido para sua vida.

Nate e Cassie: controle e exposição

O núcleo envolvendo Nate Jacobs (Jacob Elordi) e Cassie Howard (Sydney Sweeney) retorna com uma dinâmica ainda mais intensa. Agora vivendo juntos, os dois mantêm uma relação marcada por controle e dependência.

Cassie demonstra interesse em monetizar sua imagem por meio de plataformas digitais, enquanto Nate reage de forma contrária, tentando impor limites. O conflito revela a continuidade de padrões já estabelecidos nas temporadas anteriores, agora inseridos em um contexto adulto.

A relação também levanta questões sobre exposição, autonomia e a forma como os personagens lidam com poder e imagem pública.

Um final simbólico e provocativo

O desfecho de “Ándale” aposta em uma construção simbólica. Rue se envolve com um novo personagem ligado ao submundo do crime, Alamo, e acaba sendo colocada em uma situação de risco extremo.

Em uma cena que mistura tensão e surrealismo, ela é usada como alvo em um teste com arma de fogo. O momento ganha uma dimensão quase espiritual, especialmente quando Rue associa sua sobrevivência a uma espécie de intervenção divina.

A sequência final, com a personagem rindo e desmoronando emocionalmente, reforça o tom da temporada: um mergulho mais profundo em questões existenciais, com elementos que flertam com o psicológico e o simbólico.

Crítica de Euphoria: uma estreia que redefine o rumo

O primeiro episódio da terceira temporada de Euphoria funciona como uma declaração de intenções. Ao abandonar parte das estruturas tradicionais das temporadas anteriores, a série busca se reinventar, apostando em uma narrativa mais fragmentada e arriscada.

A direção de Sam Levinson privilegia imagens impactantes e situações extremas, enquanto o roteiro amplia os conflitos internos dos personagens. O resultado é um episódio que pode dividir opiniões, mas que estabelece um caminho claro para o restante da temporada.

Com foco em consequências, amadurecimento e escolhas irreversíveis, “Ándale” posiciona a terceira temporada como um encerramento que pretende expandir os limites da série.