Espíritos na Escola - Crítica da 3ª Temporada da série do Paramount+ Espíritos na Escola - Crítica da 3ª Temporada da série do Paramount+

Espíritos na Escola – 3ª Temporada | Crítica da Série | Paramount+

A 3ª temporada de Espíritos na Escola (School Spirits), recém-chegada ao Paramount+, marca um ponto de virada para a série sobrenatural criada para o público jovem, mas que vem dialogando cada vez mais com temas universais. Com os personagens visivelmente mais velhos, a narrativa também amadurece, aprofundando conflitos emocionais e expandindo o mistério central que envolve a Split River High. O desafio agora é equilibrar essa evolução sem perder a identidade construída nas temporadas anteriores. Leia a crítica da série.

Desde o início, School Spirits se destacou ao usar o sobrenatural como metáfora para traumas não resolvidos. Os espíritos presos à escola não estão ali apenas por um acidente ou evento inexplicável, mas porque carregam pendências emocionais que os impedem de seguir adiante. A nova temporada mantém essa lógica, mas acrescenta um elemento mais sombrio, sugerindo a presença de algo maligno que vai além das regras já estabelecidas. As perguntas surgem rapidamente: de onde vem essa ameaça, qual é seu real impacto e por que o Sr. Martin parece saber mais do que demonstra?

Os três primeiros episódios, lançados juntos, adotam um ritmo mais contido, mas não chegam a ser arrastados. A série continua alternando o foco entre o mundo dos vivos e o dos mortos, o que garante dinamismo mesmo quando a trama parece desacelerar. Um dos acertos iniciais da temporada é o maior destaque dado a Simon. Presente desde o começo, o personagem sempre foi definido pela relação com Maddie, e agora ganha camadas próprias. Sua instabilidade emocional e suas atitudes impulsivas podem incomodar, mas fazem sentido dentro do contexto de perda e frustração que ele carrega.

Já Maddie passa por um momento mais difuso. Após tudo o que viveu, sua trajetória nesta temporada parece menos definida, especialmente no relacionamento com Sandra, que atinge um ponto crítico. Há uma cena no terceiro episódio que se destaca pela abordagem direta e realista do conflito entre as duas, indicando que essa relação precisará de uma resolução clara para que a narrativa avance sem desgaste.

No núcleo sobrenatural, a tensão cresce. O Sr. Martin assume a posição de antagonista, mas a série deixa no ar a possibilidade de que ele ainda seja necessário para enfrentar ameaças maiores. Uma revelação importante apresentada nesse início redefine o conflito da temporada e amplia o escopo da história. Embora impactante, essa novidade ainda carece de desenvolvimento para que não se torne apenas um artifício vazio.

Espíritos na Escola - Crítica da 3ª Temporada da série do Paramount+

Crítica da série: vale à pena assistir Espíritos na Escola e sua 3ª temporada no Paramount+?

Tecnicamente, Espíritos na Escola mantém sua consistência. O senso de amizade entre os personagens, vivos e mortos, continua sendo um dos pilares da série, agora ainda mais fortalecido. Nicole, em especial, surge como um dos destaques dessa fase, enquanto a escolha criativa dos títulos dos episódios segue contribuindo para a identidade do projeto.

Apesar de algumas fragilidades na lógica sobrenatural, a série compensa com originalidade e envolvimento emocional. Peyton List segue comprometida com a personagem e com o universo da produção, que acerta ao dividir melhor o protagonismo entre o elenco. A 3ª temporada deixa claro que a história ainda tem fôlego para se expandir — resta saber se o roteiro conseguirá sustentar essa ambição.

Com bons ganchos e conflitos em construção, School Spirits continua sendo uma opção relevante dentro do gênero. Os episódios iniciais indicam que o caos está apenas começando.