Enquanto Eles Dormiam (2025) - Crítica do Filme do Lifetime Movies Enquanto Eles Dormiam (2025) - Crítica do Filme do Lifetime Movies

Enquanto Eles Dormiam (2025) | Crítica do Filme | Lifetime

Em Enquanto Eles Dormiam, produção original do Lifetime Movies, o suspense se instala logo nos primeiros minutos. A trama acompanha Zoe, uma mulher que acorda ao lado do marido assassinado sem qualquer lembrança de invasão ou barulho durante a noite. A ausência de sinais de arrombamento transforma a protagonista na principal suspeita, abrindo espaço para um mistério que se constrói a partir de dúvidas, pistas contraditórias e relações familiares frágeis. Confira a nossa crítica.

O filme não perde tempo em apresentar seu crime central e aposta na ideia inquietante de um assassinato cometido dentro de casa sem que ninguém perceba. A partir daí, o roteiro se dedica a levantar questionamentos sobre confiança, aparência de normalidade e segredos escondidos em ambientes aparentemente seguros.

Suspeitos, pistas falsas e desconfiança constante

A investigação liderada pela detetive Rachel conduz o espectador por uma lista extensa de possíveis culpados. A falta de empatia da polícia, especialmente com Zoe, reforça a sensação de isolamento da protagonista, que decide conduzir sua própria busca pela verdade. A revelação de uma apólice de seguro de vida milionária em nome dela intensifica ainda mais as suspeitas e alimenta o julgamento público.

A narrativa se apoia em múltiplas pistas falsas: a ex-esposa do marido assassinado, o treinador da enteada, o namorado aparentemente oportunista e até pessoas próximas de Zoe entram no radar da história. O roteiro utiliza bem esse excesso de possibilidades para manter a tensão, mesmo que algumas situações desafiem a lógica ou avancem de forma conveniente.

Relações familiares como motor do suspense

Mais do que o crime em si, Enquanto Eles Dormiam explora conflitos familiares mal resolvidos. A relação entre Zoe e sua enteada Jess é constantemente testada, sobretudo com o retorno da mãe biológica da adolescente. A disputa emocional pela confiança da jovem se torna um elemento-chave da narrativa, funcionando como combustível para decisões impulsivas e erros de julgamento.

O filme também aborda temas recorrentes nas produções do Lifetime, como guarda de filhos, dependência química, ressentimentos do passado e manipulação emocional, sempre sob a ótica de um suspense doméstico.

Enquanto Eles Dormiam (2025) - Crítica do Filme do Lifetime Movies

Direção funcional e foco na narrativa

Sob a direção de Brittany Underwood, o longa mantém uma condução visual discreta, priorizando a clareza da narrativa e a progressão do mistério. A encenação evita excessos estilísticos e se concentra em criar uma atmosfera de constante vigilância, onde qualquer personagem pode esconder algo.

A estrutura segue o padrão clássico dos thrillers do canal, com ritmo controlado e viradas pensadas para manter o interesse até a revelação final.

Atuações que sustentam o mistério

O elenco entrega interpretações funcionais, com destaque para Alicia Leigh Willis, que sustenta bem o papel de uma mulher acuada, dividida entre o luto e a necessidade de provar sua inocência. A jovem Dakota Volker convence como a adolescente vulnerável, facilmente influenciada pelos adultos ao seu redor.

Também merecem menção Natalie Stavola, que constrói uma personagem ambígua, e Taryn Nelson DiCapri, cuja detetive excessivamente convicta se alinha a um arquétipo comum nas produções do gênero.

Crítica de Enquanto Eles Dormiam – Vale a pena assistir?

Sem reinventar o suspense policial, Enquanto Eles Dormiam cumpre o que promete: um mistério acessível, com múltiplos suspeitos e revelações graduais. Apesar de alguns exageros narrativos e escolhas previsíveis, o filme mantém o interesse ao apostar na dúvida constante e em relações interpessoais marcadas por desconfiança. Para o público fiel do Lifetime, trata-se de uma produção alinhada ao padrão do canal, sustentada por um mistério central eficaz e atuações que mantêm a história em movimento.