O episódio 5 de DTF St. Louis, intitulado “Anfezina”, amplia de forma decisiva o escopo da investigação sobre a morte de Floyd Smernitch. A série criada por Steve Conrad adiciona novas camadas ao caso ao revelar detalhes até então ocultos sobre a dinâmica entre Floyd, Carol e Clark, ao mesmo tempo em que enfraquece algumas das suspeitas iniciais. Confira a nossa crítica e resumo do episódio 5 da série da HBO Max.
Recapitulação do episódio 5 da série DTF St. Louis
Com a descoberta de uma apólice de seguro de vida no valor de um milhão de dólares, os detetives Donoghue Homer e Jodie Plumb passam a considerar Carol como uma suspeita mais consistente. No entanto, as revelações deste capítulo mostram que a relação entre os três protagonistas é mais complexa do que parecia, o que dificulta qualquer conclusão imediata.
A dinâmica entre Floyd, Carol e Clark ganha novo significado
Um dos momentos centrais do episódio envolve o confronto entre Floyd e Clark, interpretados por David Harbour e Jason Bateman. Inicialmente, a cena sugere que a descoberta do caso extraconjugal entre Clark e Carol levaria a um rompimento entre os amigos.
No entanto, o episódio revela que Floyd já sabia do relacionamento há algum tempo. A própria Carol teria contado a ele sobre os encontros, o que altera completamente a leitura dessa interação. Em vez de raiva, Floyd demonstra interesse em estabelecer transparência na relação com Clark.
A revelação mais surpreendente é que Floyd não apenas aceita a situação, como propõe participar dela de forma indireta. Ele sugere que pode observar os encontros do casal em um quarto de motel, criando uma dinâmica incomum que passa a fazer parte do passado compartilhado pelos três personagens.
Esse elemento reconfigura a narrativa construída até aqui. O que parecia um triângulo marcado por traição passa a ser visto como um acordo complexo, baseado em fragilidades pessoais e tentativas de manter vínculos afetivos.

As anfetaminas e a nova interpretação das provas
O episódio também esclarece um dos pontos mais relevantes da investigação: a origem dos comprimidos de anfetamina encontrados no histórico de Clark. Até então, a compra do medicamento era vista como um possível indício de premeditação.
Em “Anfezina”, descobre-se que a iniciativa partiu do próprio Floyd. Devido a problemas de saúde e ao uso de outros medicamentos, ele não conseguia obter a substância por conta própria. Por isso, pede ajuda a Clark, que aceita como um favor.
Floyd acreditava que o uso controlado do medicamento poderia melhorar sua vida sexual sem causar riscos graves. Essa informação altera significativamente a interpretação da evidência, afastando a hipótese de que Clark teria adquirido as anfetaminas com a intenção de matar o amigo.
Além disso, diálogos anteriormente interpretados como tensos ganham novo significado. Uma troca de mensagens entre Floyd e Clark, que parecia indicar conflito, é reinterpretada como uma conversa sobre desempenho e expectativas dentro da relação com Carol.
A investigação encontra a bicicleta desaparecida
Outro avanço importante ocorre quando os detetives decidem reavaliar o papel da bicicleta reclinada na noite da morte de Floyd. As imagens de segurança haviam sugerido que Clark poderia estar no local do crime, já que ele era o único comprador desse modelo na cidade.
No entanto, novas informações indicam que tanto Floyd quanto Carol tinham acesso à bicicleta. Durante o episódio, os investigadores descobrem que o veículo passou por reparos após um acidente e foi retirado da oficina por Carol.
Essa pista leva Homer e Plumb até a residência da viúva. Ao verificarem a garagem, eles encontram a bicicleta desaparecida, o que amplia as suspeitas sobre Carol. A descoberta coloca em dúvida a versão apresentada por ela anteriormente e sugere que pode ter havido omissão de informações durante o interrogatório.

Carol sob nova pressão em DTF St. Louis
A personagem de Linda Cardellini passa a ocupar uma posição ainda mais delicada na investigação. A combinação entre a apólice de seguro, a posse da bicicleta e seu comportamento evasivo chama a atenção dos detetives.
Durante o episódio, também surge a indicação de que Carol pode ter um passado legal não totalmente esclarecido. Ao ser questionada, ela evita fornecer detalhes, alegando não ter obrigação de compartilhar esse tipo de informação. Essa resposta leva Plumb a considerar a possibilidade de que existam registros protegidos ou arquivados envolvendo a personagem.
Diante disso, a detetive decide avançar com um pedido formal para acessar esses documentos, o que pode trazer novas revelações nos próximos episódios.
Clark e o silêncio estratégico
Enquanto a investigação avança, Clark adota uma postura mais cautelosa. Sua decisão de não cooperar plenamente com a polícia levanta questionamentos, especialmente considerando seu envolvimento direto com Floyd e Carol.
O episódio sugere que esse silêncio pode estar ligado ao medo de se incriminar ou de expor aspectos íntimos da relação entre os três. Ao mesmo tempo, reforça a ideia de que Clark pode estar tentando proteger alguém, o que mantém em aberto sua real posição dentro do caso.
O impacto das revelações no mistério central
“Anfezina” funciona como um episódio de reconfiguração narrativa. Ao revelar que Floyd tinha conhecimento e participação indireta no relacionamento entre Clark e Carol, a série desmonta uma das hipóteses mais evidentes — a de um crime motivado exclusivamente por traição.
Além disso, ao esclarecer a origem das anfetaminas, o episódio enfraquece a linha de investigação que apontava para Clark como principal responsável. Em contrapartida, fortalece as suspeitas sobre Carol, especialmente ao conectar elementos financeiros e evidências físicas ao seu entorno.
Ainda assim, a série evita conclusões definitivas. A cada resposta apresentada, novas perguntas surgem, mantendo o mistério em aberto.

Crítica de DTF St. Louis: o que esperar após o episódio 5?
Com a investigação ganhando novos contornos, DTF St. Louis se encaminha para uma fase mais decisiva. O acesso aos possíveis registros do passado de Carol e a análise detalhada das evidências encontradas devem influenciar diretamente os próximos passos dos detetives.
Ao mesmo tempo, a complexidade emocional dos personagens continua sendo um elemento central da narrativa. As escolhas feitas por Floyd, Clark e Carol revelam um cenário onde motivações pessoais, fragilidades e decisões impulsivas se misturam, tornando cada vez mais difícil determinar o que realmente aconteceu.
“Anfezina” reforça a proposta da série de construir um mistério que vai além do crime em si, explorando as relações humanas que o cercam. Com isso, o episódio mantém o suspense e prepara o terreno para revelações que podem alterar novamente a percepção do público sobre a morte de Floyd.