O episódio 7 da 2ª temporada de Demolidor: Renascido, intitulado “The Hateful Darkness”, amplia o colapso moral e institucional que vinha sendo construído ao longo da temporada. Com Karen Page sob custódia, Matt Murdock pressionado e Wilson Fisk cada vez mais instável após a morte de Vanessa, o episódio articula uma narrativa centrada em controle, retaliação e perda de limites. Confira a crítica e resumo do que rolou na série do Disney+.
Resumo do episódio 7 da 2ª temporada de Demolidor: Renascido
Karen presa e o confronto com Fisk
O episódio começa com a confirmação de que Karen foi detida oficialmente, o que muda a dinâmica do conflito. Em vez de ser levada a centros clandestinos, ela entra no sistema legal — ainda que profundamente influenciado por Fisk.
O encontro entre Karen e Fisk é um dos momentos mais tensos do episódio. Ele tenta intimidá-la, explorando sua fragilidade aparente, mas Karen reage de forma direta, expondo o medo por trás das ações do prefeito. A cena deixa claro que Fisk, embora ainda poderoso, já não exerce o mesmo controle emocional de antes.
Ao perceber que não pode agir livremente dentro da delegacia, Fisk recua, mas não sem antes tentar manipular a situação. Ele sabe que Karen pode ser usada como peça estratégica para atingir Matt.
O jogo político e a ameaça à governadora
Enquanto isso, a trama política se intensifica. A governadora McCaffrey passa a representar um obstáculo real ao poder de Fisk, especialmente após a perda de apoio institucional.
Jessica Jones surge como intermediária ao compartilhar informações com Matt sobre os riscos envolvendo a governadora. A possibilidade de um atentado eleva a tensão e coloca Matt diante de uma escolha: salvar Karen ou impedir um movimento maior de Fisk.

Cherry impõe limites a Matt
Quando Matt descobre onde Karen está, sua reação imediata é tentar resgatá-la à força. No entanto, Cherry intervém e o impede, alertando para as consequências públicas dessa ação.
A decisão é estratégica: se o Demolidor invadir uma delegacia, isso pode reforçar a narrativa de Fisk contra vigilantes. O episódio utiliza esse conflito para reforçar o dilema central do personagem — agir dentro da lei ou recorrer à força.
A redenção de Mercenário?
Em um movimento inesperado, Matt decide confiar em Mercenário, dando a ele a missão de proteger a governadora. A escolha carrega risco, mas também aponta para uma possível tentativa de redenção do personagem.
O plano funciona. O Mercenário impede um atentado e salva McCaffrey, sugerindo que ele pode estar buscando algum tipo de propósito além da violência que o definiu até então.

O retorno de um aliado importante
Outro destaque do episódio é o retorno de Brett Mahoney, agora em posição de autoridade dentro da polícia. Sua presença oferece um raro ponto de apoio institucional para Matt e Karen.
Mahoney garante que Karen tenha algum nível de proteção dentro do sistema, permitindo inclusive um breve encontro entre ela e Matt. Nesse momento, ambos alinham estratégias e reconhecem que o confronto com Fisk precisará acontecer no tribunal.
O julgamento como campo de batalha
A decisão de enfrentar Fisk judicialmente muda o foco da narrativa. Matt retorna à atuação como advogado, assumindo publicamente o caso ao lado de Kirsten.
A estratégia envolve deslegitimar a Força-Tarefa Anti-Vigilantes (AVTF), argumentando que suas ações são ilegais. Se conseguirem provar isso, a prisão de Karen pode ser anulada, enfraquecendo diretamente a estrutura de Fisk.
Por outro lado, Fisk se prepara para transformar o julgamento em um espetáculo público, utilizando-o como ferramenta de humilhação e controle de narrativa.
A escalada da violência institucional
O episódio atinge um ponto crítico quando agentes da AVTF abrem fogo contra Matt, Kirsten e outros aliados após uma sessão no tribunal. A ação, realizada em espaço público, evidencia o nível de descontrole da força-tarefa.
Mesmo ferido, Matt consegue reagir e proteger os sobreviventes, mas o ataque deixa claro que a linha entre autoridade e violência foi completamente apagada.
Paralelamente, Fisk permite que Heather atue de forma agressiva contra Karen, reforçando a ideia de que o sistema está sendo utilizado como instrumento de tortura psicológica.

Fisk, Powell e o colapso do controle
As decisões tomadas por Fisk ao longo do episódio apontam para uma perda progressiva de controle. Ao autorizar ações extremas e pouco estratégicas, ele expõe sua fragilidade.
O comportamento de Powell segue a mesma linha, com ações impulsivas que agravam ainda mais a crise. O episódio constrói a ideia de que o poder de Fisk está em seu ponto mais instável.
O destino de Blake: vivo ou morto?
O arco de Blake chega ao fim em uma das sequências mais impactantes do episódio. Após ser pressionado por Buck a entregar a informante BB, Blake hesita.
Mesmo tendo a oportunidade de trair BB, ele decide deixá-la escapar, indicando um conflito interno e uma possível mudança de postura. No entanto, essa escolha tem consequências imediatas.
Ao confrontar Buck, Blake se recusa a revelar o paradeiro de BB. A resposta é direta: Buck o executa com um tiro, encerrando sua trajetória.
O final explicado do episódio 7 da 2ª temporada de Demolidor: Renascido
Portanto, a resposta para a principal questão do episódio é clara: Blake está morto. Sua decisão de não colaborar com o sistema de Fisk marca seu último ato, ainda que tardio.
A morte do personagem também reforça um dos temas centrais da temporada: a impossibilidade de permanecer neutro em um sistema corrompido. Ao tentar mudar de lado, Blake paga o preço máximo.

Um episódio de ruptura total na 2ª temporada de Demolidor: Renascido
“The Hateful Darkness” consolida o momento mais crítico da temporada. Com Karen sob julgamento, Matt pressionado em múltiplas frentes e Fisk cada vez mais instável, a série entra em sua reta final com um cenário de confronto aberto.
A morte de Blake, a atuação do Mercenário e o avanço do julgamento indicam que os próximos episódios devem focar na resolução dessas tensões, com consequências diretas para todos os envolvidos.