Anaconda (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Jack Black e Paul Rudd Anaconda (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Jack Black e Paul Rudd

Anaconda (2025) | Crítica do Filme | HBO Max

A nova versão de Anaconda (2025), dirigida por Tom Gormican, chega ao catálogo da HBO Max no Brasil apostando em uma proposta que mistura comédia, metalinguagem e aventura. Longe de ser um remake tradicional do clássico de 1997, o longa assume uma abordagem autorreferencial ao transformar o próprio filme original em parte de sua narrativa, criando uma experiência que alterna entre homenagem e sátira. Confira a crítica.

A trama acompanha dois amigos de longa data, interpretados por Paul Rudd e Jack Black, que abandonaram os sonhos artísticos para lidar com a vida adulta. Enquanto um tenta se firmar como ator em produções pequenas, o outro trabalha produzindo vídeos de casamento com ambições maiores. A oportunidade de mudar esse cenário surge quando eles decidem refilmar Anaconda, seu filme favorito, mesmo com recursos limitados. A jornada até a Amazônia, no entanto, transforma o projeto em algo inesperado quando a equipe se depara com uma ameaça real.

O roteiro aposta em uma estrutura metalinguística semelhante à vista em trabalhos anteriores de Gormican, como The Unbearable Weight of Massive Talent, utilizando o humor para comentar os bastidores da indústria audiovisual. Essa proposta rende momentos inspirados, especialmente no início, quando o filme explora o contraste entre a ambição dos personagens e a precariedade da produção improvisada. As sequências que simulam o “filme dentro do filme” concentram algumas das melhores piadas, com diálogos intencionalmente exagerados e atuações propositalmente caricatas.

Grande parte da força de Anaconda (2025) está na química entre Rudd e Black. A dupla constrói uma dinâmica que sustenta o humor e torna crível a amizade entre os protagonistas, mesmo diante das decisões absurdas que conduzem a narrativa. O elenco de apoio inclui nomes como Thandiwe Newton, Steve Zahn, Daniela Melchior e o brasileiro Selton Mello, que contribuem com diferentes tons à história, embora nem todos tenham espaço suficiente para se desenvolver.

Apesar do começo promissor, o filme enfrenta dificuldades ao tentar equilibrar sua proposta cômica com elementos de ação mais convencionais. À medida que a narrativa avança e a ameaça da anaconda ganha protagonismo, a produção se aproxima de um formato mais genérico, deixando de lado parte da irreverência que define seu início. Subtramas envolvendo personagens secundários e conflitos externos acabam funcionando mais como preenchimento do que como complemento narrativo.

Anaconda (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Jack Black e Paul Rudd

Crítica: vale à pena assistir o novo Anaconda (2025) na HBO Max?

Ainda assim, o longa entrega aquilo que promete em termos de entretenimento. As sequências com a criatura — agora criada com efeitos digitais mais elaborados — garantem momentos de exagero visual que dialogam com o tom proposto. O humor físico e o absurdo continuam presentes, mesmo quando o roteiro perde consistência.

No fim, Anaconda (2025) se destaca como uma comédia de aventura que aposta na nostalgia e na autoconsciência para conquistar o público. Embora nem sempre sustente suas ideias até o final, o filme encontra força no carisma do elenco e na proposta de rir de si mesmo, oferecendo uma experiência que alterna entre acertos criativos e escolhas mais convencionais.