Em destaque no Top 10 da Netflix, Agente X: A Última Missão (The Bricklayer, 2023) reforça a presença de filmes de ação tradicionais no catálogo da plataforma. Estrelado por Aaron Eckhart e dirigido por Renny Harlin, cineasta conhecido por títulos como Risco Total (Cliffhanger), o longa aposta em uma fórmula já bastante conhecida do gênero: um agente experiente, afastado do serviço, é forçado a retornar à ativa para impedir uma ameaça internacional. Leia anossa crítica do filme de ação.
Na trama, um criminoso começa a assassinar jornalistas estrangeiros e manipular as evidências para incriminar a CIA. Diante da crise diplomática iminente, a agência recorre a Steve Vail, ex-agente conhecido como “O Pedreiro”, considerado um dos mais eficientes de sua geração. Relutante, Vail aceita a missão e passa a investigar a conspiração ao lado da agente novata Kate, interpretada por Nina Dobrev.
Do ponto de vista narrativo, Agente X: A Última Missão não busca reinventar o gênero de espionagem. O roteiro segue caminhos previsíveis, explorando temas recorrentes como lealdade, traição e o peso do passado. Ainda assim, a história se sustenta graças ao ritmo constante e à forma direta como conduz seus conflitos, sem grandes desvios ou subtramas desnecessárias.
Aaron Eckhart assume com segurança o papel do protagonista. Seu Steve Vail é apresentado como um agente resistente, quase imune às consequências físicas dos confrontos, em uma construção que remete a outros heróis contemporâneos do cinema de ação. Mesmo sem grande aprofundamento psicológico, o personagem funciona dentro da proposta do filme, especialmente nas sequências físicas, que exigem presença e credibilidade.
Nina Dobrev, por sua vez, interpreta uma agente que representa o contraponto ao método de Vail, mais preso às regras e aos protocolos da CIA. A relação entre os dois segue uma dinâmica conhecida, sem grandes surpresas, e o roteiro pouco explora o potencial da personagem para além de sua função operacional na trama.
O antagonista Radek, vivido por Clifton Collins Jr., possui uma ligação direta com o passado do protagonista, elemento que adiciona algum suspense à narrativa. Ainda que o mistério em torno de suas motivações não seja particularmente complexo, ele contribui para manter o interesse ao longo do filme, mesmo quando certos desfechos se tornam fáceis de antecipar.

Crítica do filme: vale à pena assistir Agente X: A Última Missão na Netflix?
Tecnicamente, o ponto mais consistente de Agente X: A Última Missão está nas cenas de ação. As sequências de luta, perseguições e tiroteios são bem coreografadas e mantêm um bom ritmo, reforçando a experiência esperada por quem busca um filme do gênero. A direção de Renny Harlin privilegia a clareza visual e a progressão constante, ainda que alguns cortes pudessem tornar o filme mais enxuto.
Sendo assim, Agente X: A Última Missão não apresenta grandes inovações, mas entrega exatamente o que promete. Para o público que aprecia filmes de ação diretos, com ritmo acelerado e protagonismo carismático, o longa se mostra uma opção sólida dentro do catálogo da Netflix, justificando sua presença entre os títulos mais assistidos da plataforma.